Tenho lido bastante ultimamente, nem sempre livros de qualidade porque fiz umas opções um pouco sui generis. Do Amin Maalouf (de quem gosto imenso) comprei o “O Século Primeiro depois de Beatriz” e o Samarcanda.
Acabei de ler o primeiro há duas semanas atrás e confesso que não gostei lá muito. Pela primeira vez em quase 10 anos acabei um livro dele a pensar: ouve lá, e se te continuasses a dedicar à História passada em vez de tentares o futuro? É que isto não tem jeitinho nenhum!
É todo escrito com base na hipótese de os seres humanos estarem a manipular a fertilidade para que as mulheres tivessem só filhos do sexo masculino. Com base nas tradições orientais e chinesas, e inclusivamente as retrógadas ocidentais, em que o primeiro filho deveria ser um Homem. A partir daí começa uma espiral de “e se?” que achei um pouco descabida. Falou de adopções feitas pelos “Países do Norte” aos “Países do Sul”, e do facto de um Padre Protestante tentar vender as crianças do Sul ao Norte, o que promove um conflito sem precedentes por toda a Europa e EUA.
Que grande disparate, pensei. Como se fosse possível que o Estado de Direito actual permitisse uma venda de uma criança! E hoje, leio isto, onde muito possívelmente Maalouf se inspirou:
(in Jugular by Rui Herbon)
Ainda assim, sou muito inocente Senhores! Afinal Amin Maalouf não é futurista. É realista.

É uma realidade que choca mesmo.
bjs
Oi, um grande abraço do Brasil!!
Obrigada 🙂 Um de Portugal pra si!