Quando quero sou muito prendadinha, graças a Deus!
Esta caixinha foi forradinha por mim com muito papel, muita tape (não havia agrafes porque sou uma alta azelha e não consegui acertar com a colocação dos ditos naqueles agrafadores pistola brutais que adoooro!), um lápis e uma tesoura, e é claro, reeeeeesmas de amor fofinho!
Esta caixa guardou os livrinhos do Amigo Secreto que aparecem na foto a seguir, e que receberam as palavras de incentivo e de carinho de animados e animadores.
O meu amigo secreto era daqueles que … pronto, não consigo ser simpática aqui: eu não suporto o gajo. O puto já tem 19 anos e eu se pudesse dava-lhe um tabefe por cada ano. Quando vi o nome dele na minha mão fiquei pálida, quase chorei de desgosto. Rais parta, no meu último campo, e vai-me logo cair aquela coisa. Eu sei que isto é muito mau, mas é que no ano passado o tipo pôs-me doida, tenho cabelos brancos que foi aquele gajo que fez crescer!!
O certo é que o tipo este ano se portou muito bem, e ainda deu origem a toda uma sequência de fotos de ir às lágrimas.
Não sei como raio é que aconteceu, mas cada vez que posava pra uma foto fazia as poses das modelos eróticas naqueles posters de garagem de mecânico. Eu sei que não estão a ver, mas imaginei um fulano caparroso, com metro e 80, um olho a olhar pra Espanha e outro pra Portugal, com a perna completamente cruzada, o cotovelo traçado por cima do joelho e a mão na cara como se tivesse a mandar beijos!
Indiscritível!
E depois houve toda uma sequência de fotos minhas a imitá-lo, ou melhor, eu pedi-lhe (sou mesmo porca meu!) pra ele me ensinar a posar de cada vez que me estavam a tirar uma foto.
Lindo!
Mas como até sou boa pessoa, tive uma amiguinha secreta fabulosa, a M., que é uma querida e fez o trabalho como deve ser e não só escreveu, como se aproximou aqui da minha pessoa ao fim de mais de 5 anos.
Quando a conheci ela tinha 12 anos, era uma trombuda horrorosa, fez do meu primeiro fim de semana de fagulhas, juntamente com o Ed e o Dani, um verdadeiro pesadelo. Nunca mais fiz Fagulhas (dos 11 aos 13), só pra terem uma noção do difícil que foi a miúda. Entrou de cara fechada a dizer que não queria lá estar, não fez rigorosamente NADA, não falou com ninguém, não participou num único jogo, e não lhe conseguimos sacar uuuuum único sorriso!
Este ano com 16, foi a revelação. Já nos outros 2 anos anteriores a coisa tinha sido boa, a M. já era crescidinha, já era mais que uma animada, era uma animadora.
Mas este ano, a M. transpirava paz e tranquilidade, estava e é uma autêntica mulherzinha. E foi nosso braço direito e esquerdo quando já não aguentávamos com uma gata pelo rabo.
Esta caixinha e estes cadernos transbordaram de palavras bonitas e eu tive direito a coisas como:
– Gosto muito de si!
– Quero agradecer pelo apoio e conselhos que me deste, adorei conversar contigo
– És grande! És a maior!
– És uma pessoa muito alegre e corajosa e fofa
– Você pra mim é como minha Mãe.
E afins, pra mim e pros outros 16 animadores que tiveram o enorme privilégio de animar um grupo de 36 Labaredas, mortos, podres, rotos de cansados, mas mais felizes, é impossível.

és gira.
Adeus…
És fixe!
Um dia apresento-te os "meus meninos". Se pudesse levava 12 deles pra casa.Não eram todos, eram só 12. Mas eles comem muito e eu nunca mais ia ter comida pra mim e pra Petzi. 😉
Beijos, até já!