Porque é que me interesso tanto? Porque é que é tão importante para mim?
Neste momento é porque duas pessoas de quem gosto muito estão a passar por essa provação, e sem perspectivas liquidas de sucesso.
A minha querida Prima Zana e o meu Primo Néné estão a passar um momento muito duro. E sem bem que na minha família tudo sempre se ultrapassou com um sorriso, nesta altura não é bem assim. E eu, como um dos movimentos optimistas, pese embora o “realismo educado” do meu Tio Aprígio, acredito que é possível. Acredito contra todas as expectativas dos médicos que é viável num curto prazo combater o cancro. Quero e tenho que acreditar.
Eu sei que algum dia vou ter de me ir embora e que eles também, mas ainda é cedo. Ainda é demasiado cedo e eu PRECISO e quero mesmo muito acreditar que os cinquenta por cento da doença adjudicados ao positivismo são reais. E que fazem efectivamente a diferença.
Quero muito, mesmo muito, que eles acreditem que é possível vencer. Quero muito que eles escutem as preces da Prima que lhes diz que não há nada como lutar pela vida, pelo estar junto dos que mais amamos. Quero muito que eles não desistam antes sequer mesmo de estarem cansados.
É preciso muita entrega, muita fé, mesmo que não acreditemos em Deus, muita fé na ciência e que acreditemos que ela vai chegar a tempo de lhes salvar o couro, ou o pêlo, como dizemos em Português. Muita CONFIANÇA de que as coisas e as doenças PODEM correr “bem”!.
Estou cansada de dar alento a quem tanto tem. Por favor, o meu optimismo é realista. Mas nada pode contra o vosso generalizado pessimismo.
Eu recuso-me a acreditar “that this is it”!. Eu preciso de sonhar que quando chegar a minha vez ou daqueles que amo que vai ser/que é possível ultrapassa-lo.
Pelo amor de Deus ou da Ciência, acreditem.
Acreditem que somos um sortudos pelas oportunidades, ainda que breves, que se nos apresentam. Sejamos mais que realistas, sejamos crentes, no mínino, na Ciência.

Força, ainda que virtual, força 🙂
Não percebo porque é que normalmente o Português quando se refere ao estado "ser realista" é sempre no sentido negativo e depressivo. Ser realista é acreditar na evolução da Ciência e na competência dos profissionais que nos ajudam. Dizem [e acredito] que a predisposição do "vou conseguir", o poder da mente, destino ou força Divina [riscar o que não interessa] também tem a sua cota parte no sucesso destes casos. Força ai!
Força é pros meus primos, que a mim não me está a doer. A mim dói-me é o "realismo" de tanta gente. Esse é que dá cabo de mim. O poder da mente é grande, faz muita diferença, a psicologia já o provou. Bolas, as pessoas têm que acreditar. Têm que confiar.
Beijinhos às duas