Falta de paciência

Não tenho paciência pra gente mula, dissimulada, chica-esperta, que faz as coisas em sussuros soprados em orelhas alheias para levar a deles avante. Não gosto, fico doida, perco a cabeça e só tenho vontade de os despedir, pudesse eu. Detesto que me façam perder tempo, que me consumam horas de vida por pura preguiça, porque não querem fazer, porque não dão soluções alternativas, porque pura e simplesmente se acham mais espertos e mais inteligentes que os outros e como tal, água mole em pedra dura tanto bate até que fura, até eu ceder. E eu não cedo. Até porque não está na minha mão poder ceder. Está definido, é pra cumprir. É como as leis. Just fucking do it!
Quando me comem por lorpa então fico possuída. Detesto, detesto, detesto. Fazerem-me perder tempo e ainda fazerem-me fazer figura de ursa é algo que não admito. E se habitualmente já não sou uma pessoa paciente, nestas alturas não sou de todo tolerante e só me apetece dizer-lhe em bom Português: mas vais fazer essa merda ou não? Tás à espera de quê?
E não posso. Já em Portugal não podia, e aqui também não posso. Isto não se pode dizer, não é educado, não é profissional, e também não é politicamente correcto. Então vou engolindo sapos, uns atrás dos outros, e às duas por três já não os posso ver à frente e fico contente, mesmo contente porque eles vão mudar de funções e se calhar reformarem-se. E ficar contente porque alguém perdeu o emprego ou a função não é correcto. Mas poupa-me tanto tempo.
Por isso, a vós meus “amigos”, que me fizestes perder horas da minha vida tenho-vos a dizer apenas o seguinte: temos pena.

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