Eu não tenho filhos mas às vezes perco todo o instinto maternal que me sobra, basta-me uma viagem de avião. Eu sei que é muito mais fácil controlar um cão que uma criança, mas se eu eduquei um cão a saber estar dentro dum espaço confinado, os Paizinhos de muito boa criancinha poderiam fazer o mesmo.
Alias, num avião, num aeroporto, numa repartição de finanças, na loja do cidadão, na praia, em qualquer espaço publico onde estejam presentes. Não falo das birras de sono, nem dos bebés com fome ou cólicas, que nessas alturas tenho pena é dos Pais. Há mínimos como não deixar que façam corridas (há muito espaço na praia, não e preciso correrem ao lado da minha toalha e encherem-me de areia), tirarem o som a porcaria da maquineta de jogos, pedir aos miúdos para falarem baixo, acima de tudo respeitarem o espaço dos outros que não são obrigados a levar com os filhos que eles decidiram trazer ao mundo.
Acordei as 4 da manha, há dois dias que durmo 5 horas e numa das salas de espera da Portela dois casais deixam os miúdos entreterem-se em mini-maratonas na rampa de pessoas inválidas enquanto um deles contava o numero de voltas em alto e bom som e a nova amiguinha e a irmã saltavam e aterravam na “meta” que era o fim da rampa oca: pum! pum! pum!
Alias, num avião, num aeroporto, numa repartição de finanças, na loja do cidadão, na praia, em qualquer espaço publico onde estejam presentes. Não falo das birras de sono, nem dos bebés com fome ou cólicas, que nessas alturas tenho pena é dos Pais. Há mínimos como não deixar que façam corridas (há muito espaço na praia, não e preciso correrem ao lado da minha toalha e encherem-me de areia), tirarem o som a porcaria da maquineta de jogos, pedir aos miúdos para falarem baixo, acima de tudo respeitarem o espaço dos outros que não são obrigados a levar com os filhos que eles decidiram trazer ao mundo.
Acordei as 4 da manha, há dois dias que durmo 5 horas e numa das salas de espera da Portela dois casais deixam os miúdos entreterem-se em mini-maratonas na rampa de pessoas inválidas enquanto um deles contava o numero de voltas em alto e bom som e a nova amiguinha e a irmã saltavam e aterravam na “meta” que era o fim da rampa oca: pum! pum! pum!
Esta cena durou uns bons 20 minutos ate que me passei e olhei pras criancinhas com cara de poucos amigos. Como ignoraram o meu olhar propositadamente, levantei-me e fui mandá-los parar. Como aparentemente nao queriam aceitar um pedido que nao compreendiam (muito embora lhes tivesse explicado que ali nao era sitio de corridas e que eu tinha 5 horas de sono em cima coisa que me deixava cansada) passei-me definitivamente e parei a miuda que insistia na corrida com uma mão erguida e um “stop” seco e audivel. Finalmente veio de lá o Pai duma delas e disse-lhes que se fossem sentar, olhando-me a mim com cara de poucos amigos.
Nem sequer pediu desculpas e ainda ficou lixado por eu ter chamado a atenção.
Nem sequer pediu desculpas e ainda ficou lixado por eu ter chamado a atenção.
Os outros Pais nem se mexeram.
Mas que grandes atrasados mentais!
Quer dizer, eu tenho uma cadela que nao tuge nem muge e nao incomoda, e ainda paga bilhete, e tu nao tens mão nos teus filhos?!
Afinal, fui eu que os pari? Se não, porque raio tenho eu que levar com eles??
Afinal, fui eu que os pari? Se não, porque raio tenho eu que levar com eles??
Ah e tal, e’ dificil. Uma pinóia.
Educação minha gente, educação. Primeiro vossa e depois deles.
Se não os conseguem controlar, deixem os “animais” em casa.
Se não os conseguem controlar, deixem os “animais” em casa.

Um beijo e um abraço para você. Já.
Já ouvi pais a desculparem-se com o "são crianças…". Pois são, e vocês são pais, educam e definem regras. Dá trabalho? Azar, faz parte, não é só rambóia. Os meus sobrinhos, p. ex., não têm noção de respeito pelo espaço dos outros, e se fossem os únicos! Faz-me imensa aflição haver quem pense que educar as crianças para não se fazerem notadas ou incómodas é ser ditador.
Ou castrador. Que é o que pensam os Holandeses na sua maioria. Estas crianças eram filhas de Portugueses e de Holandeses, e educadas na Holanda. Não é que os Portugueses sejam melhores, mas no limite não olhavam pra mim de modo atravessado por ter impedido o chinfrim que ia naquela sala de espera.
Um abraço e beijo pra si também 😉