Eu gosto mesmo muito dos textos da Rititi. Acima de tudo porque ela vive em Espanha, é meia-espanhola (por via da avó), adora Espanha e os Espanhóis, mas não perde o sentido crítico, acima de tudo: conhece quem ama.
Assim como eu.
E Espanha e os Espanhóis SÃO MESMO ASSIM:
“Voltou a direita para devolver Espanha “ao lugar de onde nunca deveria ter saído”, como se a relevância internacional de Espanha não tivesse desaparecido algures no século XVIII graças ao disparate e ao esbanjanço geral, com muita sorte. Mas os espanhóis têm o dom de criar grandes afirmações, bandeiras às que se agarram e fazem delas lemas de vida. Quando afirmam que “como en España no se vive en ningún lado” é porque acreditam piamente que nem no Canadá, nem no Malibu, nem em Cracóvia seriam tão felizes ou plenos como em Molarzal del Camino, algures no cu de Judas. No sábado passado Espanha não foi resgatada: teve acesso a um “empréstimo ao sistema financeiro em condições de mercado”. Espanha nem sequer pediu ajuda, Espanha foi “auxiliada” pela Europa e não pela Troika. Espanha “não perde soberania”, Espanha “não muda a Constituição” e Rajoy acredita, à base de tanto o repetir, que Espanha não é um país à beira do abismo que só não é resgatado como Portugal, Irlanda ou Grécia porque não há dinheiro suficiente nem para isso. Mas claro, para grandes afirmações estão o espanhóis.”
Da Rititi: http://www.rititi.com/2012/06/11/espanha-e-a-semantica/
PS: O título do post da Rititi é Espanha e a semântica. Eu escrevi o título do meu post sem ler o título do dela. Acho que está tudo dito.
