Não há nada melhor que “os meus putos“.
Ninguém me deixa tão contente como eles.
Mais ninguém me ouve dizer tantas vezes: gosto mesmo muito de ti.
São aqueles que fazem o meu coração transbordar de amor, amor a sério, daquele amor de entrega total, aquele sem reservas que no dia a dia sou tão récia a usar. Com eles não há muro nem muralha, nem castelo que se consiga defender dum ataque de meladice ternurenta. (pirosa!)
Ontem uma delas fez anos e telefonei pra dar um beijinho. Ela que é a que diz sempre “detesto cenas lamechas”, “não sou nada de abraços e muito contacto”, é a que abraça mais forte na hora H. Ontem quando lhe disse: sabes que gosto muito de ti, não sabes? E ela riu-se e ficou toda encavacada, e deu mesmo pra perceber que no espaço dum segundo a felicidade lhe entrou pelo ouvido, passou direitinha ao coração e subiu em forma de gargalhada. E eu ganhei o dia. E a semana. E o mês!
Como sou uma sôfrega, tentei ainda falar com uma das minhas meninas favoritas, mas não consegui porque não se ouvia um caroço. E “ao acordar de manhã, vi um sol grande e bonito” e um sms que dizia: Sofia! Que alegria! Hoje vou dormir mais contente porque me ligaste!
E oh pá, o meu coração quase que arrebenta de saudades e em 3 segundos passam aqueles flashes do “mas porque é que tenho que estar tão longe?!?!” e depois lembro-me do meu lema de “longe mas perto” e aguardo pacientemente pela hora a que posso telefonar pra dar um alô e saber das novidades.
Se eu pudesse adoptava-os assim em barda, era logo um grupo de 12! Strau!!
Lembram-se duma telenovela que dava quando nós éramos miúdos com um tipo que era surfista e tinha uma casa cheia de filhos adoptados e todos adolescentes? Chamava-se Top Model e entrava a Malu Mader e a música principal do casalinho era o “Right here, waiting for you” do Richard Marx, e a Hey Jude, mas em brasuca, e eu achava aquilo o máximo e chorava e tudo e hoje quando a ouço só não vomito porque aos nossos tempos de adolescente perdoa-se tudo.
Um dia vou ter uma casa assim! Um dia vou poder trazer pra minha casa “os meus putos” e tê-los todos à mesa a falar ao mesmo tempo, uns por cima dos outros e poder abraçá-los quando eu quiser e beijá-los quando eu quiser e mandar vir com eles quando eu quiser, e apoioá-los tanto quanto puder e acordá-los logo de manhã com um: diz que me adoras!
Eu adoro-te!!!
(Piroooosa!)
Hoje acordei assim, irreversivelmente de bem com o mundo e de coração cheio.
