Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida

Irao 2014

 

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”

Confúcio

Na semana passada, no blog do Filipe Morato Gomes, li este texto sobre ser Blogger de Viagens,  que me chamou a atenção porque me fez refletir e é essa reflexão que quero partilhar aqui hoje em dois pontos:

  1. As viagens não me identificam como pessoa. A Sofia que sou deve-se, isso sim, ao quanto eu cresço e me descubro em viagem.

Por vezes penso o quão bom seria que todos – eu, principalmente! – voltássemos a viajar sem máquina fotográfica, sem computador portátil nem smartphones, e sem a obrigação de relatar as experiências quase em direto.

Viajar pelo prazer de viajar. De vivenciar experiências novas. Ir, apenas ir. Com os sentidos despertos e um Moleskine em branco. Inspirado, quem sabe, pelas pisadas de Paul Theroux África abaixo. Ou outros. Mas ir, simplesmente. Guardar tudo na memória, no coração, no papel. Quem sabe desenhar em vez de fotografar. E talvez escrever um livro, muito depois de regressar. Ou não fazer nada além de guardar  as memórias para todo o sempre.

Nunca foi tão fácil viajar, acima de tudo nunca foi tão barato. Ir a São Francisco como eu vou em Abril por 400 euros, 80 contos na moeda antiga, era absolutamente impensável quando eu era miúda. Quando tinha 13 anos fui ao Canadá com os meus Pais e o meu irmão, e cada bilhete custou quase 100 contos, o que na altura era uma verdadeira fortuna.

Hoje viajamos por tuta e meia, percorremos o mundo agarrados à internet e ao Trip Advisor, à Booking e ao Airbnb, ao Facebook e ao Instagram, conseguimos ir uma semana ao México por 800 euros durante uma semana com all inclusive. E queremos partilhar, queremos mostrar que pudemos, que conseguimos, que estivemos lá. Tão preocupados que estamos em mostrar o sítio excelente onde nos encontramos, que nos esquecemos de viver o momento enquanto procuramos rede para postar só aquela foto que os nossos amigos, parentes e conhecidos vão morrer de inveja só de ver. E não estamos lá. Não estamos a guardar memórias, a descobrir, a falar com pessoas, estamos pura e simplesmente a  por o “tick in the box” naquele sítio que fomos visitar. E pomos “o tick” como em tudo o que fazemos no dia a dia, completamos uma tarefa: visitar o Van Gogh. Subir ao topo do Matchu Pitchu. Ir à Torre Eifel. Tomar banho no Pacífico que há-de ser igual ao powerpoint que recebemos por email e claro, tirar uma foto que mostre que lá estivemos. E publicar um texto onde descrevemos minuciosamente o nosso trajecto.

Também postamos muito sobre as viagens que usamos para justificar a nossa estadia no estrangeiro quando emigramos. Para mim foi importante distanciar-me da emigração dos meus Tios, mostrar aos meus Pais e à minha família que não estava emigrada a comer o pão que o diabo amassou, que estava a aproveitar. E dei comigo a postar pratos de comida. Shame on me! Depois de ler o texto do Filipe, reparei que neste fim de semana não postei uma única foto, embora tenha tirado algumas.  Deixei de ter necessidade de me justificar.

A viagem onde mais aproveitei cada dia e cada momento, foi a viagem do Irão, e hoje reflectindo o porquê é claro: não havia rede em praticamente lado nenhum e o acesso ao facebook ou ao blogger estava barrado em 99% dos casos. A Vodafone também não funciona naquelas terras, logo não estive contactável durante 20 dias. Comprei um cartão local que pus no telemóvel que não era um smartphone, e liguei única e exclusivamente aos meus Pais de dois em dois dias para dizer que estava bem. Não li emails, nem notícias. Foi na altura do ataque ao Charlie Hebdo, e só mandei um email a perguntar o que é que se passava à quarta mensagem de pânico recebida a perguntarem se eu estava bem.

Esta viagem à Pérsia mudou-me a vida, fiz grandes e excelentes amigos. E acima de tudo apaixonei-me pelo Irão e pelas suas pessoas.

Na última viagem que fiz à América Central havia wifi em todo o lado, e culpada me assumo, não fiz o mesmo porque a minha cabeça não estava ali, e por isso aproveitei pouco, e embora me tenha divertido bastante, o impacto não chegou nem aos calcanhares do Irão.

Na próxima viagem não vou ter internet, nem rede, sabe Deus electricidade na maioria dos sítios, e como tal tenho a certeza absoluta que vou curtir alarvemente. E como disse um amigo meu, vai ser uma viagem que vai ser “life changing”, e mal posso esperar para aterrar em Madagáscar e cumprir o meu propósito: aproveitar mais e relatar o mínimo. Mas hei-de o fazer antes disso. Viver no presente mais do que no futuro ou no passado é o meu repto para 2016.

Por último, quando pensei em por o meu blog a render dinheiro, a primeira coisa que me perguntaram foi: vais fazer um blog de viagens? Ao que eu respondi imediatamente que nem pensar. Não são as viagens que me definem como Andorinha. As viagens moldam-me e são uma parte da minha maneira de ser, mas não são quem eu sou.

                2. Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida

Esta frase banalizou-se, e hoje em dia as pessoas convertem os hobbies em trabalho. Pouca gente se apercebe que a partir do momento em que se dedicam a 100% ao hobby, este deixa de dar o prazer que lhes dava porque tem que ser vivido de outro modo para poder render dinheiro, e acima de tudo porque se transforma em múltiplas responsabilidades que não existiam anteriormente.

Uma coisa é fazermos um trabalho que abominamos e para o qual não temos vocação nenhuma. Por favor, mudem de vida já!

A outra é, assim que nos desmotivamos porque algo corre mal (o chefe é uma besta: a empresa já viu melhores dias) e não porque deixamos de gostar do que fazemos, em vez de procurarmos outro emprego na mesma área, decidirmos que agora vamos viver do cultivo da horta porque adoramos o campo, da renovação de móveis porque somos bué da bons no DYI, do Yoga porque gostamos imenso das aulas de Yoga, da fotografia só porque os nossos amigos fazem like das nossas fotos no facebilhas, das viagens porque gostamos imenso de viajar….. and so on, and so on.

Eu não digo que não seja possível viver da horta, do DYI, do Yoga, da fotografia e do que mais, o que eu digo é que não é possível transformarem um hobby num trabalho ….. sem terem que assumir as responsabilidades acrescidas que vêem com qualquer emprego, qualquer trabalho, que mais não seja a periodicidade, o aumento dos leitores, o escrever algo que seja interessante e vendável, o levar fotos a concursos ou exposições, o desgaste puro e duro de qualquer trabalho, seja ele qual for. 

O Filipe já era amigo do meu irmão, hoje é meu amigo também e eu adoptei a família dele de quem gosto muito. E por isso é que lhe disse com franqueza este fim-de-semana, e digo agora por escrito aquilo que sinto e penso há muito tempo não sobre o Filipe em particular, mas sobre todos aqueles que escolheram o seu hobby favorito como profissão:

É natural que se sintam “mecanizados”, “automatizados”, que procurem formas diferente de se relacionarem com as viagens, com a fotografia, com o desporto, …. porque hoje em dia aquilo que  era um expoente máximo de prazer semanal, mensal, anual ou bi-anual, é o vosso ganha-pão.

E é natural que, tal como em todos os trabalhos, já não sintam no dia a dia esse “kick” de prazer, porque mesmo tendo escolhido um trabalho de que gostam, este tornou-se rotineiro, cansativo, adaptou-se às necessidades do mercado que têm de preencher para poder receber a remuneração que vos permite viver deste prazer.

E assim o prazer se esbate, e inevitavelmente se converte numa obrigação.

Eu interpreto a frase do Confúcio como a necessidade de se gostar do que se está a fazer, o que me parece lógico e saudável, não como a necessidade de se ver no nosso maior prazer a nossa válvula de escape para não termos de trabalhar.

Eu sei que muitos não vão concordar comigo, mas é assim que eu protejo os meus maiores prazeres na vida: cães e viagens. Os primeiros estão esterilizados! E as viagens nunca vão ser profissionalizadas!

É o que se chama um fim-de-semana non-stop…!

Isto, pra quem não tinha planos, foi sempre a abrir….

Sexta-feira fui jantar ao Zé dos Cornos, nunca lá tinha ido. Comi muitíssimo bem, e paguei 11 euros… viva Portugal, a sério! A comparar com uma saída na Holanda que não dói menos que 30 euros, está visto porque é que cá tenho 10 vezes mais vida social que nos Países Baixos.

Foi uma cavaqueira boa entre 4 amigos e deu pra matar saudades dos dias em que viajamos juntos, principalmente quando me levaram à Casa Independente onde, não sei porque motivo, ainda não tinha entrado. Gostei do ambiente, gostei da música, gostei do sumo de laranja com banana e gengibre, gostei da decoração simples e do pézinho de dança no final. Gostei de explorar com eles sítios que não conhecia, de passearmos pelas ruas e sem querer transportar-me às caminhadas nocturnas no Irão. Um gosto!

Sábado acordei tarde, e passei a manhã a “estudar” Holandês, e pus entre aspas, porque na verdade não me custou rigorosamente nada! É que decidimos (a Professora Ellen e moi même) ler um livro em conjunto, e a partir do livro extrair a aula. Não me custou nada, não me senti a estudar, e gabo-nos a ideia! Almocei, e fui à Roda dos Livros. Esta roda, não sei porquê, foi especialmente … fixe! É, fixe é a palavra. Fizemos foi muito barulho, talvez porque fossemos muitos, ou porque, e esta é a melhor razão, estivéssemos mais animados que o costume. Não sei, sei que foi mesmo fixe, e a pilha de livros era imensa e fomos bastante unânimes até! Ganharam “by far” a Tetralogia da Elena Ferrante (A Amiga Genial) e o Coro dos Defuntos do António Tavares. E trouxe de lá uma recomendação de um livro sobre a Colômbia que me vai cair que nem ginjas antes da minha viagem!

Bom, saída da roda, entrei na roda viva que foi o resto do sábado. Das seis às oito e meia tive aula de Holandês cá em casa, passou a voar, aprendi imenso e não me custou nadinha! E às nove estava a sair de boleia com amigos “retornados” como eu, e fui a um aniversário. Jantei no Mercantina, e comi bem, mas nada do outro mundo… mas pra quem tinha que servir uma mesa com 30 pessoas, foram eficientes, há que dizê-lo! Voltei pra casa pela uma da manhã, enquanto a malta foi dar um pé de dança e eu ansiava pela minha cama. Estava frio, a chover, desagradável… eu queria era lençóis e mantas!

Apesar disso, domingo “madruguei”, e às nove e meia já estava a tomar café na varanda. E finalmente percebi a frase da app do telemóvel: pancadas de chuva! É que fazia sol, e a seguir caíam trombas de água que duravam 5 minutos, uma coisa estranhíssima. Uma ventania que até os cães tremiam! Apareceu uma amiga, fomos apanhar as netas dela pra ir tomar o pequeno-almoço, passamos pela Livraria Barata pra comprar mais uns livros (à mais pequena com 11 anos, enfiei-lhe o Rosa Minha Irmã Rosa nas mãos e desafiei-a…! Espero que goste!), e depois de passear os meus artolas de 4 patas, fui almoçar a casa dos meus Primos. Conheci a pequena Eva, os Pais da miúda que eu nunca tinha conhecido, comi dois pratos de feijoada que atiraram comigo pro tapete (estava excelente!), trouxe mais livros que o primo recomendou, e cheia de família, carinho e comida, cheguei a casa pra não mais sair aí pelas quatro e meia.

Um friiiiiio! De repente a temperatura desceu, estavam oito graus e eu com reminiscências! Credo, que foi um estaladão que soou aos menos quatro Holandeses.

Foi ligar a lareira e começar a receber amigos! É que o networking é muito forte, e ainda não me meti no avião pra Madagascar, e já conheço duas companheiras de viagem, e vou conhecer mais duas! E com a vontade apurada pra chegar lá depressa, mesmo só sendo em Agosto, comprei o meu bilhete, e agora já não há volta atrás! E estou mesmo muito contente!

Não me lembrei nem por um segundo que era o dia dos namorados até que o meu amigo Sam me deixa uma mensagem a dizer: espero que neste dia dos namorados, o teu Bitoque te dê muitas lambidelas! <3

E assim foi, entre os mimos do meu Bitoque e da minha Juicy e da minha Petzi, os mimos da família e dos amigos, o fim de semana voou literalmente, e cá estamos nós, numa segunda-feira de sol e chuva novamente, bem abrigados (que está um frio que não se pode! ) e com o coração quentinho de tanto mimo.

Espero que o vosso também seja bem fixe, e continuem desse lado, que eu prometo postar mais só pra vos poder ouvir! Boa semana! 🙂

De 2015 a 2016 é um saltinho

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Os maiores acontecimentos e as pessoas mais importantes do meu 2015:

  1.  A minha Tia-Avó Berta, que infelizmente partiu no dia 30 de Dezembro, cansada, depois de 99 anos de vida, muitos deles bem complicados. Era uma senhora doce e sorridente, e extremamente determinada e bem disposta. Aos 86 dizia que queria comprar uma lambreta para poder ir à Vila, aos 93 ainda vivia sozinha num casarão antigo! Com ela podia ter aprendido (ainda) a dizer “Não”: ela só fazia o que ela queria, não era possível dar-lhe a volta! A Tia-Avó Berta só queria ter morrido na casa dela de Melgaço, mas com muita pena nossa, não foi possível. Desculpe Tia…hoje em dia nem a morrer nos deixam descansados.  Descanse em paz e acredite que gostamos muito de si, esteja lá onde estiver.
  2. O meu irmão emigrou, e casou. Foi a vez dele e experimentar o que é estar a muitas horas de avião de casa, de fazer rotas da saudade em 15 dias de cada vez que aterra, de ir a todas, à Mulher, aos Pais, aos Primos, ao Padrinho e aos Amigos, com todos a reclamar das breves horas que nos dedica, que nunca chegam a emigrante algum, quanto mais ao Mister Popular que é o meu irmão. Casou em Outubro, e permitiu-me “botar”a toilette que jamais usaria noutro casamento, fui princesa por um dia, dentro de um vestido comprido e uma estola com pêlo, como nos filmes. Acima de tudo, atendendo a que não faço questão nenhuma em gastar mais de 20 mil euros numa festa, permitiu-me ter uma festa com uma boa parte dos meus amigos e a minha família completa, sem gastar um tusto! 😀 Foi um dia que começou mal, mas acabou muito bem.
  3. Voltei a ter sardas pela primeira vez em 7 anos. O que quer dizer que o sol já brilha em mim há tempo suficiente pra eu voltar a ficar como um mapa, cheia de pontinhos castanhos e catitas. Estas sardas querem dizer que estou definitivamente em casa, e de Portugal não saio, de Portugal ninguém me tira!
  4. Excepto pra viajar! Aí estou sempre de perna alçada, sou a primeira da linha, e em 2015 comecei o ano no Irão e passei o verão na América Central. Estive quaaaase, quase pra acabar o ano no Perú e na Bolívia, mas tive uns constrangimentos laborais e tive que abrandar o ritmo. Mas em 2016 já há bilhete comprado pra San Francisco (Grand Canyon, here I go!!!) em Abril, e pra Colômbia em Novembro, e pelo caminho ainda conto dar um pulinho no verão até à China e ao Uzeberquistão! Como é que eu faço isto? Com promoções (a viagem a SF custou 400 euros numa promoção de UM dia da KLM) e amigos a sério em tudo o que é canto que permitem escalas em sítios improváveis e vôos mais baratos, e é claro, com a Nomad 🙂
  5. Os meus tesouros caninos, a minha família Forsight, que está comigo em toda a parte e que fazem do meu Pai um homem muito mais contente! É o verdadeiro “primeiro estranha-se e depois entranha-se”, se nos primeiros meses se fartou de reclamar dos piolhos, nos meses seguintes foi uma festa porque uma pessoa com 4 cães pela trela, todos iguais, e muito bem tratados, quais peluches, é uma atracção turística e infantil! Todo o santo Cristo vem falar connosco, toda a criancinha quer fazer festas, um passeio de 15 minutos passa a 45 com uma pinta do caneco, e não há bicho perdigueiro que não nos conheça na cidade de Braga. Mas como se não fosse suficiente, olhem só o que a minha Mãezinha lhes preparou pro Natal!

Nada mau este 2015, teve ali um baixo de Junho a Outubro, 4 meses a abrir a pestana, sem saber se tinha emprego ou não, tudo por pura incompetência duns chefes, mas acabou com um prémio de empregada do trimestre, merecido e recompensador. Aos incompetentes, desejo-lhes um pinheiro de Natal enfiado num sítio onde o sol não brilha.

Ao resto do pessoal todo ;))) desejo um 2016 com saúde, com trabalho, com alegrias e poucas tristezas, com amorzinho bom (como diz uma amiga minha) e com muitas viagens!!

Eu por cá estarei, esperemos que mais presente, com um bocadinho de trabalho a menos que me permita postar umas coisas engraçadas e acabar os diários de viagem! e boa disposição, as usual 😉

Podem seguir-me também no Facebook da Andorinha, é lá que tenho as minhas inspirações diárias e coisas que me saem (também) da alma!

Abreijos! BOM ANO!!

Estou super contente!

PARABÉNS ANA LUÍSA!!!!!

Hoje a Luna Doutorou-se, e como amiga dela, não me cabe um feijão no cú de tanto orgulho!!

Eu sei o que ela penou pra lá chegar e sei o quanto este canudo é merecido. Foram cinco anos de Holanda e mais dois de desespero, de altos e baixos, de andar pra frente e pra trás, e foi preciso muita tenacidade pra conseguir acabar este Doutoramento depois de tanta contrariedade.

E o Orgulho que tenho, é em ser tua amiga. Tu és rock and roll my friend, rock and roll!!!

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Friday Link Pack

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Este fim de semana vai passar a correr, pra não variar tenho as prendas todas penduradas, até porque tenho que esperar pelo mano pras prendas dos Pais que são a mielas, e no que depender do caríssimo, posso esperar (sentada) até ao último dia… e ainda tenho que fazer uma lista do que me falta, e acreditem que é muito. Pra uma gaja que é anti-centros comerciais, vai ser do belo…

Não vou dar sugestões de Natal porque deixei os cartões em casa das lojas, e porque sou uma bosta a dá-las, sabe Deus pros meus, quanto mais pros outros. Não sou daquelas pessoas detalhistas, sabem? Como a minha amiga Joana, que se lembra sempre daquela coisa fofinha e magnífica que nos aquece o coração. Eu cá é pragmatismo pra tudo!

Eu sou a gaja que telefonou à Mãe a dizer: jeito mesmo dava-me um soutien e um pijama novo, bora à Osho? -Um soutien? Pra que queres mais soutiens? – Porque os meus sacanóides pequenos (Bitoque e Juicy) me roeram TRÊS soutiens em 3 semanas.

Bem, vocês vieram cá pra ver masé as coisas que encontrei esta semana por aí, topem lá estas:

  1. Este albúm de fotos do Facebook da design-dautore.com só me deu vontade de largar tudo e me enfiar já num avião e dar uma volta ao mundo!
  2. Softquê?! Inventam cada uma!
  3. As promoções da KLM andam brutalíssimas, e eu ando a ressacar viagens… mesmo muito…e o preço do vôo a Zanzibar? Por este preço era já, não fosse eu já ter outros planos e iam ver a loucura!
  4. O filme Heart of a Dog (podem ver aqui o trailer) chama por mim, mas não sei se vou aguentar a emoção…já está nos cinemas e foi premiadíssimo. Foi rodado com um iphone e go pros, e cenas do género, e inspirado na morte da cadela Lolabelle e na morte da Mãe e do Marido (que pelos vistos era o Lou Reed). Não sei, cheira-me aquelas coisas super intelectualóides…vejam lá e digam-me o que acham. Posso sempre ir ver o Charlie Brown e o Snoopy se me der a neura! :)) Quem é que não AMA o Snoopy?! O cão mais fofo e inteligente do planeta!
  5. And what about this 360 degrees view of special places in Lisbon to send to your foreigner friends and convince them to visit Portugal and you, of course! A vista do Elevador de Santa Justa e do Miradouro das Portas do Sol quase me fez chorar de saudade e só estou fora há uma semana.
  6. Este texto que nos inspira a querermos mais e este vídeo sobre ser solteirinha continuam a fazer imenso sentido.

Os amigos de sempre, e os para sempre.

Tenho andado a magicar nisto:

  • os amigos de sempre, não são necessariamente “para sempre”, mas quem nos atura há muitos anos sabe perfeitamente quando dizemos algo por maldade, ou algo por mau feitio e cansaço. Ou é capaz de relevar dias piores, ou saídas mais infelizes. Sem deixarem de gostar de nós, sem deixarem de nos ligar pra jantar, pra nos visitar, pra ir a um espectáculo ou apenas para perguntar como estão os nossos Pais e a nossa pessoa e respectiva integridade física (não vamos nós ter partido uma perna, sei lá).
  • no entanto, aquelas pessoas que saíram das nossas vidas por motivos ruins, quando tínhamos suponhamos, uns 20 anos, e que 15 anos depois aparecem saídas do nada, como se nada se tivesse passado, eu acho que mais tarde ou mais cedo, o que nos fez zangar 15 anos antes, é o que nos vai fazer zangar 16 anos depois (demos um ano de amizade naquela da alegria do reencontro que depois passa).
  • Sobram portanto os amigos de sempre e que nunca saíram propriamente das nossas vidas, mas que não estão dispostos a aturar-nos na mó de baixo. A estes eu chamo-lhes “amigos de copos” ou até de circunstância, passem lá quantos anos passarem desde o primeiro dia em que cruzamos a testa.
  • Depois há aqueles amigos que fazemos com muita substância quando vivemos completamente fora da nossa zona de conforto, seja noutra cidade ou noutro País. Esses viram família. No bom e no mau. Estão lá quando é preciso, ajudam-nos quando nos sentimos sozinhos, seja a mudar de casa ou a jantar. São companheiros, são gozões, são chatos, e por vezes, raras vezes, mas também acontece, breves. Mas na sua grande maioria permanecem e instalam-se alegremente nas nossas vidas, mesmo que só os vejamos no Natal e nos anos, e aí pela Páscoa … como a família.

Estes amigos bons cheiram a quentinho, sabem ao aperto dum abraço, tocam-nos como a música de natal do Sinatra, no coração e vêem-nos em gargalhadas consecutivas que largamos nos dias mais cansativos. E são estes que povoam os meus dias, são estes que são tão ou mais família que a minha própria família. A eles o meu bem-hajam.

O meu carro da Queima das Fitas em Coimbra chamava-se Euro-visão. Na altura ainda não havia euro, e já nós éramos cépticos :)
O meu carro da Queima das Fitas em Coimbra chamava-se Euro-visão. Na altura ainda não havia euro, e já nós éramos cépticos 🙂

Friday Link Pack

Pormenores de Lisboa

Este fim de semana vai ser uma canseira… sexta e sábado vou ver o meu irmão ao Theatro do Circo, no XXII Celta,  e se não sabem o que é, não sabem o que perdem.

Eu costumo ir bailar a seguir, pelo menos na sexta….mas não sei se aguento, que a idade pesa pra xuxu… antigamente aguentava até às 7 da manhã, era sempre a bombar, chamavam-me a pilhas duracell!

Mas vou tentar dar um saltinho ao Lustre, aposto que vão lá estar amigos meus a quem eu posso dar um beijinho, e numa de apostas, acho que aguento até às 6… vai uma aposta?

Domingo vou dar mais um giro até Amesterdão, mas quinta já estou de volta a Braga city, prontinha pro Natal que é já logo ali ao virar da esquina.

E ainda só comprei duas prendas de natal, e um bocado manhosas, ando com uma falta de imaginação…

Aqui ficam alguns links que fui lendo e vendo por aí e de que gostei particularmente, espero que gostem!

Bom fim de semana!

  1. Sou uma apaixonada por fotografia, e estas são consideradas as 100 melhores fotos sem photoshop. Não sei se não há ali uma pontinha de photoshop…mas que são maravilhosas, são.
  2. O Nuno Nepomuceno lançou o terceiro livro da triologia do Espião Português mais bonzinho (ou bonzão?) de Portugal e arredores, e este terceiro chama-se A Hora Solene e saiu terça-feira, quentinho nas bancas, é só comprar para oferecer no Natal juntamente com os outros dois. E não, o Nuno não me ofereceu o livro em troca da publicidade, eu gosto mesmo do rapaz e dos livros dele, e o meu autografado e tudo já está a caminho, e pago por moi-même! E se o Nuno me mata o protagonista, vamos ter uma “cunbersinha de pé de orelha”, caríssimo!!
  3. Acho que só alguém que algum dia tenha conhecido uma pessoa com problemas de drogas ou alcool é que consegue perceber esta carta, que vale a pena ler e lembrar quando idolatrarem alguém.
  4. Viram estas fotos do Fabrice Monteiro? WOW
  5. A visão dos Jornalistas, como seres humanos que são, sobre outros seres humanos que encontraram enquanto fizeram a cobertura aos Refugiados que tentam entrar na Europa. É comovente. Um excelente artigo do Times Insider.
  6. Li uma reportagem sobre a Gronelândia e  como o degelo é estudado pelos cientistas. Além de assustadora, a fotografia é duma beleza deslumbrante. Se calhar a Gronelândia vai passar a estar na minha listinha de viagens… mas fazer xixi para uma garrafa pra servir de botija, não é algo que anseie…

Espero que tenham um fim de semana supimpa, e se me virem por aí, venham ter comigo e dêem-me uma beijoca, sim?

Pra semana prometo surpresas como os detalhes da minha visita ao Museu dos Coches, e o retomar dos posts sobre o Irão e a América Central, é só eu ter mais tempo…está quase!!

Cá beijinho!