Um dia vou conseguir berrar ao mundo que consegui. Que fui capaz. Que encontrei e que mudei.
Um dia o mundo vai-me dizer a mim: até que enfim.
Um dia vou descansar e aborrecer-me.
Vou conseguir descompor tudo o que compus, só pelo prazer de volta a recompor.
Tratar de construir lego a lego, peça a peça, todo aquele mundo que imaginei atrás das almofadas azuis do meu primeiro quarto. Tinha chávenas de chá e comida a fingir. E até me obedeciam, olaré.
Eu quero conseguir. Eu vou lá chegar. Não sei como, porque estou cansada. Quero depor as armas e desistir. Mas algo me diz que pedra a pedra. lá se chegará. Ou não. Ou talvez tenha que ser mesmo assim. E nesse caso já não é desistência. É destino!

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