Em vez de “run away bride”

Os noivos casaram-se na Capela de S. Miguel, uma igreja maravilhosa onde já assisti a mais 2 casamentos de amigos dos tempos da Faculdade.
Tem a particularidade de estar dentro da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Isto quer dizer que… ao lado da Igreja havia um bar da faculdade cheio de minis e estavam 24 graus.
Um casamento de um Tuno com muitos amigos Tunos. Sim, somos todos uns bêbados. A noiva estudou em Coimbra. Sim, também lhe dava bem.
Com ao lado quero dizer a 5 metros da Igreja havia um bar. Acho que os noivos só não perderam a audiência toda porque as portas da Igreja fecham-se assim que a cerimónia começa, mas os Tunos fugiam no intervalo das músicas de 2 em 2 pra vir cá baixo beber uma.
Eu, que de casamentos tenho todo o rosário, sentei-me nas escadinhas à porta da Igreja com as crianças dos Tunos (sim, mesmo. Os filhos! . Só um dos Tunos presentes é que era estudante (bêbados, mas inteligentes, sim?) pelo que os outros já contribuem pra vida activa com rebentos que saem aos Pais e têm bichos carpinteiros.  Eu abrandei na velocidade das minis e sentei-me ao pé dos miúdos a entretê-los enquanto as mães felizes me agradeciam. Há fotos giras que mostram o que foi este casamento, numa delas, à porta da Igreja, estamos 5 moças, muito bem vestidas, todas de tacão e mini na mão. Várias fotos porque foram várias minis.
A Madalena (3 aninhos) vira-se pra mim e pergunta, intrigada: porque é que tu tás sempre a beber?
Tomaaaa…. cala e engole. Achei que era melhor parar, afinal só estavamos na Igreja. A seguir acabou o casamento. Fra pra cá, Fre pra lá, siga pro copo de água. A recepção foi feita com comida vietnamita. As pinas coladas dizia-se que estavam com saída. As caipirinhas também.
O jantar foi magnífico e acho sinceramente que foi o que me salvou. A mesa era gira, os amigos esses estavam do lado direito, do lado esquerdo, à frente, atrás, por todos os lados pa! O nosso grupo tinha aproximadamente 4 mesas. A música não parou um segundo e abre-se a pista. Eu, que sou fina, passei pro champanhe depois da música do Traçadinho.
A noiva e noivo dançaram até já não poder, a malta esgalhou-se toda descalça e estava lá aquele Senhor que há em todos os casamentos que é o Tio ou Tia que só dança nas bodas e se esfranja todo pra bombar à séria com a malta nova.
Tínhamos tudo, e os 80’s é que estavam a dar. E eu disse e gritei: ó Senhores, esta merda ouço eu todos os dias, troquem lá a cassete, vá lá!
Fifinha, tá calada.
E eu calei-me e dancei. Muito.
E não sei a que horas me fui deitar. Quando cheguei ao quarto a minha colega de habitación tinha-se safado, como dizemos entre nós. Tirei o pijama, ignorei o bacano que estava com ela a dormir, agradeci a Deus o facto de ele não roncar e caí redonda de sono.
Foi um ganda casamento!

12 comments:

  1. Depois de muito ler… realmente até eu comento: "porque é que tu tás sempre a beber?" Foi a única coisa comum em todo o texto que li… do casamento só fiquei a saber a lista de álcool presente.

  2. E o melhor dos casamentos dos amigos (além do bar aberto) é que os melgas (sinónimos de tios) não são nossos, mas sim dos noivos. Ou seja, não há cá confianças para conversas da treta. If you know what i mean.
    Beijinhos

  3. 😀 Não, por acaso já tive outros assim giros. Mas neste, talvez por ser à noite, não sei, a "alegria" era colectiva e bastante … constante, if you know what I mean.

  4. eh pa, tava aqui a pensar qtos assim fixes é que tive…acho que no mínimo uns 6…talvez uns 7 ou 8.
    Note-se que eu em 3 anos fui a 29 casamentos, a partir daí deixei de contar 🙂

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