Os meus amigos que estão a dar a volta ao mundo dizem-me (de cada vez que tenho a sorte de falar com eles) que o que mais os impressiona são as pessoas que conhecem nos Países por onde têm passado, pessoas essas com vidas tão duras e ainda assim sorridentes. Sempre que alguém me diz que está com uma depressão penso para com os meus botões: as pessoas dão pouco valor ao afortunadas que são e depois dá nisto.
Esta foto foi tirada por eles no caminho para Lhasa, no Nepal. Lembrem-se dela antes de acharem que a vossa vida é uma merda.



Sem dúvida!
PS – Estao a construir uma escadaria para chegarem ao Buda? 😀
Não faço a mínima, mas acho que era mesmo pra construirem casas…
Também penso muito nisso, na sorte que ainda tenho. Dou-lhe muito valor, acredita.
É mesmo pra dar. Tenho mais fotos deles, uma tirada na fronteira com o Nepal, ou será a do Butão? em que aparecem uns homens a carregar bidões no pescoço. Esses homens fazem isso o dia inteiro, dum lado da fronteira para o outro.
Pois, é como ver as fotos antigas do pessoal no Douro a carregar tinas repletas de uvas, às costas. No fim ganhavam tostões, comiam bacalhau cru, e dormiam numa "manta colectiva". Não são relatos inflamados, são dados históricos. É só ver a obra do sociólogo António Barreto e as exposições no museu do Douro. A "sorte" que temos veio de uma grande conquista, por isso há que vêr os povos desafortunados com grande solidariedade, em vez de pena. Nestes casos, "penas têm as galinhas"!
Vou fazer voluntariado uns dias nas Filipinas em Fevereiro, vai ser a loucura! 🙂