Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 15 – Bye bye Vietname, hello Singapore!

22 de Novembro de 2014, Singapore

Ao fim de 15 dias e relatos, acho que vale a pena explicar o que achei não dos sítios, mas das pessoas do Vietname e do Cambodja.

Não compreendo o porquê, mas os Cambdjanos falam inglês muitoooo melhor que os Vietnamitas. Qualquer pessoa no Cambodja, com menos de 35 anos, fala inglês, desde a senhora que vende na loja na aldeia, até os miúdos que te passam a vida a cravar “one dollar” por 10 pulseiras de 10 cêntimos.
Ambos são extremamente simpáticos e sorriem imenso, sorrisos doces, não uso a palavra por motivos poéticos, os Vietnamitas são doces e tímidos e a sério, o cúmulo da simpatia e da disponibilidade. Os Cambodjanos também, mas regra geral também te estão sempre a vender alguma coisa. Tanto uns como os outros não são demasiadamente chatos, se lhes dizemos que não queremos o que estão a vender, vão-se embora. Alguns até imitam os turistas e dizem “maybe later” ou “tomorrow”. E lá vão à vida deles.

No entanto…but…there is always a but, right? Como em todos os países cuja riqueza de alguns depende exclusivamente do turismo, tudo é vocacionado e pensado para “aliviar” os estrangeiros de alguns dólares. Só uns de cada vez, tem que dar pra todos, é 5 dólares aqui, 10 dólares acolá, e quando se dá por ela, aliviariam-nos a carteira em 50 dólares por dia, e nem sequer chegamos aos souvenirs. E isso irrita-me profundamente e cria animosidade, e passo a achar que o sorriso é falso e que a bondade humana já não é o que era, e fico ainda mais irritada! Porque se há coisa em que eu acredito, é na bondade humana. 

E perco a paciência, e sou brusca sempre que vejo que me estão a tentar comer por lorpa (possivelmente a coisa que mais odeio no mundo), e borrifo-me pro sorriso e digo “NO!”. E não é preciso tanto, eles só estão a fazer aquilo que aprenderam desde pequenos: olhar pros turistas como caixas de ATM ambulantes.

Só pra verem o quão real isto é, no Cambodja, um país onde 85% da população vive na mais estricta miséria, as máquinas multibanco só dão dólares, não é possível levantar Riels. Os preços estão todos marcados em dólares, porque claro, a população normal não tem sequer conta no banco, e ganham 18 dólares por mês, por isso obviamente, pra quê um multibanco?
O que enerva é a inflação que isto provoca, tudo é mais caro pros locais, por exemplo, um maço de tabaco custa 0,75 dólares.
Ora se ganham 18 por mês, 0,75 é uma pipa de massa!
Esse mesmo maço custou-me 1,25 no dia anterior porque o cabrão do velho que lá estava foi oportunista. Ganhou logo mais 2 dólares que o preço marcado. Vêm? Falo disto e começo logo a insultar, porque me irrita mesmo até ao âmago.

Adiante, fora esse “minor detail”, todas as pessoas que conheci foram extremamente simpáticas, são como dizemos em Portugal, amorosos mesmo. Confesso que vim de lá com o coração cortado às postas, porque fico cheia de vontade de ajudar esta gente, e nestes países é claríssimo que tal não pode ser feito sem untar as mãos a muito boa gente. Ensinar cuidados mínimos de higiene e limpeza seria o suficiente para salvar muitas vidas, sempre e quando as monções ou os terramotos não as ceifam primeiro. E as crianças Cambodjanas são efectivamente lindíssimas, mais até que as vietnamitas. Enfim, tivesse eu vocação pra mãe e dava uma de Angelina Jolie (se bem que há muito boa criança em Portugal a precisar de um lar, e como!), mas its not my middle name, além do que o esquema pra adoptar miúdos no Cambodja é tão corrupto, que não ia conseguir sequer chegar à ficha de inscrição sem ter sido roubada antes 5 vezes. Isto era só pra terem uma ideia do quão lindas são as crianças no Cambodja 😉

No Vietname, a miséria também é muita, mas mesmo assim, vivem ligeiramente melhor que nos países vizinhos. Notem: li-gei-ramen-te!

Até porque há muito mais pra ver no Vietname que no Cambodja, e não foram vítimas do Khmer Rouge e o filho da puta do Pol Pot que deve estar a arder em brasas bem quentes no inferno. Uns ingleses que conhecemos tinham um guia que tinha sobrevivido aos campos do Khmer Rouge, que tinha estado refugiado em campos, e que se considerava a pessoa mais felizarda do mundo…vale a pena pensar nisto… 

Mas voltando aos Vietnamitas, são duma simpatia inexcedível, arrisco a dizer que são o povo mais simpático que já visitei até hoje. Os que conseguem chegar à universidade e que já são uns quantos, vão todos tirar inglês ou turismo….esses são normalmente os que encontramos nas recepções dos hotéis, especialmente dos melhores hotéis, e são muito bem formados pra literalmente servirem as pessoas para que nada lhes falte, e proporcionam a melhor atenção e serviço ao cliente que algum dia experienciei. O que foi mesmo pena, foi não conseguir conhecer ninguém que não estivesse ligado ao turismo, e o motivo é simples, fora em Ho Chi Minh que me pareceu que havia mais mistura, eles não se misturam muito com os turistas, mesmo quando estamos a comer com eles na beira do passeio, até porque falam muito mal o inglês e não se percebe nada do que dizem, o que torna as conversas muito básicas. Perguntaram-me várias vezes se era católica, por cause do fio que tenho no pescoço. Disse sempre que sim, e pra meu espanto, quase todos os que me perguntaram me responderam cheios de fervor: me too!!! Todos contentes que eles ficaram…eu não percebo como é que pode haver tanto católico aqui, ….!

Pra acabar e pra resumir, eis o que farei numa próxima viagem ao Vietname: voar pra Hanoi, tanto na ida como no regresso.
Contratar duas ou 3 viagens seguidas à Ethnic Travel, passar duas noites no La Siesta em Hanoi, voar até ao Essence Hoi An por duas noites (caso o forecast mostre que não chove) e mais 3 ou 4 noites no Essence de Phu Quoc, igualmente se não estiver a chover, se não é apanhar o avião mais rápida possivel dali pra fora, por exemplo pra Tailândia.

Belíssimos países, belíssima gente, óptima comida, recomendo vivamente a qualquer amigo, e sem dúvida que um dia voltarei.

Lucky Buda pra todos nós!!!

Pra rematar as férias, a Martinha fez-me uma grande surpresa e levou-me a almoçar ao 33 andar do Marina Bay Center como prenda de aniversário. É surreal poder matar saudades e por a conversa em dia enquanto se olha pra melhor vista da ilha de Singapura. Surreal porque somos ambas Portuguesas, ficamos amigas na Holanda, e estavamos a celebrar os meus anos em Singapura. Mais que surreal, um verdadeiro privilégio ter uma amiga que nos faz sentir tão especial. E que sem eu ter de explicar me presenteou com a tarde perfeita: vinho e tapas no topo do mundo, seguido de um passeio pelos jardins que me falharam no outro dia, e o resto da tarde abancadas no sofá a ver filmes, um cómico (The Heat) e outro tão enternecedor, tão bonito, com uma fotografia maravilhosa e um conjunto de actores de fazer chorar as pedras da calçada, dirigidos pelo Dustin Hoffman. Chamava -se Quartet.

Sopinha, taxi, aeroporto e taxi, e cá estou eu, agora de coração cheio e alma quentinha, pronta pra voltar pra casa. Este último dia foi: perfeito. A Marta não existe, esta garota nunca falha! Ca ganda final!!

Highlights

A Marta
O 33 andar do Marina Bay Center e a sua vista deslumbrante
Os filmes no sofá
A Maggie Smith no Quartet
Sem dúvida, o dia mais perfeito de todos.

PS:ainda no avião mandei abaixo “o gato entre os pombos” da Tia Agata

Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 3 – Singapura – dia 2

10 de Novembro de 2014, Singapore

Marina Bay
Uma arquitectura esplendorosa.
Limpo, tudo muito limpo e sem marcas. Tudo muito novo e avançado, uma espécie de 1984, super controlado, big brother is watching you, o dito melting pot, com gente do mundo inteiro, raças e credos num caldeirão.
Gostei muito, mas de passagem. Muitas Chanel, Louis Vuittons, um mundo à parte.
Chegados a Ho Chi Minh, eis que surge o primeiro contratempo: nāo temos visto de entrada.
Devíamos ter pedido um antes de vir. Foi pobre a preparação, e embora tivéssemos tentado saber como é que os vistos de entrada funcionavam, entendemos mal quando lemos que é entregue no aeroporto.
É entregue, mas antes há que pedir uma approval letter. Resultado: fomos obrigados a arrotar 120 euros e foi se quisemos.
Roubadíssimos, mas paciência! Ninguém nos mandou ser burros.
Embarcamos a correr pra Phu Quoc Island e agora que cá estamos, vamos precisar doutro visto de entrada no Vietname e é se queremos, são mais 60 euros.
Há vistos de single entry e de multiple entry. Se quiserem fazer o mesmo e entrar e sair do Vietname, peçam multiple entry, e no www.myvietnamvisa.com mas ANTES de virem.
Enfim, não morreu ninguém, ninguém se magoou, é só dinheiro.
Mas não havia necessidade!

Highlights
Arrotar 120 euros pra entrada no Vietname
Marina Bay em Singapura
Fotos com o monge Budista no meio duma tempestade
As lulas fritas ao jantar em Phu Quoc Island
A casa da Marta & do Rui
O jet lag que nunca mais passa!

Marina Bay Center sobre um céu bem carregado.

I was there, in Singapore

Marina Bay Center
PS: Adoro esta foto

Marina Bay Center

Marina Bay Center

O monge

Ventoinhas públicas solares

Phu Quoc Island

Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 2 – Chegada a Singapura

9 de Novembro de 2014, Singapore

Aterramos por volta das 6 da tarde locais, e por recomendação apanhamos um taxi pra casa da Martinha e do Rui. Esperava-nos uma humidade e calor brutais, e uma cerveja gelada e um abraço apertado.
Conversamos, tomamos um banho rápido e fomos jantar spicy crab, my favorite desde que experimentei ginger crab na Malásia.
Jantamos lindamente no Jumbo Crab e quase tivemos um pequeno colapso quando vimos a conta. Nós íamos todos lançados pra pagar a conta aos nossos anfitriões e diz a Marta: Sofs, é melhor fazer à Holandesa, divide-se por quatro.
Martinha, deixa lá isso, não pode ser assim tanto.
300 Sing $
200€?!?!
Dasse, nem sobremesas pedimos, nem entradas….
Welcome to Singapore!!!
Eu sei perfeitamente que é a segunda cidade mais cara do mundo, mas os taxis foram muito baratos, induziu-me em erro.
Bastante mais leves no bolso, voltamos pra casa pra por o resto da conversa em dia. Soube a pouco, uma noite não é tempo nenhum de visita que se aproveite, mas voltarei proximamente com mais tempo.
E o jet lag? Bateu…bateu… Eram 4 da manhã e eu de olho aberto…. not an easy one!

Highlights
A conversa posta em dia com a minha Martinha!
A casa da Marta & do Rui
O spicy crab
Jet lag on the rocks