Noite em Braga

Há muitos anos atrás, Braga chegou a ter o que se considerava, uma das melhores noites do País. Se não estou em erro, foi entre meados dos anos 80 e inícios dos anos 90.
Entretanto foi-se deteriorando e ficou o que se pode considerar, uma absoluta tristeza, ou melhor dito: um tédio.
As pessoas passaram a ir até ao Porto sempre que possível, até porque a nova auto-estrada na altura o possibilitou e enfim…
Após 7 anos de obras o Teatro do Circo voltou em força e com uma qualidade de espectáculos extraordinária.
Há bares e cafés diferentes, numa vertente mais cultural, com exposições, concertos de bandas de Jazz e Bossa Nova, sítios bem decorados e bonitos, mas pouco explorados (mais haverá para descobrir – óptimo!)
Este fim-de-semana tive a oportunidade de ver a noite de Braga reavivar.
Há um mês atrás alguém teve a ideia de fazer uma festa na Quinta de Infias chamada: A Festa do Vinil.
O êxito foi enorme e passado um mês fizeram outra festa à qual deram o tema: O Pirata das Caraíbas.
Se fui vestida de pirata? Nem pensar, não gosto de disfarces! Mas a festa estava espectacular, com música de anos 80 e 90, de qualidade o que chamou malta…da minha idade e superior.
Quem lá estava? Amigos que ao fim de muito tempo se juntaram com as esposas e maridos, namorados e namoradas, amigos de longa data e deixaram os filhotes com os avós porque finalmente tiveram algo que lhes desse motivo para tal.
Em suma, encontrei imensa gente que já não via há muitos anos, todos bem dispostos, com vontade de conversar, dançar, rir, beber uns copos e prolongar a noite até muito mais tarde que o costume.
Não havia a onda do engate, o pessoal já passou a fasquia dos 30 na sua grande maioria o que deu azo a que, mesmo sem conhecer os outros, brincassem e falassem sem demonstrações de ciúmes ou ilações, conhecer pessoas novas, gente gira, os amigos dos amigos, como costumo dizer: foi uma verdadeira PEDRA!
Venham de lá mais festas, venha de lá o reavivar de eventos que deram nome à cidade, não só pela sua beleza histórica, mas também pela beleza de quem lá vive e sempre gostou de VIVER e curtir os dias em que por cá andamos.

5 comments:

  1. E eu aqui tão perto e sempre tão longe!… Nos meados dos anos 80, inícios de 90, “a noite” de Braga era engraçada, mas (se calhar é sempre assim!) muito repetitiva…

  2. lélé, os cromos são sempre os mesmos! :)) O truque está em não repetir os mesmos, ou perdê-los de vista alguns tempos e daí passa-se a ter mais gosto em coleccioná-los outra vez! ;)))

  3. Nao tava…tinha ido sair ao porto, triplex..lá está:estamos tão habituados à falta de oferta bracarense que já nem me inteiro das novidades!
    Já percebi q tens vindo cá mais vezes.Temos q nos encontrar, tenho mtas news p te contar!
    BJS
    Nuska

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