O meu Padrinho era um SENHOR e foi o melhor Patriarca da família que já houve.
Era meu Tio-Avô mas tenho mais recordações dele que dos meus Avôs propriamente ditos.
Foi ele que nos ensinou a conduzir e nos “encartou” a todos;
Era ele que punha 5 netos a dormir ao mesmo tempo enquanto lhes contava histórias sobre assaltantes no meio do caminho pra Melgaço e a maneira como levava sempre o dinheiro guardado nas meias e uma pistola escondida no bolso! Nunca matou ninguém, mas afugentava os ladrões todos como se fosse o Zé Gato e depois deitava a fugir de bicicleta e só parava …….em Ponte de Lima! Oh pa, que saudades!
Ensinou-nos a beber Alvarinho (do bom!), a comer chouriço revilla e tapas na fronteira, a comer pão com barras de chocolate.
Conseguiu a enorme proeza de sentar à mesa 15 netos e sobrinhos e por-nos a todos a bater palmas em cima da mesa enquanto ele cantava: general, general, general pum pum todos trabalham menos o um! general, general, general pum pum todos trabalham menos o 13 o 10 e o 17!
Tio, agora pergunto-te eu a ti. Ouve lá, tu antes de te ires embora há cinco anos: fechaste o gás? Fechaste a água? Desligaste o ferro? Fechaste a porta à chave?
Meu querido Tio, onde quer quer estejas: ÉS O MAIOR!!
E para o avô Aprigio não há nada nada…
TUDO, (como ele diria) AFERRIA A; AFERRIE e AFERRI I; AFERRIO O;


É tão bom ter-mos referências destas. Valem mais que muitos mestrados!
beijos
Canté! Como diria o meu Tio!
(Canté é dialecto pra Can te dera, que é uma mistura de Galego com Português e quer dizer: quem te dera! E que nós traduzimos em Português para algo como: olarilas!) beijos