Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 6 – Floating Village and Angkor Wat

13 de Novembro de 2014, Cambodja

A Floating Village está preparada pra te aliviar 100 dólares num instante. O Leng, o nosso condutor de cyclo (tuk-tuk) apanhou-nos às dez da manhã e levou-nos à Floating Village, mas antes fomos a uma agencia pagar o barquinho. 25 dólares.
Entramos no barco e temos um guia pessoal, que nos foi explicando a rota e como a aldeia funciona. Ele faz parte da comunidade, chama-se Chá. Primeiro as Mango Trees, que estão enfiadas na água até metade, onde podemos passar de canoa e ver pássaros e macacos. Depois o viveiro de cat-fish e de crocodilos e por fim a escola do orfanato.
Andar de canoa no meio das mango trees são 20 dólares por pessoa, o dinheiro, supostamente, rever-te todo a favor da comunidade e 100% do mesmo é pro hospital flutuante pra evitar que as pessoas tenham que ir à cidade ao médico. Recusei, temos pena.

A seguir a loja de souvenirs e os crocodilos e os peixes, uma bebida se quisessemos. No thanks, next?
A escola primária do orfanato, tudo flutuante. Eles não aceitam dinheiro, só aceitam arroz, ali naquele armazém, se quiserem oferecer, podem passar ali pra comprar, não é obrigatorio e tal, mas os orfãos dependem de vós. É só um dolar por kilo. Ok filho, bora lá, bota aí 5 kilos. Ah e tal, só temos sacos de 30 kilos (já tu estás dentro do celeiro flutuante), pimbas, bota masé aí 30 dólares!
Dizer que fiquei lixada é pouco, fiquei mesmo fodida. Eu não me importo nada de comprar arroz ou oferecer coisas aos miúdos e graúdos, mas fico podre quando sei que dos 30 dólares, 3 ou 5 são pra quem produziu o arroz e os outros 25 pra um fdp qualquer que enche q mula à custa desta gente. Visitei a escola a deitar fumo pelas orelhas, tirei mais umas fotos (a aldeia é realmente impressionante), e vim-me embora pior que estragada.
Mas depois chegamos a Angkor Wat e passou-me.
É difícil explicar a monumentalidade do templo, contruído no século nove (9), é, com toda a propriedade, classificado como uma das sete maravilhas do mundo. Fiz quilómetros lá dentro e tirei fotos a tudo o que não mexia, excepto eu mesma.
E ganhei um novo odiozinho de estimação em viagem: Chineses.

Que praga meu, não te deixam tirar uma única foto, passam na frente da câmara, dão encontrões pra passar, passam à nossa frente, ocupam o espaço todo, falam altíssimo, estão sempre a correr, são sempre muitos! um horror, apetece atirá-los dum muro abaixo como quem não quer a coisa. Civismo:zero. Eu sei que é outra cultura e que não têm sentido de privacidade, mas oh gente irritante!
Jantamos num restaurante enorme, com comida self-service e um espectaculo de dança Cambojana. Mais uma armadilha pra turistas.

Não me entendam mal, por incrível que pareça adorei os Cambojanos, são ultra simpáticos e muito doces, muito tímidos, e falam muito bem inglês, qualquer pessoa tem uma conversa contigo em inglês, e são assustadoramente paupérrimos. Mas têm o esquema todo montado pra chular o tourista, mesmo quando pensas que não, é só distraires-te e já foste. Não é o único país que faz isto, e entre todos os que já visitei, este foi onde este sistema de corrupção mais me aborreceu, porque ao gostar-se das pessoas é difícil dizer que não. E assim me aliviaram mais de 100 dólares num dia.

Comprei uns quadros originais e pintados à mão, dois por 50 dólares, e uma pulseira de prata por 9,5€, mas de prata a sério, ah!
Essa é outra, as lojas de ouro e prata são dos Chineses, não dos Cambojanos.
Amanhã vou ver o nascer do sol, às 4 e meia estou a pé.

Highlights


Floating Village
Angkor Wat
Pôr o multibanco Holandês a funcionar!

4 comments:

  1. Segundo o meu motorista de tuk-tuk não são chineses, são os oreanos os piores! Que praga…num dos templos quase que cuspiram em cima! Que povo mais mal educado!

    Também fui à Floating Village e senti-me tão enganada! Não me levaram a metade dos sítios que tu foste, ainda assim o motorista de tuk-tuk não nos avisou que lá íamos. Ao chegar diz-nos que são 25$ cada um, mas se não quisermos não há problema…pois claro, depois de fazer meia hora de caminho numa estrada de terra!

  2. Coreanos tb são aos magotes, acho que podem ficar empatados na praga!
    A Floating Village é um reap off total, só ficam a perder eles na imagem com que fiquei do Cambodja…

    Beijinhos!

  3. Num dos Wats que visitei no norte da Tailândia, do género deste, recuperado à selva há cerca de 60 anos, tive uma experiência bem mais positiva. Os turistas eram quase só Tailandeses e numa excursão de miúdos de uma escola, fui surpreendido com todos olharem para mim espantados e a quererem dar me um aperto de mão. Um "shake hands", como eles diziam. Apertei a mão a dezenas deles que se riam muito e diziam "shake hands,shake hands". Quiseram tirar fotografias e tudo. Para eles eu era tão exótico, como a nossa forma de nos cumprimentarmos. 🙂

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