Coisas que me encanitam profundamente nos divórcios

– Irresponsável, negligente, não gosta da criança – mãe que dá a guarda dos filhos ao ex-marido.

– Está-se a cagar, quer é putas e vinho verde – mãe que tem guarda partilha com o marido, uma semana cada um, ou vários dias por semana, consoante a disponibilidade das partes, sem qualquer problema entre ambos.

– Sacrificada, uma verdadeira mãe – mãe que só permite ao marido ver os filhos aos fins de semana.

– Puta de merda, cabra – mãe que não deixa o marido ver os filhos, nem com ordem do tribunal, e exerce alienação parental.

Isto é o que eu oiço todos os dias, e que me põe os nervos em franja, porque os juízos de valor que se fazem são efectivamente uma coisa linda, que devia ser banida inteiramente do planeta, mas que não é possível porque ainda existe muita gente burra por metro quadrado.

Entenda-se que, salvo no caso das crianças terem sido maltratadas fisicamente (com provas disso) e/ou abusadas, caso o Pai deseje ter as crianças consigo, não vejo problema nenhum nisso. Idealmente, para mim, uma semana para cada um dos Pais, é algo bastante exequível e que deveria ser a regra.
Acho dum egoísmo e duma crueldade imensa que a mãe ou o pai privem a criança da companhia de um deles.

Tenho um amigo cuja filha tinha dois anos quando os Pais se separaram, e ele ficou com a guarda da miúda porque a criança é vidrada no Pai. E hoje em dia a pipoquinha é muito feliz, vai pra casa da mãe sempre que quer, e passa o resto do tempo com o Pai.

Deixem de achar que os filhos são vossos porque os carregaram e os pariram, os filhos foram feitos por ambos, educados por ambos, e gostam de ambos, e como dizia o artigo, o que matou o vosso casamento foi gostarem mais dos filhos que do vosso marido. Assumam-no. Mas não façam disso o ponto de honra, os vossos filhos não precisam de gostar mais de vocês que dos vossos ex-maridos. Que tal equilíbrio e bondade?