Vou ser Tia!

O meu irmão vai ser Pai, e eu vou ser Tia pois tá claro, e estou muito contente porque o puto vai ser escorpião como eu!

Nasce em Novembro, e eu vou estar de viagem … ops… mas um dia o puto vai viajar comigo e faltar a datas importantes também 😀

Não percebo nada de bebés, por isso fiz o melhor que pude e sei … fui à Hema comprar-lhe todo um enxoval, tem prendas até ao Natal! Rimei! 😀

Há de tudo como na farmácia, com o cuidado de ter mangas curtas e mangas compridas pra não estufar de calor quando estiver em Angola, e não morrer de frio em Portugal.

Se não exagerei? Pois tá claro que sim! Até a minha cunhada me disse que não era preciso tanto, mas eu quis 🙂 Já que “fiquei pra Tia”, ao menos deixem-me ser Tia à grande e à francesa!

O Excelentíssimo vai-se chamar Santiago, e vai ser um rapaz cheio de sorte porque vai ser o primeiro neto e o primeiro sobrinho, e como tal vai ser estragado até à exaustão 😀 mas vai ser um miúdo muito amado como tem de ser.

Esperemos que seja tão giro e fofo como o Pai era quando era pequeno, e que quando crescer tenha o bom feitio …. da Tia!!!!

Vai ser tão giro ver uma reprodução em miniatura do meu irmão! Como é que eu sei que vai sair ao Pai?

Não sei! Mas espero que sim! Sorry Cunhada, ficas com a próxima rodada, pode ser?

 

 

Dizem que sou igual à minha Mãe. Eu acho que tenho os olhos do meu Pai. Indiscutivelmente eu e o meu irmão somos a cara um do outro….

Este vídeo foi feito com fotos da minha família, uns infelizmente ausentes, outros presentes no casamento do Bro.

Depois do vídeo mais de metade dos meus amigos veio ter comigo para me dizer: tu és igual à tua Mãe!

Ora eu que sempre achei que era parecida com o meu Pai (mas em versão bonita, que eu adoro o meu Paizinho, mas não é propriamente o que chamamos de um homem belo…num é?) principalmente nos olhos, tive que me render à evidência. Eu realmente sou parecida com a minha Mãe quando éramos da mesma idade.

Rezo pra que a herança seja só a carinha laroca dela e não os problemas de tiróide da senhora…!

  • À minha família que aparece aqui quando pequena em fatos de Carnaval duvidos, só tenho a dizer: get over it!
  • Aos que vão ver que eu era uma bucha qual porquinho pra engorda, tenho a dizer: o crescimento faz milagres, pelo menos não cresci pros lados! Embora em realidade não tenha crescido muito pra lado nenhum 🙂
  • Aos que cá aparecem e que já não estão presentes e que andam do céu a olhar por nós tenho a dizer-lhes: embora vocês agora tenham mais o que fazer que ler blogs, saibam que temos muitas muitas saudades vossas e que não há em que não nos lembremos de vós.

Aos noivos tenho a dizer: “soindes” lindos, e “soindes” os maiores 🙂 Gostamos todos muito de vocês.

O casamento do Mano por ordem cronológica ou as partes de que me lembro

01:00 AM – chegada a Braga mais morta que viva depois de 4 horas de condução.
01:30 AM – descubro que a minha Mãe convidou a minha Tia pra vir dormir lá a casa, na minha casa de 1,60 cm de largura.
02:00 AM – a minha Tia não se mexe muito e embora o espaço seja exíguo, consigo adormecer.
06:00 AM – a minha Mãe acorda pra fazer comida e limpar (ainda mais) as pratas da sala pras fotos do Noivo.
06:30 AM – os cães que estão no quarto das traseiras começam a chorar porque ouvem movimento e acham que estamos todos acordados.
07:00 AM – a minha Tia acorda porque decide ir ajudar a minha Mãe.
08:00 AM – a minha Mãe acorda-me pela quarta vez para eu ir arranjar o cabelo ao salão (que é do outro lado da rua) antes que chegue a Noiva e os convidados da noiva. A minha Tia vai com ela.
08:10 AM – levanto-me pra ir passear os cães e deito-me novamente.
08:30 AM – o meu Pai acorda-me pra me perguntar onde estavam os convidados que não tinha aparecido ainda no cabeleireiro. Proíbe-me de casar, porque se a minha Mãe está nesta carga de nervos e a Noiva não sou eu, nem quer imaginar se chego a ser.
08:31 AM – digo-lhe que não sou a Noiva, nem o Noivo, e que não sei quem são os convidados.
08:32 AM – o meu Pai manda dois berros porque alguém tem que ligar aos convidados e esse alguém sou eu.
08: 33 AM – como não tenho a quem ligar, ligo à Noiva que não me atende.
08:35 AM – como está tudo possuído lá em casa decido tomar banho e arranjar o cabelo de una “p@ta vez”.
09:00 AM – com um olho aberto e outro fechado peço um café na pastelaria, onde está a minha Tia, já com o cabelo esparso armado em jeito de casamento e a Sogra do meu irmão a tomar o pequeno-almoço tranquilamente.
09:05 AM – escandalizo a sogra do meu irmão com o chorrilho de palavrões que me sai da boca porque estou com uma birra de sono insuportável e não páro de repetir: não sou eu que caso!! Esqueçam que eu existo durante duas horas e deixem-me ir dormir!! O casamento é às três da tarde, porque raio está tudo histérico desde as 6 da manhã? O meu irmão está a dormir, ninguém foi acordar o menino, só a mim!!! Machistas, são todas iguais!
09:15 AM – entro no cabeleireiro onde a Dona Fernanda que trabalha connosco há 32 anos me faz o penteado magnífico do post anterior em… DEZ minutos.
09:30 AM – chega a Noiva, e as convidadas, e as meninas das alianças, e …… e eu só penso: EU estou acordada desde as 08:30 porque vocês ainda não chegaram porque dormiram mais três horas que eu! Insulto as desgraçadas mentalmente que olham pra mim com espanto. O meu mau feitio no seu melhor. Ao menos fui simpática e não descarreguei ali.
09:35 AM – adormeço em cima da mesa do cabeleireiro.
09:40 AM – acordam-me e mandam-me ir dormir pra casa mas com cuidado pra não estragar o penteado.
09:45 AM – chego a casa onde a minha Tia me pede pra a ajudar a escolher a roupa. Novamente, o casamento é às TRÊS da tarde! Peço-lhe que esqueça que eu existo, mostro novamenteTODO o meu mau feitio, e vou dormir pro quarto das traseiras pra um colchão no chão, junto com os cães.
10:00 AM – chega a empregada pra limpar a casa pela vigésima vez numa semana.
10:20 AM – a empregada liga o aspirador e eu passo-me.
10:30 AM – DESISTO!!! 
10:31 AM – saio chispada de casa para me encontrar com a Tininha que é a nossa (do meu irmão e minha) pseudo-irmã que só queria ir passar o fato a ferro. Peço-lhe que me acompanhe à farmácia duma grande amiga minha ao cimo da rua.
10:45 AM – porque eu não estou nada bem, assim que começo a falar com a Susana, desato a chorar de sono, de birra, a tremer, uma carga de nervos que não lembra ao diabo e que a minha Mãe e o meu Pai me conseguiram transmitir nas últimas 4 semanas.
10:46 AM – a Susana mete-me um serenal 15 mg debaixo da língua a meu pedido.
10:55 AM – a Susana e a Tininha respiram de alívio ao ver que mudei de cara, que já não esperneio, nem choro, nem tremo, e que estou pronta pra voltar ao “activo” como irmã do Noivo.
11:15 AM – chego ao cabeleireiro novamente, depois de ter deixado a Tininha sem o fato passado a ferro, acabo de me maquilhar e juro solenemente, que pelas barbas de Barnabé, se alguém dia tiver a infeliz ideia de me casar, que o vou fazer completamente às escondidas, só o noivo, eu e o padre. 
12:00 PM – chego a casa onde o meu irmão está tranquilamente à espera do fotógrafo e nos diz com a sua normalidade: está tudo muito nervoso, afinal quem casa aqui sou eu, não são vocês. A ver se se acalmam, sim?
12:15 PM – A minha mãe chega a casa, troca de roupa, chega o fotógrafo, comemos umas sandes que nos pôs na sala, tiramos umas fotos e descontraímos com o meu irmão a mandar piadas. Cá pra mim ele também já lhe tinha dado no Serenal!
14:00 PM – Chega o (bendito) do motorista que o meu irmão contratou para levar a família ao casamento, o meu irmão vai com o Padrinho e assim garante que ninguém tem de conduzir. Foi a melhor ideia do ano e do casamento inteiro!
15:00 PM – Começa o casamento, o meu irmão entra com a minha Mãe que chora atrás dos óculos escuros. O meu irmão chora porque vê a minha Mãe chorar. A seguir entra a Noiva ao som do “No teu Poema” cantada pelo amigo Daniel e da Azeituna em grande estilo e no seu melhor.
15:15 PM – Começam as leituras. O meu Pai vai ler a segunda leitura e pra meu espanto desata a chorar emocionado. Foi a segunda vez na vida que vi o meu Pai chorar. A outra foi quando eu fui pra universidade pra Coimbra. O meu irmão nunca tinha visto o homem chorar. Pensamos que lhe ia dar um AVC. Corre tudo bem afinal, o homem safa-se e consegue acabar a leitura. Não há mortos. Ufa.
15:30 PM – Oração dos fiéis, vou eu ler com o irmão da Noiva, ele pede-me pra começar primeiro e eu não reparo no que se segue: toca-me a oração em que pedimos pelos ausentes. Em segundos e em flash lembro-me do meu Tio Aprígio, do meu primo Né, da minha Tia Zé, do meu Tio Adolfo, toda a família que devia estar ali e já não está e sou eu quem desata a chorar. Apesar de tudo consigo meter a piadinha “isto é de família caramba!”. O meu irmão diz que eu parecia um motor engasgado.
16:30 PM – Acaba o casamento na Igreja e acabam-se os nervos. Choramos todos, não se safou nem um!
17:00 PM – Peço ao motorista pra me levar a casa e vou passear os cães. Sim, toda vestida de azul, vestido comprido, estola, sapato alto e cabelo armado. Se sem estar produzida já sou um circo ambulante a passear quatro cães brancos, imaginem vestida assim….será que me filmaram? Credo…
18:00 PM – chego à quinta onde o sushi já voou todo e onde me esperam um monte de primos, um monte de amigos comuns, e muito Alvarinho Torre de Menagem!
20:00 PM – sento-me à mesa com a Broa Tininha e os meus primos todos solteiros. Piada do meu primo Ricardo: ao fim de 20 anos, continuo sentado na mesa das crianças! Ao que eu respondo: essa piada é minha ó fedelho, que tu ainda só tens 30 e eu pro ano faço 40! O que é certo é que foi a mesa mais animada de todas depois da mesa da Azeituna, e que me permitiu conhecer os meus primos mais novos melhor, não tive de aturar birras dos miúdos pequenos (que se portaram lindamente, que fique de registo) nem ficar com as conversas familiares a meio, dancei com os amigos da Azeituna, com o meu Pai, comi bem e bebi melhor, e honestamente, a partir aí das 22:00 só me lembro de partes de conversas porque falei tanto, bebi tanto, curti taaaaanto, que é difícil lembrar-me de tudo.

Coisas bonitas a reter: 

  • ofereci ao meu Tio Jorge uma foto dele e da Tia Zé comigo e com o meu irmão quando éramos pequeninos. Fugi pra não o ver chorar, mas ele ficou tão feliz que disse ao meu Pai que foi a melhor prenda que lhe deram em anos e a melhor coisa do casamento. Afinal a minha Tia também lá estava.
  • O meu Pai estava tão radiante, mas tão radiante, que passou a noite toda de copo na mão a dançar connosco e a contar histórias e eu discretamente fui-lhe arranjando vítimas diferentes pra não cansar os convidados, e ele adorou falar com tantos amigos do filho que gostam dele. 
  • A minha Mãe preparou um vídeo com fotos do meu irmão desde pequenino e que fez o trajecto todo dele desde que nasceu, até à universidade, primeiros empregos e até à Noiva. A música foi bem escolhida, as fotos fantásticas (embora eu parecesse uma pequena vaca em algumas!) e o meu irmão adorou e os amigos também.
  • Os meus Primos foram trocando piadas e fotos no nosso grupo de whatsapp o casamento todo, no verdadeiro espírito palhaço que nos caracteriza, e tornaram a festa muitíssimo mais divertida. Só foi pena estarem-me sempre a perguntar quando é que era o meu. Já lhes disse que me responsabilizo por organizar um piquenique anual pra todos se pararem de me fazer perguntas estúpidas. Qual é o problema de não querer casar? Temos todos que querer o mesmo da vida? Eu viajo, eles casam e têm filhos. Com os 20 mil euros do casamento vou fazer uma volta ao mundo. E como disse antes, mesmo que me case, há-de ser em segredo que eu não aguento outra cargas de nervos desta sem ter um colapso!

É ÓBVIO que não estou à espera que ninguém leia este texto até ao fim ou sequer que lhe encontre alguma graça ou qualquer moral ou corolário. 
Esta descrição serve única e exclusivamente para EU me lembrar de como foi o casamento do século da família, o melhor e o pior de cada um num dia que era importante para pessoas que amamos e pelos vistos, por inerência, também para nós. 
Nunca pensei que fosse ser assim. 
Começou muito torto e acabou muitíssimo bem.
Já fui a mais de 60 casamentos (sim, juro que é verdade), e este não foi diferente dos outros em muita coisa, mas foi único porque foi o do meu irmão mais novo. 
E por isso foi Legen….wait for it…dary!



Atentar bem no tamanho das olheiras até ao pescoço….pra não mais esquecer!






A Andorinha também sabe o que é Fashion ou em Português: féchione!

O meu irmão casou no sábado passado e como não faço intenções de me casar pensei: é desta que dou uma de princesa!

Entrei numa loja aqui ao pé de casa no Via Venetto que costuma ter muitos vestidos de casamento, e bati os olhos neste e foi amor à primeira vista.

Era mesmo isto que eu queria, um vestido comprido, sem um decote até à boca como é meu hábito, assim muito… familiar, compostinho, não sei, era isto. Se calhar foi o mesmo sentimento que as noivas me dizem que sentem quando vão escolher o vestido e desatam a chorar.
Eu chorar não chorei, mas pensei: não mexe mais que estraga!

Pequeno problema: em Braga faz fresquinho dia 3 de Outubro, como é que eu me agasalho sem parecer uma matrafona? Uma estola! Já que é pra botar chique sem vergonhas, que seja no casamento do Mano em que é suposto os Pais e a irmã e Padrinhos e Madrinhas irem muito mais “tal” que o resto dos convidados.
Entrei na Zara a voar há três semanas atrás, vi logo a dita da estola, e não fui de modas: pimbas!

A mesma coisa com o ganchinho do cabelo, tinha que ser classy, assim como o penteado. Zara rulez nestas coisas.

Uma bela sandália beje e alta e não compensada, e lá fui eu, qual princesa a fugir pro rainha.

A única coisa chata foi a piadinha mais gasta do casamento: Sofia, tiraste o casaco aos dos teus cães e puseste-o ao pescoço?

Eu avisei que ser parvo era de família, não fosse eu ter uma família de palhaços, não sei o que seria de mim!

 

É a tua vez

Sempre foste mais sensato que eu, sabes sempre o que fazer, nunca te enganas e raramente tens dúvidas.
Sempre quiseste viver fora, mas foste adiando, não por ti, mas por nós.
E eu aproveitei sempre o facto de seres tu o presente, pra ser a ausente.
Eu fiz Erasmus, eu emigrei, e tu aguentaste o barco do lado de cá, e agora é a tua vez.
Vais fazer parte da banda dos emigras, é a ti que te vais custar agora entrar no avião, passar 4 meses sem vir a casa, gerir as férias de modo a que dê pra tudo, estares com quem mais gostas e gozar o tempo de lazer que mereces.
És tu agora quem vai estar ausente, que vai chorar de saudades, que vais ter pena de não poderes estar presente nos pequenos momentos que fazem toda a diferença.
És tu quem vai curtir as novidades diárias, enfrentar os desafios constantes, crescer quando já se pensa que se cresceu tudo, tornar-te ainda mais independente no dia-a-dia, e mais dependente dos que te rodeiam.
Vais trabalhar com outras culturas, rir-te, irritar-te, vais querer estar onde não estás, e ficar feliz por estar onde estás.
É a tua vez Mano, é a tua oportunidade, é a tua vontade, são as tuas alegrias e as tuas tristezas.
Foi pra isso que eu regressei, pra tu poderes partir, sem receio de estares a deixar alguém desamparado.
Não vou conseguir fazer o mesmo bom trabalho que tu, o meu mau feitio não permite, mas vou tentar, pra que te custe menos estar fora, pra que possas aproveitar ainda melhor cada momento desta aventura que é viver fora, não só do ninho, mas de Portugal.
E um dia vais voltar cheio de histórias na bagagem pra contar aos teus filhos, Pais e irmã.
É a minha vez de ficar cá e ver-te ir.
Vai com Deus, e que a tua estrelinha maravilhosa jamais te abandone.
Vai ser espectacular, vais ver.