A minha querida recém-adquirida amiga Joaninha, com muito carinho ofereceu-me no outro dia um poema que achou adequado p’ra mim.
Peguei no dito, dentro de uma mica ficou, agarradinho à minha secretária e quando sinto as forças mais baixinhas leio-o e fico com energia e sinto-me mais forte.
Obrigado amiga linda!
Espero que também vocês possam aproveitar, e quem já conhece, que o re-leia e se encha de força também.

Somos nós que fazemos o destino
Chegar à Índia ou não
É um íntimo desígnio da vontade.
Os fados a favor,
E a desfavor,
São argumentos da posteridade.

O próprio génio pode estar ausente
Da façanha.
Basta que nos momentos de terror,
Persistente,
O ânimo enfrente
A fúria de qualquer Adamastor.

O renome é o salário do triunfo.
O que é preciso, pois, é triunfar.
Nunca meia viagem consentida!
Nunca meia medida,
Do vinho que nos há-de embriagar!

Miguel Torga “Vasco da Gama”

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