Be true to yourself

É um daqueles clichés que ouvimos todos os dias e lemos em posts partilhados no facebook.

É uma frase que não é fácil de interpretar correctamente. Eu entendo-a como ser mais autêntico, e agir mais de acordo com o nosso eu mais verdadeiro.

O meu “eu” mais verdadeiro é bastante mais antipático que o “sociável ou apresentável”.

É raro eu dizer a alguém: desaparece que já não te posso ouvir.

Mas vontade não me falta.

Há tanta gente que nos ocupa o dia com chamadas de atenção que não acrescentam nada à nossa existência. Principalmente aquela malta que só vem ter connosco quando quer que lhe esfreguemos o ego e lhes digamos: boa!! Fizeste bem! És o maior!

Acho que daí o meu pó aos narcisistas, porque o mundo está cheio deles, e esperam que lhes digamos que são os maiores. E eu não quero dizer-lhes: boa! Well done!

O que eu quero mesmo, do fundinho do meu coração é mandá-los pró car…., é ser altamente antipática e no entanto ser verdadeira comigo mesma, sem ensaiar uma paciência que não tenho, ou oferecer uma generosidade que não sinto.

Gostava de ter a possibilidade de dizer a algumas pessoas: não gosto de ti.  Sem ter de mandar mensagens subliminares para que eles se manquem. E desesperar quando não o fazem. Porque é que não se mancam, pa?

O mais engraçado é que há pessoas que não gostam de mim também, porque não podemos todos gostar de amarelo porra, e também não mo dizem e entretêm-se a tratar-me polidamente ou de modo desagradavelzinho, sem nunca se darem ao trabalho de sairem da minha presença, porque parece mal, mesmo quando não gostam dela.

A sério, não se acanhem. Não me gramam, bazem.

Muito possivelmente eu também não gosto de vocês e são horas de vida e sorrisos forçados poupados.

Agradecida.

Dez anos de existência do Andorinha Desnorteada

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Ai ai, que quase me esqueço que este tasco fez DEZ ANOS no dia 3 de Março de 2016!

Acho que é a relação mais longa que já tive na vida, são milhares de letras, centenas de posts, e mais de uma mão cheia de BONS amigos que este blogue me trouxe e que eu agradeço todos os dias.

Aqui já me irritei, já chorei, já me ri, já me emocionei, já me excitei, já me deprimi, já fui amiga, filha, mãe, tia, conselheira, ridícula, chata e feliz.

Muito feliz.

Obrigada de coração a quem me lê todos os dias, e que é generoso e carinhoso, e a quem um dia me mostrou o quão libertador e rico podia ser escrever os meus pensamentos neste diário que nunca deixou de ser actualizado em…. dez anos…. wow, dez anos é muito tempo… tou velha! Não, espera aí: o blog é que já vai pra velho, eu cá estou uma flor! 😀

O que é o narcisismo, e o que é que isso me interessa?

Tenho uma amiga que teve um namorado que dizia que era um narcisista e que por isso é que ela tinha esta espécie de doença em que fugia dele e ao mesmo tempo era atraída por ele.

Eu nunca percebi porque é que ela não o mandava pura e simplesmente às favas, mas principalmente, não sabia o que é que queria dizer que o gajo era narcisista.

Eu sei a definição geral: uma pessoa que gosta muito de si mesma e que se acha o centro do mundo. O que eu não entendia era de que modo é que isso se transformava numa doença pra ela.

Para mim o que ela tinha de fazer era simples: afastar-se de vez. E levou muito tempo a conseguir, mas depois de umas sessões de terapia, ela diz que está safa. Eu cá sou como Tomé, ver pra crer.

E juro que não sou eu a dizer que é uma amiga, eu efectivamente não poderia ser já que tenho uma certa aversão a este tipo de pessoas.

Mas explicando então o que me traz a este tema, na semana passada uma amiga minha partilhou esta Ted Talk no FB dela que explica o que é o Narcisismo e Narcisist Personality Disorder.

E eu aprendi que existem dois tipos de narcisismo:

  1. O “grandiose narcisism” (extroversão, dominância e chamadas de atenção)  cujos exemplos serão por exemplo o Donald Trump, e celebridades do mundo do espectáculo, ou aqueles que entram nos Big Brothers e nas Casas dos Segredos porque querem ficar famosos. Esta malta quer ter poder, porque o poder lhes dá status e a atenção de que se alimentam.
  2. O “vulnerable narcisism” (calados e reservados) é mais difícil de identificar, mas procurem recordar-se daquelas pessoas que ficam raivosas e possuídas sempre que não ficam em primeiro lugar nalguma coisa, e que começam logo a destruir as pessoas que competiram com elas com o máximo de agressividade. Um exemplo ainda melhor, é o caso dos políticos ou líderes mundiais que estão dispostos a começar uma guerra e mandar milhares de pessoas em direcção à morte só porque “alguém” gozou com ele, e novamente um bom exemplo: o Trump, que está disposto a mandar jovens morrer numa guerra cujo objectivo é trazer orgulho nacional aos EUA e calar aqueles que acham que eles são todos estúpidos.

O vídeo dura 5 minutos e pouco, vejam que vale imenso a pena.

Por coincidência, ou não, o The Cracked Podcast, na conversa da semana passada, decidiram abordar o mesmo tema: Why Donald Trump’s Rise Proves Americans Are Narcissists.

Eu fiz o download e vim a ouvir na viagem de carro pra Lisboa no Domingo. Foi uma hora e meia de : “wow”, “realmente!”, “nunca tinha pensado nisto”, “faz tanto sentido”.

Eu não vos consigo resumir esta hora e meia, porque abordou tantas, mas tantas questões, que eu preenchia 4 páginas a falar disto, há aqui material pra 20 posts e muita food for thoughts.

Uma das coisas que aprendi foi que o Facebook é o melhor revelador de narcisistas, porque é uma ferramenta pra eles: as selfies, a quantidade de likes que é contabilizada de x em x minutos, a exposição, a fama, a validação que conseguem a partir do mesmo.

Que o facto de as pessoas hoje em dia terem poucos amigos reais e muitos virtuais, tem tudo a ver com a relação estabelecida nas redes sociais que cultiva o narcisismo, e não promove as relações emocionais. Uma das características dos narcisistas é que estão completamente a borrifar pras emoções das demais pessoas que os rodeiam, só querem mesmo que os aplaudam. E são capazes de escolher um determinado tipo de companheira (o) que os faz “brilhar” quando vão a algum lado, porque suscitam a inveja e a cobiça dos outros, porque lhe dão status e faz com que eles “sejam” ainda mais importantes e ainda mais bem-vistos. Todas as emoções são uni direccionais. Eles fazem tudo para serem amados, mas não amam.

Ora se seja uma relação de amizade ou de intimidade, pensem lá comigo, se os “amigos” só servem pra lhes dar importância e status, e se são incapazes de retribuir qualquer tipo de sentimento, como é que é possível ter-se uma verdadeira relação forte e emocional? Não pode, certo?

E uma forma como vejo isso traduzido, é na força e na união entre os grupos que fiz antes das redes sociais, e os actuais pós-rede. E ainda no outro dia falei sobre isso aqui quando expliquei que no Irão não tive acesso às redes sociais e que por isso me liguei fortemente às pessoas do grupo que estava comigo, com quem tenho uma relação de amizade verdadeira que há muito não encontrava.

A coesão entre o ser humano e as relações pessoais não podem estar relacionadas com o narcisismo, senão morrem.

E finalmente compreendi como é que o outro tipo tinha a minha amiga em yo-yo: ele corria atrás dela sempre que precisava de atenção, ela por sua vez idolatrava-o que era o que ele queria, e sempre que ela não fazia uma vontade dele, o gajo era agressivo e rejeitava-a porque já tinha a dose de atenção de que precisava. Uma espécie de vampiro de emoções.

Enfim, eu avisei que isto dava 4 páginas, é mesmo um tema muito interessante e muito esclarecedor, explica muito sobre a realidade actual e porque é que temos os políticos que temos e porque é que temos os políticos que merecemos.

Explica porque é que temos a trash TV que temos, e temos a TV que merecemos.

E por último explica que o narcissistic disorder  é passível de ser curada, mas não é impossível. Se decidirmos melhorar todos um bocadinho, o mundo será também ele melhor.

Tal Mãe, tal filha…

A única diferença nestas duas fotos, é que eu tenho mais 10 anos que a minha Mãe na foto dela, pelo menos.

Ou seja, eu aos 38 sou parecida com a minha Mãe aos 28, mas mesmo assim, quase iguais, é assustador!

O que acham?

Friday Link Pack – week 9 – Quase congelei!

Vulcoes Guatemala

Esta ida à Holanda foi um mega stress. Acabei de vos escrever o post a dizer que ia, e recebi um dos telefonemas mais temidos: o do mecânico!

Menina Sofia, o seu carro precisa de mais uma bomba hidráulica para a embraiagem, e só está disponível na próxima quinta, porque a peça teve que ser encomendada.

Sim, sim, então e quanto é que isso vai ficar? Ah e tal, a caixa de embraiagens nem é cara, mas o IVA está a 23% e…

Sim, e? Valor final?

Pois, são 950 euros, mais coisa menos coisa, mil euros.

(silêncio)

Está bem?

Sim sim, estou a pensar que o meu prémio anual foi esse e que vai inteirinho pro carro…. mas pronto, antes isso que não ter dinheiro pra pagar o arranjo, seja.  Mas espere lá…. como é que eu vou pra Braga sem carro?!

Pronto, e depois foi um alto stress, até eu ter posto a desgraceira em versao piada no FB e o meu irmão me ter oferecido o carro da minha cunhada.

A parte boa foi a quantidade de malta que se ofereceu pra me tomar conta dos cães, gandas malucos amorosos! Isto dá muito trabalho malta! Mas valeu!! É bom saber que se estiver mesmo mesmo à rasca, que tenho com quem os deixar. De coração: obrigada!

A segunda parte melhor ainda, foi o facto de duas amigas minhas se terem oferecido pra me ir LEVAR e BUSCAR na semana seguinte, a Braga. Aí é que fiquei sem palavras, porque a viagem são 150 euros ida e volta, ou seja, seriam 300 euros e 16 horas de carro!

Os 300 euros pagava eu que não deixava as meninas fazerem tal coisa, mas 16 horas de carro?! Vocês têm noção da estucha que é ir e vir de Lisboa a Braga no mesmo dia?

Meus anjos da guarda, mil obrigadas!!!

Bom, posto isto tudo, acabei por fazer o trajecto normal, e congelar até aos ossos na Holanda, e apanhar uma molha histórica na quarta-feira, que me deixou com uns azeites que upa upa! Enquanto não me vi na minha cama com os meus artolas, não descansei e as trombas mantiveram-se.

Nunca mais vivo naquele País, podem ter a certeza absoluta!

Boooooom, mas vocês vieram pro Friday Link Pack, e aqui está ele:

E com isto me despeço desejando-vos um excelente fim-de-semana!

Ser uma IBMer é muito mais do que ser da IBM

As pessoas que trabalham na IBM são um case study por se proclamarem IBMers , em vez de IBM.

Este termo IBMers é alvo de vários case studies que tentam compreender como é que a IBM faz com que os empregados se auto-intitulem a própria empresa. É resultado dos core values da empresa, e do orgulho que se espelha no vídeo do Centenário da IBM.

E que só é possível porque os empregados estão orgulhosos de fazerem parte da empresa que mais patentes detém, contribuindo continuamente para a evolução de tecnologia que está por detrás de descobertas relacionados com o genoma humano, relacionada com investigações arqueológicas e históricas, relacionada com a descoberta de vacinas contra doenças e embrenhada na luta contra o cancro, que melhora os sistemas de reservas de aviões, que criou O computador, e que continuou a inovar com o Watson. E o que é o Watson?

Hoje de manhã recebi um email com a nova publicidade da IBM sobre o Watson que foi feita para a noite dos Óscars. E chorei a rir.

E são esses vídeos que hoje partilho convosco porque são tão bem feitos, que é impossível não perceber.

O primeiro é uma sessão de terapia de grupo para robots, e os pormenores são deliciosos, como os olhinhos do computador em cruz, e o que pretendia acabar com o mundo dizer que não é capaz de se relacionar com humanos. Vejam, e riam comigo, e entendam porque é que me auto-intitulo uma IBMer!

Os outros são entrevistas individuais aos robots antigos, e estão tão giros! Qual WALL-E, qual carapuça!

O tímido:

O ultrapassado espanador de pó:

O sinistro:

O jeitoso da moda:

O Moper:

O transformer:

O velhinho:

 

E embora um dia vá, eventualmente, deixar de trabalhar para esta empresa, tal como os meus colegas que já saíram, vou continuar a intitular-me IBMer: ex-IBMer.

Friday Link Pack – week 8 – Mais uma moeda, mais uma voltinha…

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Este fim-de-semana vou pra Amesterdão, ou seja, é mais um domingo perdido no aeroporto. E lá vão eles pra casa dos “Avós” e do Pai 🙂

Agradeço à TAP que não se atrase como de costume, que é pra ver se eu aterro a horas decentes naquela terra, sim?

Sábado vou por a conversa com as amigas em dia, e vou viajar pra Braga ao som do The Moth podcast, uma companhia genial pra 4 horas de condução.

Esta semana não me parou o relógio assim com muita coisa que encontrei por aí, mas gostei muito:

Depois destas fotos todas e deste livro, repitam comigo: tenho tanta sorte por ter nascido Português!

Bom fim de semana meus amores, passem uns dias porreiros, apesar do mau tempo… vou congelar tanto em Amesterdão… ai ai….

Andorinha vai a Queluz ver o Marcelo e acaba estendida na praia

Este sábado passado fui com uma amiga e as duas netas até ao Palácio de Queluz.

Mea culpa, nunca lá tinha entrado, e confesso que não sabia da sua existência para lá da placa que via há anos na A5. Tudo começou com uma visita aos primos na semana anterior, e ao ter-me enganado por causa do “estúpido” (GPS, entenda-se), fui sair mesmo em frente ao Palácio, e estupidificada pensei: isto é enorme! Tenho que cá vir!

E como gosto muito de fazer de turista no meu próprio País, no sábado agarrei nas minhas três amigas e às onze da manhã, num dos dias de Inverno mais gloriosos de 2016, entramos para nos deixarmos surpreender.

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Posso-vos dizer com honestidade que acho que Versailles não lhe fica nada atrás, e que o Palácio é ainda mais bonito que alguns que já visitei na Alemanha ou em Itália. Os jardins são magníficos, e pode-se comprar bilhete só de exterior caso não queiram ver os tesouros de D. José I e Dona Maria I, ou o quarto onde morreu D. Pedro I do Brasil. Mas olhem que valem a pena!

Almoçamos por lá, na cafetaria que só tem um prato à escolha pra almoço e saladas ou sopas, mas onde a comida é bem feita e caseira, e podem usufruir da esplanada.

Foi uma manhã tão, mas tão bem passada, que já não esperava nada, quando cheguei a casa e o Carlos e a Marta me desafiaram para ir até à praia na linha. Peguei na Família Forsight, e fui com eles até à praia da Poça. Estava um dia tão magnífico que as esplanadas estavam cheias de gente. Andamos por lá a instragramar, e deixei os estarolas correrem sem trelas atrás dos pássaros, por cima das rochas, onde eles se equilibravam bem melhor que eu durante a maré baixa.

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Completamente satisfeitos, bebemos uma imperial e malhamos uns tremoços para acabar a tarde em beleza, e viemos pra casa jantar marisco feito pelo Carlitos. Sim, que depois de um dia assim, há lá coisa melhor que rematar o dia com umas ameijoas à bulhão pato e uns camarões, acompanhados dum Cabeça de Burro?

Deslizaram que nem ginjas!

Bora sair? Tás maluco! Eu agora é cineminha! Serão de sofá e filme, e melhor remate impossível.

Posso-vos dizer que foi claramente um dos melhores dias do ano até agora!

Não sei se já vos disse, mas… daqui (Portugal) não saio, daqui ninguém me tira!!!

Friday Link Pack – week 7 – Um fim-de-semana fresquinho

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Eu juro pela minha saúde que esta semana estive para calçar umas luvas. O frio de Lisboa sempre me pareceu ridículo depois de ter levado com -14 pela tromba na Holanda, e no ano passado mal vesti um sobretudo.

Mas este Domingo que passou dei comigo de cachecol e kispo, e nem queria acreditar! Estou novamente e completamente aclimatizada a Lisboa!  Mas não me dei por vencida e concluí: sim Sofia, mas pelo menos já não pareces um boneco Michelin, pelo menos consegues ter menos duas camadas de roupa! Oh yeah! Nem tudo está perdido! 😀

  • Já saíram os vencedores do World Press Photo. Preparem-se pro murro no estômago mais válido do ano.
  • A conclusão a que cheguei: não há nada mais rijo que as pontes Romanas, e Bracara Augusta continua a usar as pontes que são mais velhas que a Sé de Braga!
  • Este texto sobre homens que dão erros ortográficos e perdem o charme na hora, é hilariante!
  • Dizer que me identifico com este artigo, é pouco. Somos efectivamente a geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem não quer. O que eu pensei quando li isto, foi no abismo entre nós filhas, e aquelas que são “noras” como dizem no texto, e como esse abismo se nota em conversas que tenho com várias amigas. Vale mesmo a pena lerem.
  • As expressões nortenhas não são as do Porto. São as do Porto, e as do Minho e as de Trás-os-Montes, e são todas diferentes. E há coisas que eu digo que mais ninguém entende…a não ser que sejam Minhotos. Agora quero ver quantas acertam!

Não sei o que vão fazer este fim-de-semana, mas eu vou jantar fora na sexta, e no sábado de manhã vou visitar o Palácio de Queluz porque nunca lá entrei! Depois tenho aulas de Holandês, e tenho ideia de ter qualquer coisa marcada pra sábado à noite, mas juro que não me lembro o que é… aiaiaiai, quem é que eu vou deixar plantado, oh valha-me Deus!

Domingo planeei um jantar diferente: vou juntar 6 pessoas que não se conhecem entre si, inclusivamente há uma moça que eu não conheço e vamos experimentar um restaurante ao pé de minha casa que acabou de abrir, só porque sim, só porque queremos conhecer pessoas novas e que temos a certeza que serão espectaculares! Portanto o meu fim-de-semana acaba com uma reunião de alegres desconhecidas com planos pra ser amigas. Não é uma ideia fantástica? Eu depois digo como é que correu!