O que tu não viste

Quando duas pessoas se zangam há sempre coisas que nós que estamos de fora não vimos. Viste sofrer uma delas e ficaste triste por ela. Mas não viste o que o outro, que aos teus olhos é o vilão, sofreu.
Também não assististe a tudo, não escutaste as conversas, eras muito novo e não entendias bem. Só viste o desfecho, não viste o início.
Não ouviste as palavras duras da terceira e da quarta pessoa e tomaste partido.
E eu não fui muito diferente porque consenti que me calassem.
Tu lembras-te da mágoa do que amas, eu lembro-me das palavras de todos os que amo.
É certo que a uns devo tudo, e aos outros pouco. Mas aos outros devo muitos momentos de alegria quando era pequena, naquela altura em que todos só olhavam pra ti e eu estava esquecida por já ser grande. É isso que eu não esqueço. Eu era a mais importante pra ela, mais que tu. Eu é que era igual a ela, não eras tu, embora claramente fosse minorca.
Cada um fez o melhor que pôde e soube e cada um se empenhou em magoar o outro mais profundamente à medida que a mágoa própria crescia. Uma espécie de mancha de petróleo que lentamente se vai espalhando e que escurece o coração. E tudo, como seria de esperar, em vão.
Enterraste as lembranças, mas eu não.
Queres uma passinha?
Vá, dá-me a mão pra adormeceres.
À mesa de Deus nosso Senhor não se canta menina!
Chuva de rebuçados!
A mulher e a espada quer-se da mais alongada!
Eu gosto é disto assim, com muita gente e todos juntos à mesa, isto é que é um Natal. O meu mais novo fala muito porque sai a nós, sai ao nosso lado.
Queres sugus? Dou-te sugus se não disseres que nos viste aos beijinhos, ok?
Tu não te lembras, mas eu lembro-me e é por isso que vi tudo, não vi só um lado. É por isso que hoje não estou zangada, não tenho mágoa. A ti perdoo-te a ignorância. Mas jamais seria capaz de me perdoar a mim própria se não tivesse tentado entendê-la e aceitá-la. Porque ela gostava muito de mim, mesmo depois de eu me calar e desaparecer. Se ela me perdoou isso, eu posso perdoar muito mais e não é porque ela esteja a morrer.


XVII CELTA – hoje e amanhã no Theatro do Circo em Braga

Há mais de 3 anos que não assisto a um Celta. Tenho muitas saudades, pra mais no Theatro do Circo.
Este ano vou lá estar a rever amigos, receber beijinhos na testa que tanto gosto, e a rir-me com o meu irmão, o “palhaço” de serviço na apresentação e fecho do Festival.

Apareçam!

 Nos dias 3, 4 e 5 de Dezembro de 2010, a Azeituna apresenta o XVII CELTA no Theatro Circo em Braga. Como factor de entretenimento acrescido para o público presente, as temáticas do festival têm contribuído para diferenciar o CELTA no panorama nacional de festivais de tunas. O tema desta edição é o Cinema, prometendo trazer momentos memoráveis do mundo cinematográfico às actuações dos participantes.
Esta edição do festival surge reforçada com uma prenda da Azeituna para a cidade de Braga. No dia 5 de Dezembro às 17 horas irá ter lugar no Theatro Circo o espectáculo de um dos maiores mestres da música tradicional portuguesa, Júlio Pereira (www.juliopereira.pt).
Estamos certos de que, à semelhança das anteriores edições, este XVII CELTA irá ser um sucesso pela qualidade das Tunas participantes e também graças à alegria do viver minhoto que o público sempre faz questão de mostrar.

Tunas a Concurso:
Estudantina Universitária de Lisboa
Hinoportuna – Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Magna Tuna Cartola de Aveiro
TEUP – Tuna de Engenharia da Universidade do Porto
TUA – Tuna Universitária de Aveiro
TUIST – Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico
TMUC – Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra
Tuna da Universidade Católica Portuguesa – Porto

Tuna extra-concurso:
Azeituna – Tuna de Ciências da Universidade do Minho
Tuna Universitária do Minho

Participação Especial no dia 5 de Dezembro:
Júlio Pereira

Preço dos Bilhetes:
Dias 3 e 4 : 5€ | 7€ | 9€
Dia 5 : 7€ | 9 €

O preço varia de acordo com o lugar pretendido

Para mais informações:
www.azeituna.pt | www.facebook.comazeituna.tcum
azeituna25@gmail.com
Tel/fax: 253 610 738
Tlm:91 417 84 89 /  91 628 76 27 / 96 181 36 85 / 96 494 58 96

Porque elas também andam aqui

Algo de recorrente e contínuo nos status das minhas Primas Mané e Joana (e nos meus) no Facebook é alguém comentar e dizer:

ahahah, és tão engraçada!

ahahah, já me fizeste rir!

ahahah, onde é que arranjas estas palavras! ahahahah

O meu irmão, o Jorge, a Cátia e o Miguel não têm FB senão teriam exactamente os mesmos ahahahah e o resto dos comentários que assistem aqui as Primas.
A minha Prima Cláudia que por cá anda também, sabe que lá em casa: sempre se falou assim.
Nós não fazemos por ter piadinha, até porque gostamos pouco de ser palhaços. É natural, como a sede, percebem? Ou melhor, faz parte do embrulho que somos cada um de nós.
E o facto de ser comum a todos é algo de: fixe. É o que faz com que, menos trinca mais trinca, sejamos todos família. A linguagem é partilhada e entre nós a única coisa que comentamos é: vê lá se te cai um dentinho com a graça!