Fall of Giants is over

Finalmente acabei o Fall of Giants. Comprei-o em Janeiro e desde então passaram-se 5 meses. Normalmente sou bem mais rápida, mas como o livro era pouco transportável (é um autêntico tijolo, abre a cabeça a um gajo em menos de 3 segundos), sobraram os tempos de leitura antes de dormir e avancei mais lentamente.

O livro é bom, é mesmo muito bom. É um documentário romanceado sobre a Primeira Grande Guerra Mundial. O Ken Follet começa em 1911 e termina em 1923 a contar as estórias de 5 famílias: uma russa, uma americana, uma Galesa, uma Inglesa e uma Alemã. As vidas dos personagens enlaçam-se durante o desenrolar da Primeira Guerra Mundial e ajudam o autor a explicar a mudança dos tempos, o fim da Monarquia em muitos Países e o ascendente dos trabalhadores ganho através de revoluções constantes do proletariado industrial do início do século XX. 

Conta a Revolução Russa Bolchevique, o antes (com Tsar) e o depois (com Lenin), a primeira intervenção na Europa da Presidência dos Estados Unidos, o início da utilização de gases letais (introduzida pelos alemães e pelos ingleses na WWI) e metralhadoras, a Greve dos Mineiros no País de Gales, o funcionamento da Política Inglesa e a queda da aristocracia, as batalhas de Somme e a do Chatêau-Thierry em França, a crise profunda em que mergulhou a Alemanha durante e após a WWI, o movimento das Sufragettes, e tudo o que possam querer saber sobre esta época, até sobre o aparecimento da arte deco ele fala, e conta tudo com um detalhe que denota uma investigação muito completa e aprofundada que vale mesmo muito a pena ler.
Eu sempre gostei muito de história, mas sempre gostei que ma contassem, não que me pedissem pra decorar factos e locais e momentos. Ler os livros do Ken Follet, por pouco transportáveis que sejam, dá-me uma perspectiva e um conhecimento extraordinários que de outro modo nunca conseguira ter.

Este é apenas o primeiro livro da Triologia a que se propôs sobre o século XX.
O segundo vai ser sobre a Segunda Guerra Mundial, e vai compor as mesmas famílias, sendo que nenhuma delas é Judia. Estou morta por saber como é que se vai deslindar.

Agora vou ali mergulhar no Milan Kundera, que já percebi que vai ser devorado num abrir e fechar de olhos. Há mais conteúdo neste livro sobre a filosofia com que encaramos a vida, que em dezenas de palha que por aí anda.


Hoje prometi a mim mesma não fazer rigorosamente NADA a não ser cuidar de mim, da leitura e é claro, dar mimos à Petzi.
Tot ziens!

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