E penso nisto todos os dias.


Os meus amigos que estão a dar a volta ao mundo dizem-me (de cada vez que tenho a sorte de falar com eles) que o que mais os impressiona são as pessoas que conhecem nos Países por onde têm passado, pessoas essas com vidas tão duras e ainda assim sorridentes. Sempre que alguém me diz que está com uma depressão penso para com os meus botões: as pessoas dão pouco valor ao afortunadas que são e depois dá nisto.

Esta foto foi tirada por eles no caminho para Lhasa, no Nepal. Lembrem-se dela antes de acharem que a vossa vida é uma merda.

6 comments:

  1. É mesmo pra dar. Tenho mais fotos deles, uma tirada na fronteira com o Nepal, ou será a do Butão? em que aparecem uns homens a carregar bidões no pescoço. Esses homens fazem isso o dia inteiro, dum lado da fronteira para o outro.

  2. Pois, é como ver as fotos antigas do pessoal no Douro a carregar tinas repletas de uvas, às costas. No fim ganhavam tostões, comiam bacalhau cru, e dormiam numa "manta colectiva". Não são relatos inflamados, são dados históricos. É só ver a obra do sociólogo António Barreto e as exposições no museu do Douro. A "sorte" que temos veio de uma grande conquista, por isso há que vêr os povos desafortunados com grande solidariedade, em vez de pena. Nestes casos, "penas têm as galinhas"!

Leave a Reply