Ser uma IBMer é muito mais do que ser da IBM

As pessoas que trabalham na IBM são um case study por se proclamarem IBMers , em vez de IBM.

Este termo IBMers é alvo de vários case studies que tentam compreender como é que a IBM faz com que os empregados se auto-intitulem a própria empresa. É resultado dos core values da empresa, e do orgulho que se espelha no vídeo do Centenário da IBM.

E que só é possível porque os empregados estão orgulhosos de fazerem parte da empresa que mais patentes detém, contribuindo continuamente para a evolução de tecnologia que está por detrás de descobertas relacionados com o genoma humano, relacionada com investigações arqueológicas e históricas, relacionada com a descoberta de vacinas contra doenças e embrenhada na luta contra o cancro, que melhora os sistemas de reservas de aviões, que criou O computador, e que continuou a inovar com o Watson. E o que é o Watson?

Hoje de manhã recebi um email com a nova publicidade da IBM sobre o Watson que foi feita para a noite dos Óscars. E chorei a rir.

E são esses vídeos que hoje partilho convosco porque são tão bem feitos, que é impossível não perceber.

O primeiro é uma sessão de terapia de grupo para robots, e os pormenores são deliciosos, como os olhinhos do computador em cruz, e o que pretendia acabar com o mundo dizer que não é capaz de se relacionar com humanos. Vejam, e riam comigo, e entendam porque é que me auto-intitulo uma IBMer!

Os outros são entrevistas individuais aos robots antigos, e estão tão giros! Qual WALL-E, qual carapuça!

O tímido:

O ultrapassado espanador de pó:

O sinistro:

O jeitoso da moda:

O Moper:

O transformer:

O velhinho:

 

E embora um dia vá, eventualmente, deixar de trabalhar para esta empresa, tal como os meus colegas que já saíram, vou continuar a intitular-me IBMer: ex-IBMer.

Friday Link Pack – week 8 – Mais uma moeda, mais uma voltinha…

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Este fim-de-semana vou pra Amesterdão, ou seja, é mais um domingo perdido no aeroporto. E lá vão eles pra casa dos “Avós” e do Pai 🙂

Agradeço à TAP que não se atrase como de costume, que é pra ver se eu aterro a horas decentes naquela terra, sim?

Sábado vou por a conversa com as amigas em dia, e vou viajar pra Braga ao som do The Moth podcast, uma companhia genial pra 4 horas de condução.

Esta semana não me parou o relógio assim com muita coisa que encontrei por aí, mas gostei muito:

Depois destas fotos todas e deste livro, repitam comigo: tenho tanta sorte por ter nascido Português!

Bom fim de semana meus amores, passem uns dias porreiros, apesar do mau tempo… vou congelar tanto em Amesterdão… ai ai….

Andorinha vai a Queluz ver o Marcelo e acaba estendida na praia

Este sábado passado fui com uma amiga e as duas netas até ao Palácio de Queluz.

Mea culpa, nunca lá tinha entrado, e confesso que não sabia da sua existência para lá da placa que via há anos na A5. Tudo começou com uma visita aos primos na semana anterior, e ao ter-me enganado por causa do “estúpido” (GPS, entenda-se), fui sair mesmo em frente ao Palácio, e estupidificada pensei: isto é enorme! Tenho que cá vir!

E como gosto muito de fazer de turista no meu próprio País, no sábado agarrei nas minhas três amigas e às onze da manhã, num dos dias de Inverno mais gloriosos de 2016, entramos para nos deixarmos surpreender.

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Posso-vos dizer com honestidade que acho que Versailles não lhe fica nada atrás, e que o Palácio é ainda mais bonito que alguns que já visitei na Alemanha ou em Itália. Os jardins são magníficos, e pode-se comprar bilhete só de exterior caso não queiram ver os tesouros de D. José I e Dona Maria I, ou o quarto onde morreu D. Pedro I do Brasil. Mas olhem que valem a pena!

Almoçamos por lá, na cafetaria que só tem um prato à escolha pra almoço e saladas ou sopas, mas onde a comida é bem feita e caseira, e podem usufruir da esplanada.

Foi uma manhã tão, mas tão bem passada, que já não esperava nada, quando cheguei a casa e o Carlos e a Marta me desafiaram para ir até à praia na linha. Peguei na Família Forsight, e fui com eles até à praia da Poça. Estava um dia tão magnífico que as esplanadas estavam cheias de gente. Andamos por lá a instragramar, e deixei os estarolas correrem sem trelas atrás dos pássaros, por cima das rochas, onde eles se equilibravam bem melhor que eu durante a maré baixa.

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Completamente satisfeitos, bebemos uma imperial e malhamos uns tremoços para acabar a tarde em beleza, e viemos pra casa jantar marisco feito pelo Carlitos. Sim, que depois de um dia assim, há lá coisa melhor que rematar o dia com umas ameijoas à bulhão pato e uns camarões, acompanhados dum Cabeça de Burro?

Deslizaram que nem ginjas!

Bora sair? Tás maluco! Eu agora é cineminha! Serão de sofá e filme, e melhor remate impossível.

Posso-vos dizer que foi claramente um dos melhores dias do ano até agora!

Não sei se já vos disse, mas… daqui (Portugal) não saio, daqui ninguém me tira!!!

Friday Link Pack – week 7 – Um fim-de-semana fresquinho

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Eu juro pela minha saúde que esta semana estive para calçar umas luvas. O frio de Lisboa sempre me pareceu ridículo depois de ter levado com -14 pela tromba na Holanda, e no ano passado mal vesti um sobretudo.

Mas este Domingo que passou dei comigo de cachecol e kispo, e nem queria acreditar! Estou novamente e completamente aclimatizada a Lisboa!  Mas não me dei por vencida e concluí: sim Sofia, mas pelo menos já não pareces um boneco Michelin, pelo menos consegues ter menos duas camadas de roupa! Oh yeah! Nem tudo está perdido! 😀

  • Já saíram os vencedores do World Press Photo. Preparem-se pro murro no estômago mais válido do ano.
  • A conclusão a que cheguei: não há nada mais rijo que as pontes Romanas, e Bracara Augusta continua a usar as pontes que são mais velhas que a Sé de Braga!
  • Este texto sobre homens que dão erros ortográficos e perdem o charme na hora, é hilariante!
  • Dizer que me identifico com este artigo, é pouco. Somos efectivamente a geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem não quer. O que eu pensei quando li isto, foi no abismo entre nós filhas, e aquelas que são “noras” como dizem no texto, e como esse abismo se nota em conversas que tenho com várias amigas. Vale mesmo a pena lerem.
  • As expressões nortenhas não são as do Porto. São as do Porto, e as do Minho e as de Trás-os-Montes, e são todas diferentes. E há coisas que eu digo que mais ninguém entende…a não ser que sejam Minhotos. Agora quero ver quantas acertam!

Não sei o que vão fazer este fim-de-semana, mas eu vou jantar fora na sexta, e no sábado de manhã vou visitar o Palácio de Queluz porque nunca lá entrei! Depois tenho aulas de Holandês, e tenho ideia de ter qualquer coisa marcada pra sábado à noite, mas juro que não me lembro o que é… aiaiaiai, quem é que eu vou deixar plantado, oh valha-me Deus!

Domingo planeei um jantar diferente: vou juntar 6 pessoas que não se conhecem entre si, inclusivamente há uma moça que eu não conheço e vamos experimentar um restaurante ao pé de minha casa que acabou de abrir, só porque sim, só porque queremos conhecer pessoas novas e que temos a certeza que serão espectaculares! Portanto o meu fim-de-semana acaba com uma reunião de alegres desconhecidas com planos pra ser amigas. Não é uma ideia fantástica? Eu depois digo como é que correu!

Vou jogar no Euromilhões porque pelos vistos acerto – Mustang estreia hoje, a não perder num cinema perto de si!

Escrevi a 14 de Outubro de 2015 que este filme ia estrear em Portugal porque a qualidade era tanta que era imperdível.

E cá está ele, estreia hoje dia 18 de Fevereiro de 2016, num cinema perto de si.

Não percam, eu prometo que este filme vos vai emocionar e deliciar.

O Observador fez esta resenha onde podem saber mais sobre a realizadora, sobre as 5 magníficas actrizes e sobre o filme.

Depois não digam que não dou boas recomendações! E se gostarem e forem ver, venham cá agradecer-me, sim? 😉

Agora só me falta ir ali jogar no Euromilhões porque previsão de Andorinha não falha!

Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida

Irao 2014

 

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”

Confúcio

Na semana passada, no blog do Filipe Morato Gomes, li este texto sobre ser Blogger de Viagens,  que me chamou a atenção porque me fez refletir e é essa reflexão que quero partilhar aqui hoje em dois pontos:

  1. As viagens não me identificam como pessoa. A Sofia que sou deve-se, isso sim, ao quanto eu cresço e me descubro em viagem.

Por vezes penso o quão bom seria que todos – eu, principalmente! – voltássemos a viajar sem máquina fotográfica, sem computador portátil nem smartphones, e sem a obrigação de relatar as experiências quase em direto.

Viajar pelo prazer de viajar. De vivenciar experiências novas. Ir, apenas ir. Com os sentidos despertos e um Moleskine em branco. Inspirado, quem sabe, pelas pisadas de Paul Theroux África abaixo. Ou outros. Mas ir, simplesmente. Guardar tudo na memória, no coração, no papel. Quem sabe desenhar em vez de fotografar. E talvez escrever um livro, muito depois de regressar. Ou não fazer nada além de guardar  as memórias para todo o sempre.

Nunca foi tão fácil viajar, acima de tudo nunca foi tão barato. Ir a São Francisco como eu vou em Abril por 400 euros, 80 contos na moeda antiga, era absolutamente impensável quando eu era miúda. Quando tinha 13 anos fui ao Canadá com os meus Pais e o meu irmão, e cada bilhete custou quase 100 contos, o que na altura era uma verdadeira fortuna.

Hoje viajamos por tuta e meia, percorremos o mundo agarrados à internet e ao Trip Advisor, à Booking e ao Airbnb, ao Facebook e ao Instagram, conseguimos ir uma semana ao México por 800 euros durante uma semana com all inclusive. E queremos partilhar, queremos mostrar que pudemos, que conseguimos, que estivemos lá. Tão preocupados que estamos em mostrar o sítio excelente onde nos encontramos, que nos esquecemos de viver o momento enquanto procuramos rede para postar só aquela foto que os nossos amigos, parentes e conhecidos vão morrer de inveja só de ver. E não estamos lá. Não estamos a guardar memórias, a descobrir, a falar com pessoas, estamos pura e simplesmente a  por o “tick in the box” naquele sítio que fomos visitar. E pomos “o tick” como em tudo o que fazemos no dia a dia, completamos uma tarefa: visitar o Van Gogh. Subir ao topo do Matchu Pitchu. Ir à Torre Eifel. Tomar banho no Pacífico que há-de ser igual ao powerpoint que recebemos por email e claro, tirar uma foto que mostre que lá estivemos. E publicar um texto onde descrevemos minuciosamente o nosso trajecto.

Também postamos muito sobre as viagens que usamos para justificar a nossa estadia no estrangeiro quando emigramos. Para mim foi importante distanciar-me da emigração dos meus Tios, mostrar aos meus Pais e à minha família que não estava emigrada a comer o pão que o diabo amassou, que estava a aproveitar. E dei comigo a postar pratos de comida. Shame on me! Depois de ler o texto do Filipe, reparei que neste fim de semana não postei uma única foto, embora tenha tirado algumas.  Deixei de ter necessidade de me justificar.

A viagem onde mais aproveitei cada dia e cada momento, foi a viagem do Irão, e hoje reflectindo o porquê é claro: não havia rede em praticamente lado nenhum e o acesso ao facebook ou ao blogger estava barrado em 99% dos casos. A Vodafone também não funciona naquelas terras, logo não estive contactável durante 20 dias. Comprei um cartão local que pus no telemóvel que não era um smartphone, e liguei única e exclusivamente aos meus Pais de dois em dois dias para dizer que estava bem. Não li emails, nem notícias. Foi na altura do ataque ao Charlie Hebdo, e só mandei um email a perguntar o que é que se passava à quarta mensagem de pânico recebida a perguntarem se eu estava bem.

Esta viagem à Pérsia mudou-me a vida, fiz grandes e excelentes amigos. E acima de tudo apaixonei-me pelo Irão e pelas suas pessoas.

Na última viagem que fiz à América Central havia wifi em todo o lado, e culpada me assumo, não fiz o mesmo porque a minha cabeça não estava ali, e por isso aproveitei pouco, e embora me tenha divertido bastante, o impacto não chegou nem aos calcanhares do Irão.

Na próxima viagem não vou ter internet, nem rede, sabe Deus electricidade na maioria dos sítios, e como tal tenho a certeza absoluta que vou curtir alarvemente. E como disse um amigo meu, vai ser uma viagem que vai ser “life changing”, e mal posso esperar para aterrar em Madagáscar e cumprir o meu propósito: aproveitar mais e relatar o mínimo. Mas hei-de o fazer antes disso. Viver no presente mais do que no futuro ou no passado é o meu repto para 2016.

Por último, quando pensei em por o meu blog a render dinheiro, a primeira coisa que me perguntaram foi: vais fazer um blog de viagens? Ao que eu respondi imediatamente que nem pensar. Não são as viagens que me definem como Andorinha. As viagens moldam-me e são uma parte da minha maneira de ser, mas não são quem eu sou.

                2. Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida

Esta frase banalizou-se, e hoje em dia as pessoas convertem os hobbies em trabalho. Pouca gente se apercebe que a partir do momento em que se dedicam a 100% ao hobby, este deixa de dar o prazer que lhes dava porque tem que ser vivido de outro modo para poder render dinheiro, e acima de tudo porque se transforma em múltiplas responsabilidades que não existiam anteriormente.

Uma coisa é fazermos um trabalho que abominamos e para o qual não temos vocação nenhuma. Por favor, mudem de vida já!

A outra é, assim que nos desmotivamos porque algo corre mal (o chefe é uma besta: a empresa já viu melhores dias) e não porque deixamos de gostar do que fazemos, em vez de procurarmos outro emprego na mesma área, decidirmos que agora vamos viver do cultivo da horta porque adoramos o campo, da renovação de móveis porque somos bué da bons no DYI, do Yoga porque gostamos imenso das aulas de Yoga, da fotografia só porque os nossos amigos fazem like das nossas fotos no facebilhas, das viagens porque gostamos imenso de viajar….. and so on, and so on.

Eu não digo que não seja possível viver da horta, do DYI, do Yoga, da fotografia e do que mais, o que eu digo é que não é possível transformarem um hobby num trabalho ….. sem terem que assumir as responsabilidades acrescidas que vêem com qualquer emprego, qualquer trabalho, que mais não seja a periodicidade, o aumento dos leitores, o escrever algo que seja interessante e vendável, o levar fotos a concursos ou exposições, o desgaste puro e duro de qualquer trabalho, seja ele qual for. 

O Filipe já era amigo do meu irmão, hoje é meu amigo também e eu adoptei a família dele de quem gosto muito. E por isso é que lhe disse com franqueza este fim-de-semana, e digo agora por escrito aquilo que sinto e penso há muito tempo não sobre o Filipe em particular, mas sobre todos aqueles que escolheram o seu hobby favorito como profissão:

É natural que se sintam “mecanizados”, “automatizados”, que procurem formas diferente de se relacionarem com as viagens, com a fotografia, com o desporto, …. porque hoje em dia aquilo que  era um expoente máximo de prazer semanal, mensal, anual ou bi-anual, é o vosso ganha-pão.

E é natural que, tal como em todos os trabalhos, já não sintam no dia a dia esse “kick” de prazer, porque mesmo tendo escolhido um trabalho de que gostam, este tornou-se rotineiro, cansativo, adaptou-se às necessidades do mercado que têm de preencher para poder receber a remuneração que vos permite viver deste prazer.

E assim o prazer se esbate, e inevitavelmente se converte numa obrigação.

Eu interpreto a frase do Confúcio como a necessidade de se gostar do que se está a fazer, o que me parece lógico e saudável, não como a necessidade de se ver no nosso maior prazer a nossa válvula de escape para não termos de trabalhar.

Eu sei que muitos não vão concordar comigo, mas é assim que eu protejo os meus maiores prazeres na vida: cães e viagens. Os primeiros estão esterilizados! E as viagens nunca vão ser profissionalizadas!

É o que se chama um fim-de-semana non-stop…!

Isto, pra quem não tinha planos, foi sempre a abrir….

Sexta-feira fui jantar ao Zé dos Cornos, nunca lá tinha ido. Comi muitíssimo bem, e paguei 11 euros… viva Portugal, a sério! A comparar com uma saída na Holanda que não dói menos que 30 euros, está visto porque é que cá tenho 10 vezes mais vida social que nos Países Baixos.

Foi uma cavaqueira boa entre 4 amigos e deu pra matar saudades dos dias em que viajamos juntos, principalmente quando me levaram à Casa Independente onde, não sei porque motivo, ainda não tinha entrado. Gostei do ambiente, gostei da música, gostei do sumo de laranja com banana e gengibre, gostei da decoração simples e do pézinho de dança no final. Gostei de explorar com eles sítios que não conhecia, de passearmos pelas ruas e sem querer transportar-me às caminhadas nocturnas no Irão. Um gosto!

Sábado acordei tarde, e passei a manhã a “estudar” Holandês, e pus entre aspas, porque na verdade não me custou rigorosamente nada! É que decidimos (a Professora Ellen e moi même) ler um livro em conjunto, e a partir do livro extrair a aula. Não me custou nada, não me senti a estudar, e gabo-nos a ideia! Almocei, e fui à Roda dos Livros. Esta roda, não sei porquê, foi especialmente … fixe! É, fixe é a palavra. Fizemos foi muito barulho, talvez porque fossemos muitos, ou porque, e esta é a melhor razão, estivéssemos mais animados que o costume. Não sei, sei que foi mesmo fixe, e a pilha de livros era imensa e fomos bastante unânimes até! Ganharam “by far” a Tetralogia da Elena Ferrante (A Amiga Genial) e o Coro dos Defuntos do António Tavares. E trouxe de lá uma recomendação de um livro sobre a Colômbia que me vai cair que nem ginjas antes da minha viagem!

Bom, saída da roda, entrei na roda viva que foi o resto do sábado. Das seis às oito e meia tive aula de Holandês cá em casa, passou a voar, aprendi imenso e não me custou nadinha! E às nove estava a sair de boleia com amigos “retornados” como eu, e fui a um aniversário. Jantei no Mercantina, e comi bem, mas nada do outro mundo… mas pra quem tinha que servir uma mesa com 30 pessoas, foram eficientes, há que dizê-lo! Voltei pra casa pela uma da manhã, enquanto a malta foi dar um pé de dança e eu ansiava pela minha cama. Estava frio, a chover, desagradável… eu queria era lençóis e mantas!

Apesar disso, domingo “madruguei”, e às nove e meia já estava a tomar café na varanda. E finalmente percebi a frase da app do telemóvel: pancadas de chuva! É que fazia sol, e a seguir caíam trombas de água que duravam 5 minutos, uma coisa estranhíssima. Uma ventania que até os cães tremiam! Apareceu uma amiga, fomos apanhar as netas dela pra ir tomar o pequeno-almoço, passamos pela Livraria Barata pra comprar mais uns livros (à mais pequena com 11 anos, enfiei-lhe o Rosa Minha Irmã Rosa nas mãos e desafiei-a…! Espero que goste!), e depois de passear os meus artolas de 4 patas, fui almoçar a casa dos meus Primos. Conheci a pequena Eva, os Pais da miúda que eu nunca tinha conhecido, comi dois pratos de feijoada que atiraram comigo pro tapete (estava excelente!), trouxe mais livros que o primo recomendou, e cheia de família, carinho e comida, cheguei a casa pra não mais sair aí pelas quatro e meia.

Um friiiiiio! De repente a temperatura desceu, estavam oito graus e eu com reminiscências! Credo, que foi um estaladão que soou aos menos quatro Holandeses.

Foi ligar a lareira e começar a receber amigos! É que o networking é muito forte, e ainda não me meti no avião pra Madagascar, e já conheço duas companheiras de viagem, e vou conhecer mais duas! E com a vontade apurada pra chegar lá depressa, mesmo só sendo em Agosto, comprei o meu bilhete, e agora já não há volta atrás! E estou mesmo muito contente!

Não me lembrei nem por um segundo que era o dia dos namorados até que o meu amigo Sam me deixa uma mensagem a dizer: espero que neste dia dos namorados, o teu Bitoque te dê muitas lambidelas! <3

E assim foi, entre os mimos do meu Bitoque e da minha Juicy e da minha Petzi, os mimos da família e dos amigos, o fim de semana voou literalmente, e cá estamos nós, numa segunda-feira de sol e chuva novamente, bem abrigados (que está um frio que não se pode! ) e com o coração quentinho de tanto mimo.

Espero que o vosso também seja bem fixe, e continuem desse lado, que eu prometo postar mais só pra vos poder ouvir! Boa semana! 🙂

Friday Link Pack – week 6 – Foi Carnaval e eu não levei a mal

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Eu sei que muitos estiveram de férias esta semana. Eu cá buli que foi por ser pra mim, que na Holanda não há tolerância de ponto, nem feriado. E embora pareça, não me estou a queixar, até porque honestamente não suporto o Carnaval. Mas gostava de não ter trabalhado 😉

Isto vem de miúda, tem tudo a ver com competitividade. Eu não sou competitiva, de todo. Mas já a minha Mãe… como tínhamos a sorte de conhecer a Dona Camilinha, que tinha umas mãos de fada e que era capaz de fazer qualquer fato que nos passasse pela cabeça, a imaginação da minha Mãe e do meu irmão eram o limite! Um ano foi de Alf (fato completo igualzinho ao da série, juro), outro de Vitinho, outro de Anão, e eu fui de Baiana (com direito a uma cesta cheia de frutas artificiais na cabeça), de Dama das Camélias (e o meu irmão de Barão), de Indira Ghandi, de Holandesa (juro que ainda hoje é coisa que me arrepia!), eh pa, escolham o personagem, tudo o que desse na televisão, valia.

E depois íamos pros concursos, sendo os mais básicos os do Colégio onde andamos, e e todo e qualquer sítio onde pudéssemos representar o Cabeleireiro Alexandres, há uma foto com os meus primos, estandarte e tudo!

E aquilo era uma coisa que me aborrecia solenemente, porque a parte da brincadeira não existia, eu tinha era de estar quieta e arranjada pra ganhar o concurso! Era todo esse o ponto da coisa. E eu que odeio competir, que nem correr em maratonas, corro. Que saí do Judo porque não gostava dos campeonatos, odeio o Carnaval até aos dias de hoje.

Pra mais tinha sempre de usar roupas grossas por baixo dos fatos porque se não morria de calor, e depois chovia sempre e a água entrava-me pros sapatos, e no ano que fui de Indira Ghandi,  tinha de pedir ajuda cada vez que queria ir à casa de banho porque aquilo era eu, uma badocha, enrolada numa cortina e requeria que alguém me voltasse a enrolar uma vez feito o serviço.

Resumindo, não me lembro da última vez que me fantasiei do que fosse!

Aliás, lembro sim senhora! Foi no Carnaval de Dusseldorf em 2009, fui de morango e detestei igualmente, mas essa história fica pra outro dia e bora lá mas’é ao Friday Link Pack:

  • Eu gosto muito de fotografia de rostos, e vi estas imagens  (as das miúdas de olhos claros são supreendentes) e achei… o meu amigo Diego faz melhor que isto! Que acham?
  • A contra-informação sobre a polémica dos Refugiados mostra-nos que é possível ser-se generoso.
  • Já viram este documentário (são 5 minutos, vale a pena) sobre as mudanças na Barbie? Eu nunca quis ter as mamas dela, nem nunca a achei realista, mas sempre a achei bonita e cheirosa. Também nunca achei que fosse um modelo para mim, e não sei se hoje tivesse 10 anos, se queria uma boneca que fosse igual ou parecida comigo… enfim, opiniões.
  • Esta conferência do Ted Talk explica como usar o mindfulness para deixar de fumar. Não sei se resulta, mas que faz sentido, faz.
  • Já que falei em mindfulness, esta aplicação é espectacular e tenho-a usado praticamente todos os dias, recomendo (free of charge) a Headspace. As primeiras dez sessões são grátis, experimentem e depois digam-me que tal.

Este fim-de-semana tenho cá amigos e vou jantar com eles e pra compensar no Domingo vou almoçar a casa dos meus primos. Sábado à tarde vou à Roda dos Livros, e pelo meio tenho uma aula de Holandês em que estou a ler o livro Alles Van Elkaar… aiaiaiaia, o meu orgulho dá cabo de mim! Fijn weekend allemal!

Roma

Já fui a Itália 5 ou 6 vezes, e cada vez que vou adoro cada terra que visito.

Gosto da língua cantada, da alegria na voz, da comida perfumada e do vinho saboroso.  Volto a casa sem vontade de retornar. Sinto-me bem na Toscana, em Bergamo, no Lago di Como, sinto-me em casa.

Excepto em Nápoles, de onde quis fugir a sete pés, mesmo tendo achado a cidade bonita, morri de medo e senti a violência no olhar e o perigo na presença.

Não conheço Roma, nem Milão, e acho que só ainda não fui a Roma porque tenho medo de gostar tanto, mas tanto, que não vou querer voltar a Lisboa.

Roma vai ter a capacidade de me fazer apaixonar pela cidade, tenho a certeza. Ainda não é este ano que dou lá um salto, mas em 2017 tem que ser, vai ter de acontecer.