Obrigada São Pedro pelas tréguas!

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Não sei se foi a ameaça que fiz ao São Pedro de lhe por um atilho na gaita, mas ele deu-nos uma trégua aqui por Lisboa, e está um dia lindíssimo.

Embora a previsão indique algumas nuvens, neste momento o céu está azul e o sol bate-me no rosto, e de repente estou bem disposta, a vida sorri, e os winter blues foram dar uma volta ao bilhar grande!

É nestes dias de Janeiro em que agradeço a minha boa estrela que me permite trabalhar remotamente e experienciar novamente a felicidade de viver neste rectângulo abençoado com este clima maravilhoso.

Dezanove meses depois de ter mudado de País e ter deixado a Holanda para trás, ainda aproveito o sol como se fosse o último dia brilhante na terra. Sim, estou traumatizada. Mas também aprendi a ser agradecida por coisas simples, e a aproveitar cada momento presente. Que o trauma sirva pra isso já não é nada mau!

A nova página da Andorinha foi feita a pensar em si

Perfil da Andorinha

Uma dose de Andorinha por dia, não sabe o bem que lhe fazia!

Bem-vindos ao site da Andorinha Sofia, estou mesmo muito contente por vos receber neste espaço novo porque é mesmo muito meu.

Foi pensado e desenhado para mim, por dois amigos que pra meu espanto me conhecem muito melhor do que eu pensava.

Escolheram as minhas fotos favoritas sem eu saber, desenharam o logo ideal com que me identifico totalmente e sem uma única dica minha e criaram este site inteirinho a meu pedido, onde vos vou continuar a falar dos meus cães, das minhas viagens, de como é trabalhar na Holanda e do meu regresso a Portugal.

Eu escrevi os textos de apresentação que é a minha especialidade, mas esta belezura de espaço que agora vos acolhe foi concebido pela Xana e pelo Miguel a quem agradeço de coração todo o tempo dispendido a aturar-me.

E o Facebook da Andorinha também já existe e está ligado ao site novo, é clicar “like” “oh fais favô” e recomendar aos amigos, Pais, primos, tias e cunhados, principalmente se estes forem dos que precisam de doses massivas de boa-disposição 😉

Então agora faz favor de começar a trocar e actualizar os feeds nos vossos readers, sim?

Preparem-se que a Andorinha vai voltar ao activo com os Diários de Viagem do Irão e da América Central, e vai continuar a inspirar-vos semanalmente e a contagiar-vos com a sua irritante boa-disposição e delicioso mau feitio.

 

Andorinha

Tenho tanto para contar… meu querido mês de Agosto

e tão pouco tempo para actualizar o blog com as fotos todas que eu gostava de aqui colocar…

No início de Agosto começaram a chegar os meus amigos que estão fora.
E eu de repente assumi que a minha estadia em Lisboa não é de todo temporária. Sendo assim deixei-me de revivalismos e de ir sempre aos sítios de que gostava e que já conhecia, e decidi conhecer os mil e um novos recantos Lisboetas, e ampliar o meu portfolio de “must go places” em Lisboa.

Começou na segunda-feira dia 10 de Agosto, e não mais parou.

Fui ao Rooftop do Hotel Mundial, fui ao Topo que fica no último andar do Centro Comercial Martim Moniz, fui jantar ao Zapata e ao Cantinho do Azis, e beber mojitos na praça do Martim Moniz, e jantar à Tasca da Esquina, e à Petiscaria, e à Cervejaria do Baleal, e à Rua Cor-de-Rosa e à Pensão Amor (onde vergonha das vergonhas, ainda não tinha posto os pés), e….. andar de veleiro no Tejo. E fiz piqueniques na mata de Alvalade, e fui à Roda dos Livros e petisquei e fiz praia, muita praia sempre com os meus melhores amigos caninos e humanos, e um fim de semana no Algarve com super amigos que vivem na Holanda, na Bélgica e em Londres, uns regressados e em êxtase pelo regresso, e outros felicíssimos por ainda viverem fora onde as emoções correm tão rápido pelas veias e pela alma.
Oh I am so incredibly happy, so incredibly LUCKY.
Enquanto navegava pelo Tejo e passava pela primeira vez por baixo da Ponte 25 de Abril, repetia incessantemente: eu tenho TANTA sorte.
Sou a pessoa mais sortuda do MUNDO MUNDIAL!

Mata de Alvalade

 

Foi um mês de Agosto e Setembro non-stop, que me encheu as medidas e me retirou tempo para mais posts sobre as minhas viagens, I was too busy living life.

Mas os posts vão regressar, assim como eu regressei ao trabalho depois da viagem da América Central, e assim como regressaram os emigrantes, mas eu, desta vez, fiquei em terras Lusas.

I love my life in Lisbon, I love my life in Portugal. Daqui não saio, daqui ninguém me tira!

Querido mudei a casa versão 700 mil, ou a história das mantas, dos sofás que não foram estofados, a lareira elétrica, o espelho e a estante.

Esta história é longa, e chata.
Portanto vou resumir.

Eu quero muito acabar de decorar a minha casa decentemente, mas enfrentava os seguintes dilemas (o drama! o horror! a tragédia!)

  • Estofar 2 poltronas custa pelo menos 500€
  • Um espelho com 2 metros de comprimento custa quase 400€
  • Uma estante de parede a parede como eu gostaria de ter custa pra cima duma pipa de massa, por menos de 1000€ no IKEA não fazia a brincadeira. 
  • Com 1900€ já faço uma belíssima viagem!!
  • Estava presa à forma magnífica como a minha senhoria tinha a casa decorada, mas não tenho qualquer tipo de paciência para andar em leilões a encontrar aquela peça arte-déco especial.
  • Os leilões, ou melhor, os móveis comprados em leilões, também custam dinheiro!
  • Sempre quis uma lareira elétrica e comprei uma em segunda-mão por 50€ e aquilo não encaixava em lado nenhum….
Pronto, e agora o resumo mesmo: comprei umas mantas na Guatemala pra evitar ter de estofar as poltronas, e ficou péssimo. Tão mau que me dava engulhos quando entrava na sala, e hoje de manhã quando a minha empregada apareceu pra limpar a casa deu-me uma trava e desatei a mudar tudo de sítio e o resultado é este, e estou muito satisfeita porque:
  • Já não preciso de estofar as poltronas que agora separadas já não chateiam
  • Já não preciso dum espelho porque mudei a estante de sítio
  • Já não preciso de estante porque pus uma das poltronas no sítio dela
  • Passei as mantas pras camas e é lá o sítio delas e que bem que ficaram!
  • Consegui finalmente borrifar-me pra decoração da minha senhoria e estou muito satisfeita com a minha que não é de capa de revista.

Agora o que falta é só umas petit chouses, daquelas que vi no “estapor” do catálogo novo do IKEA, mas que são todas perfeitamente adquiríveis! A saber:

  • Duas carpetes daquelas grandonas de corda impermeabilizadas e anti xixi de canídeos
  • Umas almofadas novas que estas estão um horror
  • Duas molduras novas pra colocar as fotos magníficas do meu amigo Diego e que vão ficar espectaculares por cima da estante onde ia ficar o espelho!!
E como isto com fotos é muito mais giro, cá vai disto ó Evaristo!
Antes que me esqueça: aceitam-se sugestões, estão à vontade!

Viver nesta Lisboa que eu amo quer dizer mais que mil palavras sentidas

– Os meus melhores amigos reunem-se em Lisboa e vêm-me visitar várias vezes ao ano.
– Finalmente posso visitar pessoas de quem gosto como a Dina, mais que uma vez por ano.
– Ir jantar ao Darwin, só porque sim, porque está calor e é o sítio mais fresco de Lisboa em dias de 35 graus.
– Andar de sandálias à noite, e sem casaco, porque à meia -noite estão 24 graus.
– Ir às praias mais bonitas do mundo em tão só meia hora de carro.
– Ter um tapete de crochet feito pela minha vizinha de cima (em que a Petzi adora enterrar a cabeca, literalmente)
– Ir com amigos à exposicao do Sebastiao Salgado na Cordoaria Nacional (não percam!!! Só está até 2 de Agosto e é extraordinária! Chama-se Génesis e é mesmo mesmo do outro mundo!) num domingo de manhã e ler as legendas em Português.
– É acabar a tarde no Outjazz na Expo, eu e os cães, os cães e eu, sintonia absoluta ao compasso da bateria e do baixo.

Ah Lisboa, que bom é viver-te!

Angola, Bruxelas, Moçambique e Argélia, todos juntos, alguns já regressados, outros recém-emigrados, mas com um ponto de união: eu 🙂
Olha Dina, eu acho que o prato devia estar mais perto de mim, não te estou a perceber!
Fim de tarde no Darwin
Darwim, na Fundação Champalimaud
24°C à meia-noite e 12, eu de sandálias e uma mera echarpe pelos ombros, saída de jantar, e absolutamente radiante por ter esta oportunidade novamente. As saudades que eu tinha disto…
Praia da Aguda, linda de morrer, com umas escadas que nos fazem quase morrer de susto.
Praia da Aguda, onde tomei o primeiro banho de mar do ano, e me refresquei dos 35 graus que se faziam sentir. Obrigada Joana Pijama!
cucu! Petzi, então? Dona, estou entalada!

A minha foto favorita da exposição Génesis de Sebastião Salgado. Estes albatrozes têm 2,5 metros de largura (de asas abertas), são imensos, e mostram que são os seres humanos que imitam os animais, e não o contrário.
Mas o que foi? Já não se pode puxar as persianas? Estou escondida, só me vês o rabo de fora!
Outjazz na Expo, e nós no chill, ao som de rap….. pois, também não percebi, dizem que é Soul….

Play it smart

Umas imagens que têm ressoado em mim, nas minhas últimas decisões e sentimentos, nas minhas emoções mais preementes. A previsão da mudança, de todo um mundo novo, o medo e o terror de falhar, de não me levantar. A insanidade mental que se apodera de mim e me enche de forças e adrenalina pura nos momentos mais duros e que não me deixa nunca sentir-me derrotada. Triste, desiludida ou frustada até posso estar, mas derrotada, nunca.
Tudo tem solução menos a morte. Com pouco se faz muito. O que é preciso é ter tomates pra tomar uma decisão e nunca desistir de encontrar uma saída brilhante.
Nada funciona melhor que o Universo a mandar-nos mensagens claras de: ou mudas ou te entalas. É como um espeto no rabo, primeiro gritas, e depois desatas a correr, sempre em frente….. até que encontras uma porta, e está aberta, e lá está: a luz.

Sardas

Que giro, acabei de me aperceber que a maioria das pessoas não sabe que eu tenho sardas! Tudo por causa duma foto que o marido duma das miúdas giras da Roda dos Livros me tirou, só pra mostrar à Patrícia como é que funcionava a abertura da máquina.

Do nada, saiu uma belíssima foto, que eu não queria pôr como foto de perfil no FB porque tinha uma que tinha tirado no Irão e de que gostava muito, mas tive que ceder tamanho foi o pedido de amigos e família.

O curioso é que tenho tantas sardas, que a minha família quando eu era miúda dizia-me sempre que eu estava cagada das moscas, o que me irritava à brava e me fazia responder torto tantas vezes. O meu Pai tem sardas no corpo todo menos na cara, e eu na cara e quase nenhumas pelo corpo.
O que é certo é que a falta de sol em Amesterdão possivelmente escondeu-as durante 6 anos, mas cá estão elas, com toda a força. 
São o sinal de que voltei às origens e que estou em casa.
Gosto muito!

Aulas de Holandês em Portugal/Lisboa

Anteontem apanhei um vírus gastro-intestinal.
Eu tenho um estômago de ferro, apesar das intolerâncias. Mas não resistiu a um restaurante de Sushi all you can eat. Mark my words: NEVER AGAIN.
Bom, adiante. Ontem tinha aula de Holandês no ISCTE das 20 às 22.
Custou-me muito ir. Estava zonza, a minha barriga fazia barulhos estranhos, o meu cérebro estava indisponível para absorver o que fosse, e estava com os azeites à séria.
Mas como era a última aula antes do teste final, fui.
E cheguei a dizer que me ia embora mais cedo e fiquei a aula toda.

E isto só aconteceu porque a professora é cinco estrelas. E já não é a primeira vez que vou pra aula a arrastar os pés, porque vamos lá ser honestos, quem é que no seu perfeito juízo quer aprender Holandês, pra mais depois de já ter regressado?, e que fico a aula toda, e aprendo e …. gosto!

O CCL não me paga minimamente a publicidade que lhe vou fazer agora. Se o faço é por respeito e consideração à Ellen, que é boa professora, e boa pessoa, e que é a Holandesa mais Portuguesa que conheço.
Talvez superada pela minha amiga Thessa, mas a Thessa cresceu em Portugal, e a Ellen na Holanda, por isso estão, vá, empatadas.

O Neerlandês (Holandês em termos práticos, mas correctamente denominado Neerlandês) é uma língua intragável, mas que é cada vez mais necessária caso queiram arranjar um emprego na Holanda.
Eu sempre disse que se soubesse o que sei hoje, teria aprendido Holandês antes de ir pra Holanda, mas como foi tudo muito rápido e despreparado, fui sem noção. E os cursos de Holandês na Holanda custam 1000€ por mês. Aqui é 50€. É fazer as contas.
POR ACASO até tive sorte profissionalmente e safei-me em inglês durante bastantes anos, mas ao fim de 7 anos não há desculpa para não saber falar a língua do País de Acolhimento.
O que é certo é que eu costumo ser uma pessoa bastante coerente, e disse aos meus Chefes que se algum dia voltasse pra Portugal a trabalhar pra Holanda, que iria aprender Holandês. E assim foi.

Escolhi o CCL porque era mais perto da minha casa e porque era mais barato que o outro (só encontrei mais um) curso que encontrei, mas hoje recomendo-o porque acho que vale a pena, que efectivamente aprendo (e aprenderei, porque vou fazer o segundo ano), e porque acho que faz uma diferença imensa nas minhas relações profissionais.

E finalmente vou deixar de dizer “ik spreek niet nederlands”.

Pra terminar, o CCL faz cursos de verão intensivos, se puderem façam-nos antes de embarcarem na vossa nova aventura emigrante 🙂
E não digam que não vos ensino nada!