Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 4 – Phu Quoc Island – Vietname

11 de Novembro de 2014, Cambodia

Acordar e dar um mergulho. A água é quente, tipo caldo, e não refresca, mas é muito limpa. O ar é quente e constantemente abafado da humidade e o céu tem nuvens carregadas e soltas que vão e vêm, tal como a chuva. Esta podia ser a casa do rouxinol, a chover e a dar sol.
Há vários chiringuitos, todos eles com uma ou duas barraquinhas coladas de massagens. São as massagistas residentes. Cem mil dongs, e fiz uma massagem completa. Uma hora de deleite por 4 euros, nem isso. As senhoras esfregam-nos em óleo e a massagem é forte. São todos tão simpáticos e tão doces nesta terra que nem tenho coragem pra negociar e pedir descontos como é meu apanágio.
Alugamos uma mota e fomos conhecer a ilha que é muitíssimo maior que o que esperava.
Não é fácil conduzir no meio desta malta, mas o condutor já viveu em Angola e está habituado ao caos. Acho que o meu coração andava aí pela zona da boca de cada vez que passávamos num cruzamento!
Há muitos cães por todo o lado, não sei se é por serem iguais aos donos, mas têm todos um ar meigo, e aproximam-se tímidos e simpáticos. O focinho parece sempre meio arraçado de chau chau, com pelinho que lhes confere um ar arredondado. São bem tratados, mas livres.
Por isso quando se anda na estrada tem que se ter atenção pra não os atropelar, porque eles passam e é tudo deles.
No meio da “via-rápida” há vacas a pastar e bezerros a mamar. Há pastores de lambreta que reúnem o gado com a ajuda duma vara, e há vacas que regressam a casa pelo meio da estrada, guiadas como se estivessem na montanha e o dono andasse a pé.
Nos rios amontoam-se barcos, pequenos e médios, cheios de gente que descansa nas redes. Também vi barracas miseráveis, no meio do mato, mas agora junto à estrada, sempre com redes e malta que arroxa ao calor.
Fizemos meia ilha até pararmos de mota algures, e almoçamos. Marisco, como sempre. Há muito, bom, e barato. O sítio era bonito, visivelmente pobre, mas a cor do mar ilumina e compensa.
O Vietname tem um turista de mochila, há pouco turista de luxo, porque abençoado seja, ainda não chegaram cá os resorts de luxo. Pelo menos não a Phu Quoc. Há um ou outro, mas não é como em Seminyak em Bali. As pessoas são por isso mais originais, os sítios embora simples, menos falsos e fictícios. E os Vietnameses muito mais queridos que os Indonésios.
O regresso a casa não foi pêra doce…há muita malta que não fala inglês, parecia tudo igual, e havia motas e bicicletas dos miúdos saídos da escola por tudo quanto é sítio! Aprendi que quando não percebem o que estou a dizer, fazem um gesto com a mão que parece que estão a acenar :))) Mão com os 5 dedos espetados pra cima e a palma da mão virada pro céu. Faz-me lembrar a música do “doidas, doidas, doidas andam as galinhas…”
Escolhemos um restaurante ao calhas perto do hotel, com bom aspecto. Era mais caro que os outros, mas valia a pena experimentar. A comida estava fabulosa, noodles com marisco e com carne no wok. Limão, coentros e malagueta em dose perfeita. O senhor cozinhava virado pra rua, foi isso que nos chamou a atenção. No fim do jantar começamos a falar com a moça que nos atendeu. O restaurante era do noivo dela, um Francês que tinha vindo ao Vietname há 3 anos atrás e a tinha conhecido na recepção do hotel. Ela era a recepcionista e ele o cliente. Antes de se ir embora, pediu-lhe o número e o email e durante um ano trocaram mensagens e namoraram à distância, até que ele, Chef de cozinha de um sítio conhecido no sul de França, mudou-se de armas e bagagens pra Phu Quoc e abriu um restaurante pra eles. Há nove meses que estavam abertos, e ela era agora a dona do estaminé, e tinha uma pedra no dedo maior que um dente meu.
Estava muito feliz, ia casar pro ano. Ela tinha 30 anos e ele 52. Nada parvo o gajo, ah?
Dei dois beijinhos à Nga (lê-se Nhá), um abraço e votos de boa sorte, e saímos pra ver o que se fazia por aqui. Um copo no Coco-bar, e uma boa noite de sono.
Pelo caminho (antes do jantar) apercebi-me que tinha deixado o cartão visa na porcaria do multibanco no aeroporto. Coisas à Sofia, que como já se conhece, já tinha mais dois cartões a postos pro caso de um deles falhar. Toca a cancelar o bicho, trocar 20 emails com o Visa pra fazerem o pagamento dos hotéis pendentes, e respirar fundo. Está tudo bem. Como disse a Marta quando soube:
Sophie being Sophie.

Highlights

Uma hora de massagem!!
Os pastores de mota a guiar rebanhos no meio da estrada
Perder o visa pela milionésima vez!
Fazer a ilha de mota e sobreviver ao trânsito
A noiva do Francês
O jantar do Francês

Viet Thanh Resort Phu Quoc

Viet Thanh Resort Phu Quoc

Phu Quoc Island – Long beach

Phu Quoc Island – Long beach

Esta foto dá dez a zero a qualquer uma dos cadeados de Paris

Phu Quoc Island – Long beach

Gosto muito desta foto

O céu super carregado que numa questão de horas desabou durante uma hora. E as imagens decorativas mais feias do universo…

Phu Quoc Island – Long beach

As vendedoras de fruta, todas cobertas, com meias e luvas e camisolas compridas, pra que o sol não as torne mais morenas, e na opinião delas, mais feias.

Pescadores tradicionais, dentro de uma cesta que é uma canoa considerada barco….

O descanso

Norte da ilha de Phu Quoc

Norte da Ilha de Phu Quoc

Norte da ilha de Phu Quoc

Norte da ilha de Phu Quoc

Casas e mercado flutuante, junto ao night market, em Phu Quoc.

Casas e mercado flutuante, junto ao night market, em Phu Quoc.

O jantar do francês – noodles com marisco – foi talvez a melhor refeição que fiz no Vietname.

6 comments:

  1. Se eu fosse contigo de viagem, não te deixava mexer em nada. cartões, documentos e coisas do género guardava-as todas eu! 🙂
    Aliás, se quiseres posso fazer isso na tua próxima viagem. Só cobro o avião, pode ser? 🙂

  2. Eu não sou nadinha turista de mochila… já olhaste bem para mim? Qualquer mochila com 2 tshirts e um par de calças e eu deixava de me conseguir mexer seja para onde for 😉 (e como dizer isto sem parecer demasido mau… eu preciso de um certo número de coisas atrás de mim!)
    Mas tenho imensa vontade de conhecer o Vietname e o Cambodja, só não deve é ser em 2015, quem sabe 2016. E ofereço-me para ser tua assistente, qual Mónica, organizo-te tudo em dossiers por cores e ordem alfabética, é só levares-me contigo!!

Deixar uma resposta