Um referendo, eu nem acredito que esta gente passou em Assembleia um referendo para aferir algo tão lógico como permitir a um Pai ou uma Mãe não biológica proteger e amar uma criança.

As pessoas perguntam-se pq defendo eu a co-adopção E a adopção por casais do mesmo sexo. A razão é simples: anos a conviver com crianças institucionalizadas. Ser humano algum está melhor numa instituição, por muito competentes que as haja, que a viver no seio duma família. E uma família podem ser dois Pais e/ou duas Mães, pode ser monoparental, o que interessa é que haja conforto, valores, orientação e amor pra dar.A homossexualidade não é doença, não é uma opção, é tão natural como nascer-se branco, preto ou amarelo, basta ter-se dois olhos na cara e o mínimo de cultura pra saber que é assim desde os primórdios da história. A religião é que tolda os indivíduos e o entendimento do que é certo ou errado na sociedade. Quem advoga o contrário é quem é burro, quem não tem o coração no sítio certo e quem tem um défice muito grande de valores.

13 comments:

  1. Isto não é de terceiro mundo Mariana, é de mentecaptos e isso tanto há no primeiro como no terceiro. Basta ver em Espanha, agora voltarem atrás com a lei do aborto. Atrasados mentais.

  2. Eu até nem acho que este assunto se deva estar a ligar à questão das crianças institucionalizadas, porque a adopção está incluída (sem certezas, porque já ouvi dizer que não podem ir duas questões no mesmo referendo), mas é mais do que isso. O casal pode querer ter um filho e constituir família e actualmente esse direito não lhes é reconhecido, apenas pela escolha de género.

  3. Fuschia, liga-se às crianças institucionalizadas pq já existem casais que optaram pela inseminação artificial pra poderem ter um filho próprio e o estado só reconhece uma das mães. E nesse caso, caso a outra mãe morra, a criança é institucionalizada e a pessoa que é mãe pa, que é a outra mãe, não tem direitos rigorosamente nenhuns. Zero. Caso se separem, nem sequer tem direito a ver a criança, nada.
    No mesmo referendo vão duas perguntas:
    1 – se concorda com a co-adopcao por casais do mesmo sexo
    2 – se concorda com a adopcao por casais do mesmo sexo
    Hj em dia o casal pode querer ter o filho e acredita que têm na mesma porque vão até ao fim do mundo pro fazer. As lésbicas fazem inseminação artificial. Os homens é que estão mais tramados, ou é barriga de aluguer, ou adoptam individualmente, e nenhuma das duas é fácil.Mas fazem-no na mesma. Mas se um dos Pais morre, o outro tem BOLA, ZERO de direitos sobre a criança. E novamente, lá vai a criança pra instituição, mesmo que tenha sido gerada numa barriga de aluguer, adoptada no Vietname ou na China, seja ela bébé ou grande.
    Isto é uma estupidez. O que não lhes é reconhecido não é que não possam constituir família, o que não lhes é reconhecido é que sejam Pais e Mães de direito, por um critério que nem devia ser critério, e isso é uma vergonha sem nome.

  4. Mas não precisas de me tentar convencer, porque eu já vinha convencida, estamos a dizer a mesma coisa. Eu sei quais são as perguntas, o que me disseram é que como tratam de dois assuntos legalmente diferentes (adopção e co-adopção), poderão não passar no tribunal constitucional, porque o referendo só pode questionar acerca de um assunto.
    Quando falava em crianças institucionalizadas estava a falar de quando o casal decide adoptar uma criança e não quando as crianças para uma instituição porque a mãe/pai não é reconhecido como legal, que é um assunto diferente.

  5. Então peço mas é desculpas porque eu não percebi bem o teu comentário 🙂
    De qq forma, seja adoptando ou co-adoptando, as instituições que as recebem são as mesmas 🙁

  6. E sabes o que me lixa mesmo? É que o resultado do referendo vai ser "Não" porque metade do pessoal não vai votar e da outra metade, grande parte acha que os homossexuais não devem adoptar (e não vão querer sequer saber o que é a co-adopção) porque as crianças não devem ser educadas por 2 homens, ou simplesmente porque acham que "as outras crianças são muito cruéis e não aceitam um filho de 2 homens ou 2 mulheres". E sim, a confusão entre adopção e co-adopção neste comentário é propositada porque é a mesma que existe na sociedade.
    Vai ser um chumbo épico para algo que nem deveria ser discutido: a sexualidade não deveria ser impeditivo de nada.

    Pessoalmente sou e sempre fui a favor de adopção e co-adopção. Sendo fruto de uma família mono-parental (com um pai com Alzheimer entre os 5 e os 12 não foi propriamente a família "normal") fico passada com a quantidade de argumentos disparatados que se usa nestes casos. E acho de uma crueldade achar-se que uma criança está melhor institucionalizada do que numa família de homossexuais. É mesmo de alguém que não sabe o quão importante é chegar a casa depois de um dia mau e ter um colo para chorar.

  7. Já alguém dizia, que é melhor uma má mãe que uma boa instituição, porque o sentimento de pertença a uma família dificilmente se consegue mesmo na melhor das instituições, onde os melhores técnicos trabalham por turnos, a sua família não é ali. Esse argumento das crianças são muito cruéis na escola é o usado 99% dos casos em que discuto isso com alguém, até porque acho que algumas pessoas têm vergonha de assumir que acreditam que uma criança criada por gays pode ser prejudicada. Eu até aceito os receios de quem fala nisso abertamente assim como acredito que quem realmente o melhor para as crianças acabará percebendo que se esta questão sendo legalizada só as estará a proteger. Tenho muito, muito receio que seja chumbado 🙁

  8. Sim, e pessoalmente acho que até é um bocadinho parvo falar-se em co-adopção sem falar em adopção, porque se um casal está preparado para co-adoptar, estará também para tomar conta de uma criança que não foi gerada pelo casal. As duas questões são uma: está um casal gay preparado para criar de forma saudável e "normal" uma criança? E eu só penso "mas porque não estaria?"

  9. És grande Patrícia!
    Fuschia, também eu, porque infelizmente há mta gente com os valores trocados e com o coração fora do lugar pq é mais confortável sacudir a água do capote pensando que outros vão tomar conta do que eles põe e dispõe.

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