A título de exemplo sobre o que eu quero dizer com pontos de vista sobre a mudança, aqui vai um exercício feito pela Teresa, que pegou nisto:
E fez isto:
E note-se algo bem claro: não é preciso mudar de País.
É preciso fazer alguma coisa.
Se eu tenho alguma “luta”, é única e exclusivamente contra a inércia.
A inércia dá cabo de mim.

Clap Clap!
Eu nem acredito Vasquinho, que o Jel vai à Eurovisão. Q cambada de estropicios meu.
boas Sofia, este blog e mesmo a tua cara pelo menos do que eu me lembro de ti do Colegio, já agora vou fazer um pequeno comentario sobre a letra original dessa musica.
Já chega.
Todos o problemas tem um prazo para ser resolvidos.
E não basta chorar e lamentar, de portátil, playstation, telemóvel, jeans de marca e bilhetes para concertos em punho!
Está mal e vai continuar? Que posição cómoda!
Geração acomodada, que não pensa em alternativas, não se revolta, não quer mudar!
Onde está a iniciativa desta juventude? Cruzam os braços (com cuidado para não partir os fios do iPod) e vão ao McDonalds mais próximo preencher os papéis para mais um mestrado, sabe-se lá em quê?
Porque não há real vontade de mudar?
Houve analfabetos que partiram para países donde nada conheciam, para fazer pela vida! E aqui eu conheço vários, sou filho de um destes milhares.
Houve quem pensasse em novos modelos de negócio para produzir mais-valias.
E esta gente, cheia de cursos e instruções nada pensa, nada faz, culpa os outros e vai ver a Tv-Cabo?
Têm razão, herdaram uma situação pesada.
Mas vão viver o resto da vida só em lamentos?
Então têm o que merecem.
Caro amigo Adérito: chegaste e falaste. Concordo contigo em número, quantidade e género.
E eu continuo a mesma, 20 anos depois 😀 beijos grandes, volta sempre que eu gosto mto de te ter por cá.
Olá olá,
Concordo e não concordo.
Concordo que há um grande exagero nisto tudo, concordo que parte do problema está na inércia (dos que não trabalham e também dos que trabalham) e acho que se está a generalizar um problema real (que é o da falta de oportunidades) porque há quem se queira desresponsabilizar.
Há, de facto, dificuldades no nosso país. E nem quero pensar no estado do país se toda a gente com vontade trabalhar emigrar.
Há trabalho precário, há falta de sorte (e a sorte também é importante) e há sobretudo pouca vontade de trabalhar. Mas como disse antes isso tb há em quem tem emprego.
Ou seja concordo contigo e com todas as pessoas que se têm manifestado nesse sentido. Mas não consigo deixar de pensar o quanto é injusto para todos aqueles que se esforçam e não conseguem, que querem trabalhar e não têm onde, ouvir e ler todos os dias que "é só inércia, falta de esforço". E são esses, essa injustiça que me faz "não concordar".
beijos
Boa tarde patrícia.
Sim, é verdade que há muitas pessoas que batalham por melhores oportunidades e não conseguem, concordo também que as perspectivas de melhorias são poucas, concordo que a solução não passa só pela imigração, até pelo contrario, mas o que eu não concordo, é que muitas dessas pessoas fiquem a espera que alguém lhes crie o emprego, e muito menos que o sonho deles seja tirar o cursinho e ficar a espera de uma vaga como funcionário publico para ter emprego certinho e sem preocupações. Com isto não quero dizer que estou satisfeito com a situação do país, só se eu fosse tolinho (acredita que é coisa que não sou quer dizer…. as vezes ) mas na minha humilde opinião, penso que as pessoas se habituaram a que sejam sempre os outros a resolver os problemas deles, e qualquer dificuldade é o estado que tem de resolver, também é demais não achas ?
Agora para ti Sofia.
Será sempre um prazer aparecer nesta sala
É verdade, espero que essas mudança tenham corrido bem
Eu não gosto de fazer parte do clube dos que "Encolhem os ombros e estagnam!", mas se para os que escolhem cursos sem saída isto está negro, então para aqueles que estudam durante anos em prol de uma vida confortável (mesmo quando estudam algo que não seria a sua primeira escolha), formam-se e sentem-se capazes e não os valorizam… é desmotivador.
Eu, no meu caso, se acabar o curso de eng.biomédica pondero seriamente ir para a Holanda, onde as oportunidades nesta área são imensas e só depois de termos uma experiência no estrangeiros nos valorizam um pouco mais. O português é assim.
Olá Adérito,
Claro que sim, algumas pessoas habituaram-se à papinha toda feita. E claro que muita gente espera por um emprego de sonho onde não tenha que trabalhar (daí eu dizer que há inércia em muitos do que trabalham).
Aliás, eu concordo com isso tudo. Eu só não concordo com a generalização porque há de tudo em todas as gerações.
Não acho que o estado deve resolver todas as situações, de todo. Acho que todas as pessoas têm obrigação de mexer o rabinho (desculpa a expressão) e criar as suas oportunidades, mas acho que o estado não se pode desresponsabilizar.
No fundo acho que a razão está, como tantas vezes, numa área cinzenta…
🙂
Pelo que estou a ler penso que estamos todos de acordo, que é claro que não se pode generalizar, que todas as gerações tem as suas crises, e que o ponto em comum das nossas opiniões é a atitude perante os problemas, ou se enfrenta os problemas ou se fica a espera que alguém os resolva. Mas o que eu não estou de acordo é que logo no meu 1º dia se comece a baixar de nível na linguagem dos comentários, desculpem lá mas usar palavras como (Rabinho) que dureza, apelo a que a dona deste blog imponha regras neste tipo de linguagem. 🙂
LOL
Acho que a Andorinha vai realmente ficar irritada com a linguagem. mea culpa…
🙂
Entao não é que escrevi uma cena bue nice e esta porra apagou tudo?? Humpft pro portatil novo, ora bolas!!
pois,pois ….. a fugir ao problema sim senhora que exemplo.
Não foi nada, esta porra apagou-me o comentário todo pq dizia q eu não tinha as cookies activadas! Estou a instalar o computador novo e eu disse qq coisa do género:
Sô Dona Patrícia Maria, a dizer uma palavra como rabinho, logo à frente do mê amigo Adérito que me deve ter ensinado metade do vocabulário asneirento que uso hoje em dia, uma lady, uma senhora como tu que é casada e que gosta de abionzinhos e que se farta de ler!
(e agora tenho um écran preto a correr com mtas letras e acho que esta bosta vai fazer mais reboots! eu bolto!)
É castigo. 🙂 🙂 🙂
lol não é nada! Ter um portátil novo não é castigo! 😀
então eu aqui a tentar manter uma imagem de pessoa de bem e tu pumbaa, ai e tal foi o Adérito que me ensinou a dizer asneiras e tal.. que merda pá assim não dá caralho ao menos fazias de conta porra, fonix :)Então minha linda essa tua vida, já vi que andas em mudanças sim senhora, é sempre bom ver os nossos amigos bem da vida, sempre com essa boa onda, sorriso pronto e despachada.
Mas podes continuar a fazer o esforço pra parecer bem! :))
Eu só me mudo dia 1 de abril, até lá vou gramar Haia. Depois volto a Amsterdão, onde era bom que sua excelência viesse de visita. Mas traz companhia que se me fazem entrar no barquinho dos canais outra vez, acho que grito 😀
E agora "dizeindeme", desde qdo é que eu fui algo diferente de: despachada, boa onda e sorriso pronto?! :)) beijos grandes!
Da ultima vez que te vi (a boe) num jantar do Colegio parecias um bocado em baixo,triste, é bom ver esse sorriso (lindo) novamente esse bom humor e essa energia toda.
Não te preocupes eu porto-me bem eu juro que não digo mais asneiras :)a patricia ja pode abrir os olhos que eu não escrevo mais asneiras.
Eh lecas, que isso é que foi uma grande coincidência. Pois no worries, isto há sempre altos e baixos, mas 99% anda-se nos altos 😉 beijos
LOL, já abri os olhos… e vocemeces têm de compreender que eu sou uma gaja do sul, pelo que asneiradas dizem-se na mesa de café ou quando a irritação dá cabo de nós, nunca por escrito e numa primeira conversa…
Agora a sério: só há uma palavra que me incomoda a sério… e ironicamente cá por Lisboa (não sei no norte) não tem o mesmo significado que no reino dos algarves e eu fico azul quando a dizem. Sim, não sou normal. 🙂
E a palavra é…? 😀
Antes de mais, perdoem-me se ofendo em casa alheia, mas é o que sinto que devo dizer.
Concordando com algumas dos defeitos de nós portugueses, não posso deixar de lembrar que as generalizações são perigosas e injustas, como alguém já aqui disse. Se vocês estão no estrangeiro, é prque estão melhor e foi um esforço mais leve do que mexer com a situaçõa que não vos favorecia no país, certo? Um dos grandes problemas do nosso país , neste momento, é a fuga de jovens para fora do país, sejam eles qualificados ou não qualificados…e vocês fazem parte desse grupo…e, pelo que tenho lido, até estudaram em colégio, meninos de elite, portanto, colégio paga-se…esforço dos pais, claro…não se podem comparar com os nossos emigrantes de antigamente…vocês são privilegiados… mas o que fizeram ou fazem para alterar o estado das coisas no nosso país…criticam quem ficou, a vida de benesses que alguns têm( verdade)…mas e vocês, o que fazem? Vêm para outro país buscar o que não têm no nosso país…"Ask not what your country can do for you but what YOU can do for your country"…há muitos hipócritas é verdade, mas eu acho que há mais individualismo e mais gente a lutar cada um pelo seu bem estar individual…onde está o espírito colectivo, o sentido de comunidade?
Quanto ao que os alemães…um dos piores defeitos do português(caindo nas generalizações) sempre foi "o que é que vão pensar…"
Pois, independentemente de tudo, agrada-me o espírito subversivo e original do grupo em causa…certamente que a quem importa, a mensagem chega…
viva a subversão e a reacção, seja ela de que tipo for…
Estrela, eu compreendo o seu ponto de vista, até porque realmente, não me conhecendo de todo, se ler que andei em colégios, que vivo que nem uma princesa, que para mim foi tudo facilitado, essa será a ilação a retirar.
Eu não fugi do meu País, tive a sorte de ser convidada para trabalhar no estrangeiro por um período de tempo, que eu gostaria que fosse definido, mas o meu chefe em Portugal não me deu essa hipótese, por isso despedi-me dum lado pra vir pra outro, e o que era pra ser dois anos, já vai em 3 e depois logo se vê. O certo é que não foi planeado e também não foi de todo uma fuga, até pq se me lê, já terá lido que eu estava mto bem sentada em Portugal e assim que a oportunidade se apresentar, volto em passo largo de corrida. O que não volto é de cavalo pra burro a nível profissional (não falo de nível monetário) e isso é uma escolha que não depende do Governo em si mas da responsabilidade que me proponham tomar na empresa para que trabalho, que é tão grande em PT como na Holanda.
Posto isto, repito, não saí de Portugal a achar que cá fora é que é tudo lindo e florido. Assumo-me como uma privilegiada, não como elite, a minha Mãe é cabeleireira e o meu Pai era bancário e suaram muito para me poder colocar nos colégios onde andei e ter oportunidades que eles não tiveram. Os meus Tios são emigrantes, do tempo duro, em que vir pra fora era suar e não gozar.
A minha revolta, se quiser assim, é daqueles que ficam a chorar-se em casa, estejam eles em Portugal ou no Estrangeiro. Caso a Estrela não saiba, é muito Português reclamar sem sair do sítio, isto é, a comida está má no restaurante, mas não se diz ao empregado pq é capaz de ficar ofendido, então fala-se entre dentes durante todo o jantar sobre o quão mau é o prato que se está a comer. Falar com a gerência para dizer que podem melhorar, oh não, longe de nós! Que ofensa senhores!
E o princípio para a "luta" é o mesmo. É fácil lutar no anonimato e com 60 cêntimos de chamada. O que é difícil é vir pra rua dizer-se que não, que não se está de acordo, que assim não funciona.
Pergunta-me o que fiz eu, pois posso-lhe dizer que fiz parte de várias manifestações, fiz parte de equipas que escreveram livros controversos, dei a cara e a palavra. Talvez mto mais do que mta gente que ficou a viver em Portugal. Eu falo, mas actuo, e quem me conhece sabe que sou coerente.
O facto do grupo existir não me choca, parece-me mto bem. O facto de achar que a mensagem chega ao PM? Nah, o homem tem lá tempo. Está mais preocupado a assinar documentos que autorizam o gasto de milhões de euros num TGV que eu, que vivo cá fora, não me lembro de ter pedido, nem qdo aí vivia, nem agora. E ele assina sabe porquê? Pq as mesmas pessoas que telefonaram sem dar a cara para votar nos Homens da Luta, os treinadores de bancada Portugueses habituais, esses, esses mesmo que reclamam só de boca, votaram no Governo que lá está, pq cara Estrela, o Governo não se elegeu sozinho. E é isso que me chateia, que me aborrece, que me fustiga: o reclamar sem sair de casa. Odeio treinadores de bancada.
Estrela, depois de respirar e pensar bem, vou limitar a minha resposta com este pequeno comentário "Que a nossa situação está mal, é verdade, mas sabe de uma coisa, a duvida do futuro pertence a todas a gerações, todos nós tivemos esse medo, todos as gerações tiveram medo do que vinha, se iria ter trabalho, se ia ter dinheiro para pagar as contas, se ia poder dar aos filhos o que os pais nos deram, sabe a isso chama-se viver na realidade não utopias. Haa e eu vivo e trabalho no norte do país que é a parte mais afectada pelo bicho papão (crise)" fim.
Patricia fiquei sem saber qual a palavra 🙂
Estamos todos de acordo…sei quem são e a quantidade de parasitas que há …também sou de Braga, estudei em Braga, também estive fora do país e os meus pais foram dos tais emigrantes… trabalhei muito para conseguir o conforto que tenho hoje, portanto sei do que estou a falar…também sou activa nas manifestações, subversiva quando é preciso~…desiludida com revolucionários do sofá…mas os hipócritas oportunistas serão sempre os mesmos…há mimados? muitos, mas houve sempre, ou não os conheceram no vosso percurso de vida… o ser humano não mudou em nada,nem vai mudar…moldam-se quando é preciso. Os lutadores são sempre os mesmos…´
A duvida do futuro pertence a todas as gerações, é uma verdade, mas pondo de parte os oportunistas(tantos ao longo da história da Humanidade!) parece-me sempre mais positivo manifestar o descontentamento…acredito sinceramente que neste grupo de manifestantes há um boa quantidade de gente trabalhadora e activa, afinal de contas está muito em causa a atitude dda classe política que, como todos sabemos, é o que sabe em várias partes do mundo…para não falar dos jogos de pequeno e grande poder…
Não estou em desacordo convosco no essencial, mas a vida, como vocês sabem, não é só preto nem só branco…todos somos culpados do estado em que está o nosso país.
Ai Estrela, que isto não é nada fácil 🙂 E eu gostei mto de ler o que escreveram, tanto a Estrela como o Adérito e a Patrícia e a Joana.
Eu não estou mesmo contra o Jel ou o tipo de chamadas de atenção que ele faz. Acho que alguém tem de as fazer. Mas acho que está fora de lugar a comunicação social enaltecer e comparar o que o Jel faz ao que se fez há 40 anos atrás através do Fernando Tordo e numa altura em que havia PIDE e guerra a sério no Ultramar (onde o meu Pai e possivelmente os vossos também, estiveram). Acima de tudo aborrece-me incrivelmente o muito que se reclama e o pouco que se faz. Como disse antes, os treinadores de bancada mexem comigo, e deixam-me nervosa e apetece-me só bater-lhes.
Todos nós temos o nosso valor, o Jel e as pessoas que o acompanham também, e de todos, eles são os que realmente vão dar a cara, por isso, tentando ser coerente com o que disse antes nos comentários anteriores, desse ponto de vista, eles têm mto valor. Quem não tem valor, nem consciência é quem acha que fez mto por fazer uma chamada de valor acrescentado.
Garanto-lhe que se estivesse em Lisboa, este sábado saía à rua. Com todo o gosto. E se ao meu lado estiveram 20 mimados que estão lá só pq é bem, eh pa, até lhes perdoo! :)) Eu não acho que os lutadores são sempre os mesmos, eu acredito sinceramente na sorte, no pensamento positivo e nestas cenas todas de new age, com direito a segredo e essas coisas todas 😉 acima de tudo, agora a sério, acredito que somos capazes de mudar, e que nenhum de nós é impermeável à mudança, nem o mais medroso.
Eu acredito num Portugal melhor, e quero acreditar tanto que vou rezar pra com todas as minhas forças que, se estes comentários e estes posts todos serviram pra alguma coisa, que tenham servido para que as 500 pessoas que cá passam estejam todas em Lisboa no sábado em vez de ir levar os putos à natação 🙂
Um abraço!
🙂 assunto encerrado…