Be true to yourself

É um daqueles clichés que ouvimos todos os dias e lemos em posts partilhados no facebook.

É uma frase que não é fácil de interpretar correctamente. Eu entendo-a como ser mais autêntico, e agir mais de acordo com o nosso eu mais verdadeiro.

O meu “eu” mais verdadeiro é bastante mais antipático que o “sociável ou apresentável”.

É raro eu dizer a alguém: desaparece que já não te posso ouvir.

Mas vontade não me falta.

Há tanta gente que nos ocupa o dia com chamadas de atenção que não acrescentam nada à nossa existência. Principalmente aquela malta que só vem ter connosco quando quer que lhe esfreguemos o ego e lhes digamos: boa!! Fizeste bem! És o maior!

Acho que daí o meu pó aos narcisistas, porque o mundo está cheio deles, e esperam que lhes digamos que são os maiores. E eu não quero dizer-lhes: boa! Well done!

O que eu quero mesmo, do fundinho do meu coração é mandá-los pró car…., é ser altamente antipática e no entanto ser verdadeira comigo mesma, sem ensaiar uma paciência que não tenho, ou oferecer uma generosidade que não sinto.

Gostava de ter a possibilidade de dizer a algumas pessoas: não gosto de ti.  Sem ter de mandar mensagens subliminares para que eles se manquem. E desesperar quando não o fazem. Porque é que não se mancam, pa?

O mais engraçado é que há pessoas que não gostam de mim também, porque não podemos todos gostar de amarelo porra, e também não mo dizem e entretêm-se a tratar-me polidamente ou de modo desagradavelzinho, sem nunca se darem ao trabalho de sairem da minha presença, porque parece mal, mesmo quando não gostam dela.

A sério, não se acanhem. Não me gramam, bazem.

Muito possivelmente eu também não gosto de vocês e são horas de vida e sorrisos forçados poupados.

Agradecida.

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