estas a ver…este pais e so rir, e que vamos de mal a pior, e todos os dias chovem cada vez mais factos de como e dificil voltar a Portugal. honestamente, e mesmo uma desilusao!(nao tenho acentos, nem o pc quer mudar para a lingua portuguesa!)
Desde o programa das novas oportunidades, a passar pelo bolonha e agora isto, tudo é possível! É o facilitismo no seu expoente máximo! Na nossa altura para atingirmos um objectivo tinhamos dificuldades e tinhamos que ultrapassá-las, agora não, é tudo o mais fácil possível para não criar trauma… ninguém falha porque é tudo fácil. Hoje não há maus alunos, falo com amigas que têm filhos um pouco mais velhos e são todos sem exepção alunos de notas máximas! Mas desde a primária até ao secundário, e mesmo os cursos superiores, um aluno que se aplique um pouco faz aquilo com uma perna às costas. Na minha altura havia maus alunos em todos os anos de escolaridade e quantas directas eu fiz durante o curso!! Enfim assusta pensar no que vai ser o futuro. Bjs
Não quero traumatizados, né?! Valha-me Deus! Eu tive colegas no 8 ano que tinham 18 anos. Dizia-se que eram os repetentes. Era feio de dizer? Não. Puxava-se pelo caco, pelo intelecto, e se não conseguem ultrapassar os problemas, aprendem! Hoje em dia não ensinam os miúdos a lidar com o fracasso. Mas o mais ridículo desta notícia pra mim é acharem que alunos que não tiveram notas durante um 8° ano, conseguem ser bons alunos numa prova de aferição! Mas tá tudo maluco?! Se o aproveitamento não chegou, é pq o (a) menino(a) não estudou, certo?! Eu realmente não entendo. Não percebo.
Épá ouvi isto na rádio hoje de manhã e não queria acreditar. ainda tenho esperança que haja um erro qualquer dos jornalistas…. É o "suposto" facilitistimo. Suposto porque, a não ser que façam provas nacionais diferentes das actuais, nenhum miúdo que tenha chumbado as consegue fazer. E facilitismo porque em vez de canalizarem os múdos com mais dificuldade para cursos tecnológicos/profissionais onde podem, dentro das suas capacidades, aprender o máximo possível e aprender uma profissão, limitam-se a tentar livrar-se deles oferecendo-lhes a escolaridade obrigatória. A mim não me choca (muito) o facto de lhes darem o 9º ano quase de borla. choca-me o facto deste país não se importar com o saber real, com os seus jovens… (lembras-te a minha "conversa" da esperança no país e blá, blá, blá? pois eu também me lembro 🙁 ) )
Pois a mim choca-me q lhes dêem o 9° ano de borla. Um dia vou precisar de pessoas que tenham tido escolaridade, que saibam organizar ideias, fazer contas e escrever sem k e x. E não, não vou contratar estes miúdos.
Acho que não me expliquei bem. Choca-me especialemente que se desista destes jovens, que se desista de ensinar. E sim, tens toda a razão quando dizes que não vais contratar alguém que não saiba nada de nada. E entristece-me que para não se ter trabalho a ensinar esses miúdos se lhes ofereça a escolaridade obrigatória. Ainda no outro dia falavamos, numa formação, da diferença entre o 12º normal e o das novas oportunidades. Queiram ou não, não é a mesma coisa….
Pat, és uma querida 🙂 Eu acho que percebi bem o que dizes, mas não acho é que sejam os professores a desistir de ensinar. É tudo uma mecânica de tentar elevar os dados de alunos com a escolaridade obrigatória terminada, mas que falha no fundamental: treiná-los também pras agruras do dia a dia. Não são os professores que desistem de ensinar. É o Estado que se rege por mecanismos de cálculo que vicia. Há coisas boas, como o Magalhães, digam o que disserem do mesmo. Eu fui alvo da nova reforma educativa, a minha escola era escola piloto e ainda a malta não sonhava em usar calculadoras e já o meu irmão usava no 7° ano e eu no 10°, e não vou no Salazarismo do antigamente, mas tanto facilitismo: bolas! E não, não tou zangada contigo 😀
Eu sou professora e estou nesta profissão porque quis muito! Continuo nesta profissão porque há momentos que ainda compensam muitas frustrações, mas vivo numa angústia interior porque tenho a sensação de não aguentar muito mais. Tenho 30 anos e quero preparar os meus alunos para o que a vida implica e as exigências que vão ter, precisamente para tu os quereres contratar e por aí fora… E com essa atitude eu sou mal vista e tenho muitos dedos apontados, não imaginam a pressão. Tivesse a opinião pública visibilidade do que sucede hoje nas escolas e talvez nos dessem outro valor. Falo no plural, mas consciente que é um plural reduzido, porque continuar contra o sistema imposto não é fácil e dá muita dor de cabeça (o trabalho não me assusta, é mesmo o bem estar interior!)! Apeteceu-me deixar este desabafo, porque a onda é precisamente a que a Andorinha fala e teme… e julgar assim estar a beneficiar os alunos. Como se enganam…
Sofia, acredita que te entendo. Acompanho jovens há uns 5 anos e quando vejo o nível que o Estado (não são os professores) exige, e os facilitismos encapuçados, fico doida. Para ti só tenho um conselho: rege-te pelas tuas expectativas, não pelas dos outros. Podem-te apontar os dedos que quiserem, mas além de dormires descansada, é de ti de quem os alunos se vão lembrar daqui a uns anos, não e dos outros. Boa sorte 🙂
estas a ver…este pais e so rir, e que vamos de mal a pior, e todos os dias chovem cada vez mais factos de como e dificil voltar a Portugal. honestamente, e mesmo uma desilusao!(nao tenho acentos, nem o pc quer mudar para a lingua portuguesa!)
Desde o programa das novas oportunidades, a passar pelo bolonha e agora isto, tudo é possível! É o facilitismo no seu expoente máximo! Na nossa altura para atingirmos um objectivo tinhamos dificuldades e tinhamos que ultrapassá-las, agora não, é tudo o mais fácil possível para não criar trauma… ninguém falha porque é tudo fácil. Hoje não há maus alunos, falo com amigas que têm filhos um pouco mais velhos e são todos sem exepção alunos de notas máximas! Mas desde a primária até ao secundário, e mesmo os cursos superiores, um aluno que se aplique um pouco faz aquilo com uma perna às costas. Na minha altura havia maus alunos em todos os anos de escolaridade e quantas directas eu fiz durante o curso!! Enfim assusta pensar no que vai ser o futuro.
Bjs
Não quero traumatizados, né?! Valha-me Deus! Eu tive colegas no 8 ano que tinham 18 anos. Dizia-se que eram os repetentes. Era feio de dizer? Não. Puxava-se pelo caco, pelo intelecto, e se não conseguem ultrapassar os problemas, aprendem! Hoje em dia não ensinam os miúdos a lidar com o fracasso. Mas o mais ridículo desta notícia pra mim é acharem que alunos que não tiveram notas durante um 8° ano, conseguem ser bons alunos numa prova de aferição! Mas tá tudo maluco?! Se o aproveitamento não chegou, é pq o (a) menino(a) não estudou, certo?! Eu realmente não entendo. Não percebo.
Épá ouvi isto na rádio hoje de manhã e não queria acreditar. ainda tenho esperança que haja um erro qualquer dos jornalistas….
É o "suposto" facilitistimo. Suposto porque, a não ser que façam provas nacionais diferentes das actuais, nenhum miúdo que tenha chumbado as consegue fazer. E facilitismo porque em vez de canalizarem os múdos com mais dificuldade para cursos tecnológicos/profissionais onde podem, dentro das suas capacidades, aprender o máximo possível e aprender uma profissão, limitam-se a tentar livrar-se deles oferecendo-lhes a escolaridade obrigatória.
A mim não me choca (muito) o facto de lhes darem o 9º ano quase de borla. choca-me o facto deste país não se importar com o saber real, com os seus jovens…
(lembras-te a minha "conversa" da esperança no país e blá, blá, blá? pois eu também me lembro 🙁 ) )
Pois a mim choca-me q lhes dêem o 9° ano de borla. Um dia vou precisar de pessoas que tenham tido escolaridade, que saibam organizar ideias, fazer contas e escrever sem k e x. E não, não vou contratar estes miúdos.
Acho que não me expliquei bem.
Choca-me especialemente que se desista destes jovens, que se desista de ensinar. E sim, tens toda a razão quando dizes que não vais contratar alguém que não saiba nada de nada. E entristece-me que para não se ter trabalho a ensinar esses miúdos se lhes ofereça a escolaridade obrigatória.
Ainda no outro dia falavamos, numa formação, da diferença entre o 12º normal e o das novas oportunidades. Queiram ou não, não é a mesma coisa….
Pat, és uma querida 🙂 Eu acho que percebi bem o que dizes, mas não acho é que sejam os professores a desistir de ensinar. É tudo uma mecânica de tentar elevar os dados de alunos com a escolaridade obrigatória terminada, mas que falha no fundamental: treiná-los também pras agruras do dia a dia. Não são os professores que desistem de ensinar. É o Estado que se rege por mecanismos de cálculo que vicia. Há coisas boas, como o Magalhães, digam o que disserem do mesmo. Eu fui alvo da nova reforma educativa, a minha escola era escola piloto e ainda a malta não sonhava em usar calculadoras e já o meu irmão usava no 7° ano e eu no 10°, e não vou no Salazarismo do antigamente, mas tanto facilitismo: bolas! E não, não tou zangada contigo 😀
E já agora, eu às vezes não sou mto clara, eu nem sei como é que vocês me entendem! ;)))
Eu sou professora e estou nesta profissão porque quis muito! Continuo nesta profissão porque há momentos que ainda compensam muitas frustrações, mas vivo numa angústia interior porque tenho a sensação de não aguentar muito mais.
Tenho 30 anos e quero preparar os meus alunos para o que a vida implica e as exigências que vão ter, precisamente para tu os quereres contratar e por aí fora… E com essa atitude eu sou mal vista e tenho muitos dedos apontados, não imaginam a pressão. Tivesse a opinião pública visibilidade do que sucede hoje nas escolas e talvez nos dessem outro valor. Falo no plural, mas consciente que é um plural reduzido, porque continuar contra o sistema imposto não é fácil e dá muita dor de cabeça (o trabalho não me assusta, é mesmo o bem estar interior!)!
Apeteceu-me deixar este desabafo, porque a onda é precisamente a que a Andorinha fala e teme… e julgar assim estar a beneficiar os alunos. Como se enganam…
Sofia, acredita que te entendo. Acompanho jovens há uns 5 anos e quando vejo o nível que o Estado (não são os professores) exige, e os facilitismos encapuçados, fico doida. Para ti só tenho um conselho: rege-te pelas tuas expectativas, não pelas dos outros. Podem-te apontar os dedos que quiserem, mas além de dormires descansada, é de ti de quem os alunos se vão lembrar daqui a uns anos, não e dos outros. Boa sorte 🙂