Mandello é a Foz do Arelho dos Milaneses, pelo menos a avaliar pelo aspecto da fauna de Domingo na pastelaria matutina. Nota-se que há dinheiro e não é de hoje.
O Lago di Como é lindo, soberbo, uma vista de montanhas cor e luz que nos entra pelos olhos dentro e que me deixou fascinada, nunca pensei que pudesse ser tão, mas tão precioso.

Lago di Como

Varenna

Varenna

Lago di Como

Lago di Como

Lago di Como

Varenna

Varenna
Varenna

A vilazinha pouco oferece excepto a ideia de que a qualquer momento podemos ser puxados para dentro dum filme, tendo em óbvia conta que a casa onde ficamos proporciona completamente essa sensação. É antiga e elegante. Precisa dumas obras por fora mas se as fizerem perde o carisma.

Casa em Mandello di Lario

Casa em Mandello di Lario

Casa em Mandello di Lario

Casa em Mandello di Lario

Casa em Mandello di Lario

Tem um jardim enorme e uma varanda da qual não pude disfrutar porque o passo é acelerado, mas pretendo voltar. Vi Varenna e Bellagio.

Bellagio

Bellagio

Bellagio

Bellagio

Bellagio
Bellagio

Ambas possantes, cheias de charme dos anos 20, de casas coloridas e antigas e no meio de um lago que lhe dá aquela impressão que uma enorme festa esta pra acontecer a qualquer momento no Grand-Hotel. Um dia gostava de ter baldes de dinheiro pra poder la passar uma semana inteirinha, só a olhar pra esta vista.

Zurique

Tenho uma palavra pra descrever Zurique: CARO.
É sem duvida uma cidade cheia de banqueiros e industriais carregados de papel. As pessoas ostentam Porshes, roupas Oscar de la Renta e Valentino, enfeitam-se com jóias da Cartier e da Tiffany’s. Os supermercados são extremamente organizados e um kilo de tomates custa aproximadamente 4 euros.

Zurique

Zurique


Zurique

Zurique

Zurique

Zurique

Zurique

Confesso que nem o facto de ter tido a sorte de gozar uns maravilhosos 29 graus (que abrilhantaram o dia) fez com que eu achasse a cidade algo de extraordinário. Tem o Lago e o rio que a embelezam sem dúvida e a tornam mais fresca, mas não deixa de ter a aparência Suíça: certinha como um relógio. A Zurique falta-lhe algo, não sei bem o que, talvez emoções, algo que os Suíços escondem num bolso já que é feio perder a têmpera ou fazer algo espontâneo que lhes desregule a agenda traçada a régua e esquadro com tanto aprumo.
Em bom da verdade a conversa com uma amiga que vive na Suíça desvaneceu o encanto inicial. Continuo a achar que é um dos Países mais extraordinariamente belos por onde já passei, mas não poder fazer barulho na própria casa depois das 22 (ou seja, nada de jantares ou festas em casa) e ter máquinas de lavar roupa comunitárias com um calendário de utilização anual (tem-se direito a dois dias de utilização de 15 em 15 dias) é algo que desarranja a minha espontaneidade, arruina a minha vida social e me faz pensar duas vezes antes de escolher a Suíça como novo spot, não va eu ter que deixar de ser quem sou e como sou. Pagar 18 francos por uma ida ao cinema e nunca menos de 30 pra ir ao teatro ou a um concerto também não me pareceu particularmente atractivo. E nem vos falo muito dos preços dos restaurantes mas para terem uma ideia uma salada custava 15 a 18 francos (entre 12 e 16 euros) e o prato principal no mínimo 22 francos (19 ou 20 euros) Como a minha empresa esta em Zurique teria necessariamente de trabalhar nesta cidade e aprender alemão e falar Swiss-German que os Suíços dizem orgulhosamente ser tão parecido com o Holandês que lhes permite compreendê-lo. A mim só me pareceu que cuspiam e arranhavam os grrr ainda com mais força o que, obviamente, dispenso claramente.
Mas fui descendo na direcção de Itália e, novamente boquiaberta com a paisagem dos Alpes, cheguei a Bellinzona onde toda a gente fala Italiano mas é dez vezes mais educada. Ora se calhar assim ate era gaja pra mudar de sitio. Por exemplo para Lugano, que parecia Geneve porque roda em volta do Lago Lugano mas as pessoas eram muitissimo mais simpáticas e perceptiveis. Entender a lingua é algo crucial, entender as cartas que nos chegam a casa é quase tão genial como mudar de País. A paisagem continua a cortar a respiração e a comida é agora tão boa quanto em Italia.

A caminho de Bellinzona

A caminho de Bellinzona

A caminho de Bellinzona

A caminho de Bellinzona

Bellinzona

Bellinzona

Bellinzona

Bellinzona

Bellinzona
Bellinzona

Fica por isso claro que sou muito gaja pra me mudar pra Suica, mas claramente pra zona Italiana. Sou uma fácil e basta-me boa comida, bom vinho, bom clima (no sul da Suíça vi imensas oliveiras e até palmeiras!), gajos giros (o espécime italiano non-gay é tao bonito) e uma paisagem idilica e sou feliz. E com toda a certeza uma máquina de lavar roupa em casa e só pra mim que isto de só poder lavar fraldas borradas 15 dias depois do acontecimento faz-me alguma (muita) gosma.

De Geneve a Interlaken

Só vi Geneve do carro porque cheguei tarde à cidade e estava, obviamente exausta.
O Hotel onde ficamos ficava a 9 kms do centro de Geneve, ou seja, em França. Cool, ah?
Estava cheio de ursinhos e era muito girly e amoroso, roçando até o piroso, mas recomendo-o vivamente se quiserem visitar a cidade porque em Geneve mesmo não se encontra nada por menos de 110 euros o quarto. Este custou 70 euros (se não estou em erro) e apesar de homem que é homem ser capaz de vomitar à entrada só pela decoração, eu curti à brava.

Hotel perto de Geneve

Hotel perto de Geneve

Hotel perto de Geneve

Hotel perto de Geneve

Acordei tarde e calmamente fui-me dirigindo pra estrada nacional que liga Geneve a Interlaken.
Foi aí que me apaixonei.
Este Pais é um postal, é estupidamente bonito.
Agradeço do fundo do coração as dicas que me deram pra viagem e que me trouxeram até aqui. É impossível não se gostar da Suíça depois disto.
Almocei no topo duma montanha pequena, na relva e em silêncio. Um dia ainda venho pra cá viver.

(estas fotos são da viagem entre Geneve e Interlaken, inclusive)

Algures em Geneve

Algures em Geneve
Algures em Geneve
Tuga que é Tuga, tem que ter o cachecol do FCP ou do Benfica, o da Selecção, e não vá o diabo tecê-las, espetar com as Quinas no vidro detrás, nunca se sabe se a matrícula Suiça não confunde o pessoal, é melhor deixar tudo preto no branco!

A caminho de Interlaken
A caminho de Interlaken

A caminho de Interlaken – a Petzi estava a curtir a paisagem, sai à dona!

A caminho de Interlaken
A caminho de Interlaken

A caminho de Interlaken


Ele há coisa melhor na vida que laurear a pevide?

Estilo Suiço

Um dia vou ter bué da guito e vou poder comprar jóias destas! Ou então tiro fotos, também é bem.

Precisão Suiça

Têm sorte eu não gostar de chocolate…

Berna

Berna é bonita. Não sei porque motivo, mas senti-me dentro dum filme da segunda guerra mundial, mais do que quando fui a Berlim. Quiçá porque o dia estava cinzento e nós estávamos muito cansadas. Não posso dizer que tenha visto muito de Berna, até porque chovia tímida e aborrecidamente embora a cidade convidasse a mais. 
Berna
Berna

Berna

Berna – o verdadeiro cu de chumbo!


Berna – pronto, assim de lado fica bem!


Vi o jardim com vista pros ursos, o relógio e a rua toda do dito (não me peçam nomes que eu mal sei o meu) e gostei muito. 
Berna
Petzi vai a Berna
Berna
Berna – isto será como a malha?
As lojas “embutidas” nas caves cheias de roupa inovadora e diferente deixaram-me KO e ainda bem que não vi os preços senão aí é que tombava.
Berna
Berna
Voltarei um dia com mais tempo e com um bom livro de mistério que me ajude a entender o Suíço que desenhou uma das zonas mais bonitas, Senhor esse que dizem as mas línguas ser amigo dos nazis, muito embora os Suíços jurem a pés juntos que nem pensar. Deve ser um bom livro.
No caminho de Berna para Geneve havia pomares atrás de pomares e o céu estava soberbo.

De Strasburgo à Suiça

Les Ardennes

Les Ardennes – Luxemburgo
Saímos do Luxemburgo cedinho em direcção a Strasburgo. Passamos nas Ardennes de que tanto gosto. Foi só o início da melhor viagem que já fiz. Quando fechava os olhos todas as noites via as paisagens a passar diante dos meus olhos. Quem me dera que fosse assim todos os dias.
Strasburgo é mesmo bonita, está tudo maravilhosamente decorado e cheira a chocolate pelas esquinas. 
Strasburgo
Strasburgo


Strasburgo


Strasburgo

Strasburgo


Tudo roda à volta do Natal e das tradições Alsacianas. Não sei se foi das explicações da Prima Vicenta, mas acho que tudo tem a ver com comida. O prazer de comer e cozinhar é de família, logo não é de estranhar que a minha visita tenha sido toda ela “carburada” a comida Alsaciana.
Tenho que me encher de coragem para ir enregelar até lá nos mercados de Natal, deve ser qualquer coisa do outro mundo. E comer o Kugelhopf de Natal!
A Catedral está ao nível dum Mosteiro da Batalha. Adoro Catedrais e esta não ficou nada atrás da de Colónia.
Strasburgo
Strasburgo
Comemos e bebemos de forma opípara no Au Renard Prêchant e Strasburgo conquistou-me pelo estômago. 
Strasburgo
Strasburgo
Strasburgo
Strasburgo
É uma cidade burguesa, rica, cara, mas em que viveria facilmente. Não me importava nadinha.
Strasburgo
No dia seguinte de manhã passamos uma hora a procura das chaves do carro, vi a minha vidinha a andar pra trás que é como quem diz, a minha roadtrip a ir c’os porcos. Felizmente a taralhoquice nao é de familia e a Vicenta deu com as chaves do chiante que eu mesma tinha posto num sitio inimaginável.
Também me contou que vai uma semana de férias sozinha todos os anos e eu acho sinceramente que é bem jogado. Não desfazendo na boa companhia que tenho sempre nas viagens, acho que vou experimentar pro ano. Até porque pelos vistos mulheres independentes e despachadas saem uma vez por geração, a Vicenta na dela e eu na minha.
No caminho pra Geneve fizemos dois desvios, o primeiro pra Eguischeim que é uma casa de bonecas a escala de uma vila. Soberbo. O vinho é todo produzido localmente e até a comida mais simples estava de chorar por mais. Mais uma vez a decoração “deu cabo de mim”. Os detalhes são de um bom gosto arrasador. Pura e simplesmente adorei.
Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim


Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim
Seguimos viagem e como a pancada é forte decidimos fazer o segundo desvio e dar um salto a Berna antes de chegarmos a Geneve.
Quarenta francos suíços ou quarenta euros é quanto vale o passe anual pras auto-estradas e os estrangeiros pagam e nao bufam mas vale bem a pena. A Suíça é tão bonita que até a auto-estrada é linda.

E quando vejo que tem mais que um objecto da Hello Kitty até tremo

Eu não tenho filhos mas às vezes perco todo o instinto maternal que me sobra, basta-me uma viagem de avião. Eu sei que é muito mais fácil controlar um cão que uma criança, mas se eu eduquei um cão a saber estar dentro dum espaço confinado, os Paizinhos de muito boa criancinha poderiam fazer o mesmo.
Alias, num avião, num aeroporto, numa repartição de finanças, na loja do cidadão, na praia, em qualquer espaço publico onde estejam presentes. Não falo das birras de sono, nem dos bebés com fome ou cólicas, que nessas alturas tenho pena é dos Pais. Há mínimos como não deixar que façam corridas (há muito espaço na praia, não e preciso correrem ao lado da minha toalha e encherem-me de areia), tirarem o som a porcaria da maquineta de jogos, pedir aos miúdos para falarem baixo, acima de tudo respeitarem o espaço dos outros que não são obrigados a levar com os filhos que eles decidiram trazer ao mundo.
Acordei as 4 da manha, há dois dias que durmo 5 horas e numa das salas de espera da Portela dois casais deixam os miúdos entreterem-se em mini-maratonas na rampa de pessoas inválidas enquanto um deles contava o numero de voltas em alto e bom som e a nova amiguinha e a irmã saltavam e aterravam na “meta” que era o fim da rampa oca: pum! pum! pum! 
Esta cena durou uns bons 20 minutos ate que me passei e olhei pras criancinhas com cara de poucos amigos. Como ignoraram o meu olhar propositadamente, levantei-me e fui mandá-los parar. Como aparentemente nao queriam aceitar um pedido que nao compreendiam (muito embora lhes tivesse explicado que ali nao era sitio de corridas e que eu tinha 5 horas de sono em cima coisa que me deixava cansada) passei-me definitivamente e parei a miuda que insistia na corrida com uma mão erguida e um “stop” seco e audivel. Finalmente veio de lá o Pai duma delas e disse-lhes que se fossem sentar, olhando-me a mim com cara de poucos amigos.
Nem sequer pediu desculpas e ainda ficou lixado por eu ter chamado a atenção. 
Os outros Pais nem se mexeram. 
Mas que grandes atrasados mentais! 
Quer dizer, eu tenho uma cadela que nao tuge nem muge e nao incomoda, e ainda paga bilhete, e tu nao tens mão nos teus filhos?!
Afinal, fui eu que os pari? Se não, porque raio tenho eu que levar com eles?? 
Ah e tal, e’ dificil. Uma pinóia. 
Educação minha gente, educação. Primeiro vossa e depois deles.
Se não os conseguem controlar, deixem os “animais” em casa.

Gira, pah!

Em Braga é  fácil ser-se bonita e sentirrmo-nos charmosas. As montras transbordam de sapatos e roupa gira (que me serve!!) as ruas estão cheias de miúdas arranjadas que nos dão ideias do que vestir e rapidamente sou influenciada a voltar aos meus tempos de beta Bracarense. E que bom trabalho que eu faço! É’ ver-me de cabelinho arranjado, unhaca pintada, brincos a condizer com o colar, maquilhada, e montada em tacões novos a passar o multibanco em tudo o que é loja gira! E como o clima ajuda, e não pareço um édredon ambulante com penas, fico cheia de vontade de também eu andar na estica. E distraidamente deixo ficar na terra natal uma pequena pipa de massa. Mas sinto-me novamente uma mulher bonita e de repente dão-me 27 anos. Adoro! E sinto-me capaz de derrubar qualquer homem com um simples piscar de olho e a sentir-me a dona do (meu) mundo!
Tenho que agarrar as mãozinhas com muita forca pra não me esticar pensando sempre no peso da mala e no facto de não poder praticamente usar sandálias e vestidinhos em Amesterdão. Mesmo assim, em apenas dia e meio comprei um eyeliner e dois pares de brincos. E fiquei com os olhos presos numas botas da Melissa giras pah! Ai a minha vida…
Acho que este e’ dos posts mais fúteis que ja escrevi mas a verdade é que eu sou de Braga e sentir-me bonita é algo que… pura e simplesmente… me assiste!

Lá se foram os três!

Cheguei na terca a noite a Braga. Ainda não tinha pousado o casaco e já a Petzi gania. Corri pra ver se a boneca se tinha magoado e vejo os dois cães presos. A minha princesa tinha perdido os três!!
Dez minutos foi quanto tempo o Kruk precisou pra lhe saltar em cima. Cá pra mim o bicho pensou “deixa-me mas é despachar antes que ela volte a bazar!” ou então eram as saudades que eram tantas que foi um despacho!
O certo e’ que agora vou ter que esperar um mesinho pra ver se a coisa resulta em cachorrinhos fofos. I can’t wait!

Relatos da “Viagem”

A minha viagem foi longa e começou em Portugal no dia 30 de Setembro onde fui para assistir ao casamento de dois muito queridos amigos.
Prometi a mim mesma fazer um diário de viagem pela primeira vez na minha (ainda curta) vida.
E consegui.
Estou tão orgulhosa de mim mesma que vou publicar todos os textos que fui escrevendo (quase que) diariamente. Assim o meu diário fica online.
Já que não escrevo um diario a sério em papel, escrevo no mundo virtual e assim também podem acompanhar as peripécias de mais de 3 semanas muitíssimo bem passadas e em que realizei um dos meus maiores sonhos: fazer a rota do Adriático de carro.
De Braga até à Bósnia, cá vai disto!