Passou um ano e dois meses

Há um ano e dois meses que fui promovida a Manager e que deixei de ter vida própria. Aconteceram muitas coisas neste ano, e durante estes mais de 365 dias não houve um dia em que não tivesse saudades de escrever.

Viajei muito, fui a Madagáscar, à Colombia, regressei ao Irão e em Outubro vou a África, do Cabo a Zanzibar.

Geri uma equipa de 55 pessoas, fui 10 vezes à Holanda, passei lá o mês de Março na bendita auditoria que estava prevista há mais de três anos (passamos, by the way e com muito sucesso!), matei muitas saudades da minha família e dos meus amigos em Portugal, fiz novos amigos, decorei ainda mais a minha casa que neste momento parece um museu de viagens, comprei mais dois tapetes nómadas Iranianos, dei conferências sobre RGPD (Data Privacy), despedi-me de (demasiados) colegas que se reformaram ou foram despedidos, e trabalhei muito, mesmo muito, dediquei muitas (demasiadas) horas a transformar o meu departamento enquanto compensava a ausência e a competência de muitas pessoas que mudaram de emprego. Descobri que tenho síndrome do colón irritável e que fazer mindfulness me ajuda muito a ser menos ansiosa. Conheci o Ricardo Araújo Pereira e tirei uma foto com ele, a única vez na vida que pedi tal coisa a alguém que admiro e a quem estou grata por me fazer sorrir mesmo nos momentos mais difíceis. Vivi Lisboa, li muito, mandei umas larachas no facebook do Andorinha, mantive os meus estarolinhas lindos saudáveis e submeti a Petzi e a Juicy a uma operação pra remover quistos que se revelaram apenas sebáceos (graças a Deus!), podei rosas no meu jardim, fui muitas vezes à praia e tenho um ar saudável também eu, apesar de ter visitado todos os médicos possíveis até descobrir o IBS. E trabalhei, trabalhei, trabalhei, muitas (demasiadas) horas.

Não sabia da password do blog e fui adiando o regresso a esta página, que tanta falta me faz para ventilar,  partilhar, e organizar os meus pensamentos.

Acabo de publicar os comentários que foram deixando e que agradeço do fundo do coração. As minhas desculpas pela falta de resposta e o meu agradecimento sincero a quem por cá ainda passa e tem a pachorra de me ler.

Já não faço promessas de escrita diária, semanal ou mensal, vou escrevendo, vou vendo, vou vivendo.

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