Viva Sua Majestade el Rey Filipe VI

 No cabeleireiro da minha Mãe nunca entrou a Nova Gente, nem a Caras, nem a TV Guia, nem a Maria, nada que não fosse a HOLA!
A minha Mãe nasceu na fronteira e nunca quis ser Portuguesa. Sempre quis ser Espanhola. Achava (e acha) que nós não temos glamour, que não nos sabemos arranjar como as Espanholas, cuja vestimenta era copiada como manda o figurino, pela Dona Camilinha, e envergadas a contra gosto por mim e pelo meu irmão. A minha Mãe estava-se a cagar pra moda Portuguesa, sempre teve na mente a vida e a moda Espanhola, a que via nas revistas, e que fez com que o meu irmão fizesse a primeira comunhão vestido à marinheiro, mesmo sem nunca ter navegado uma onda, o único num grupo de 100 miúdos que comia a hóstia pela primeira vez. Nós só não éramos Espanhóis por um azar do destino, por isso na cabeça dela, podíamos sê-lo o mais possível.
Por isso mesmo, chamou-nos Sofia e Carlos em honra à Rainha Sofia de Espanha e ao Rei D. Juan Carlos.

Não fazia (nem faço) ideia da vida dos Portugueses “socialites”, não sabia quais os actores  e famosos que se tinham agarrado ao cavalo, os que se tinham divorciado ou quem tinha morrido. Não fazia ideia do que se ia passar no Roque Santeiro na semana seguinte, porque lá em casa a religião era única: el HOLA!
Eu só sabia quem era o Filipe, a Elena e a Cristina, a Stephanie e a Carolina, “a da Suécia”, e ainda o Júlio Iglesias e a Isabel Pantoja.
Todo um sem número de principes e princesas, e famosos espanhóis, que sempre tratei por tu, e sobre cuja vida me actualizei, religiosamente, uma vez por mês, durante mais de 20 anos.
Quando eu era miúda, aí pelos 13 ou 14 anos, tinha um fraquinho pelo Principe das Astúrias, o Principe Filipe.
São só 8 anos de diferença, e aos meus 14, o moço tinha cara de cachopo apesar dos 24 anos e ar de quem saiu do Top Gun. Como é que uma adolescente pateta não ia sonhar com este rapaz?

Muito bom aspecto minhas amigas, olhinho azul, sorriso imaculado e alto, tal e qual como eu gostava. Sonhava com o mocinho, não porque fosse Príncipe e eu tivesse algum dia o complexo da Princesa, mas porque o homem, passo a expressão, era bom todos os dias!

E o Princípe Filipe foi crescendo, sem namorada fixa, até ao dia que encontrou a sua Letícia, e a essas alturas já me tinha passado a tonteira há muito 🙂
Continua um charme aos 45 anos de idade, e espero de coração que não saia ao cabrão do Pai que comeu tudo o que mexia a vida inteira.

Hoje foi coroado Rei, e eu fiquei muito contente porque apesar de nunca o ter conhecido pessoalmente, ficaram-me uma vida de recordações – que a tudo indica, chegam pro constituir como uma pessoa inteligente, sensata, reservada, bem disposta e comedida – e a vontade que este rapaz chegasse a Rei duma nação tão estranhamente dividida para a fazer verdadeiramente única e mais tolerante.

Majestad, les deseo a si y a su familia, las mayores felicidades como Rey y Reina de España.

Arriba España!

Vivan los Reyes!!!!

Lisboa, 19 de Junho de 2014

Os eufemismos duma nação

Eu gosto mesmo muito dos textos da Rititi. Acima de tudo porque ela vive em Espanha, é meia-espanhola (por via da avó), adora Espanha e os Espanhóis, mas não perde o sentido crítico, acima de tudo: conhece quem ama.
Assim como eu.
E Espanha e os Espanhóis SÃO MESMO ASSIM:

“Voltou a direita para devolver Espanha “ao lugar de onde nunca deveria ter saído”, como se a relevância internacional de Espanha não tivesse desaparecido algures no século XVIII graças ao disparate e ao esbanjanço geral, com muita sorte. Mas os espanhóis têm o dom de criar grandes afirmações, bandeiras às que se agarram e fazem delas lemas de vida. Quando afirmam que “como en España no se vive en ningún lado” é porque acreditam piamente que nem no Canadá, nem no Malibu, nem em Cracóvia seriam tão felizes ou plenos como em Molarzal del Camino, algures no cu de Judas. No sábado passado Espanha não foi resgatada: teve acesso a um “empréstimo ao sistema financeiro em condições de mercado”. Espanha nem sequer pediu ajuda, Espanha foi “auxiliada” pela Europa e não pela Troika. Espanha “não perde soberania”, Espanha “não muda a Constituição” e Rajoy acredita, à base de tanto o repetir, que Espanha não é um país à beira do abismo que só não é resgatado como Portugal, Irlanda ou Grécia porque não há dinheiro suficiente nem para isso. Mas claro, para grandes afirmações estão o espanhóis.”

Da Rititi: http://www.rititi.com/2012/06/11/espanha-e-a-semantica/

PS: O título do post da Rititi é Espanha e a semântica. Eu escrevi o título do meu post sem ler o título do dela. Acho que está tudo dito.

Trabalhar à Espanhola?

Ora bem, a minha amiga Laura que aparece neste vídeo foi uma das maiores promotores das mudanças levadas a cabo na empresa em que trabalha. Uma empresa Catalã, de médio porte, que se tem expandido e crescido bastante nos últimos 5 anos contrariamente à maré normal “de la crisis”.
Na Vanguardia online publicaram um artigo que pretende ser motivador para outras empresas em Espanha, e porque não, no resto do mundo (com quanto que os entendam em Espanhol).

Eu não sei se eles efectivamente dançam antes de cada reunião ou quando a reunião se torna tensa (porque não estou lá pra ver), mas sei que são práticas de Team Building que têm resultados comprovados.
Eu fiz um curso há muitos anos em que no início de cada sessão tínhamos que dançar todos ou fazer um jogo, e só depois é que continuávamos. E a verdade é que aumentou a camaradagem entre nós e trabalhavamos muito melhor. E se seguíssemos o exemplo deles? Seria isto “trabalhar à Espanhola”? Ou à “Catalã”? Ou pura e simplesmente adoptar uma postura diferente e aprender a gostar de ir para o local de trabalho?
Como diz o outro: vale a pena pensar nisto.

O artigo completo encontra-se aqui: http://www.lavanguardia.com/vida/20120202/54248189678/empresa-catalana-incorpora-juego-trabajo.html

Só a Sagrada Família é todo um post

Este sítio tem tanta história, tanta intriga, tanta trama que mesmo sem ser acabada é um monumento.

Gosto do contraste da data e da coroa com o moderno das gruas. Ando toda uma filósofa

É óbvio que chorei a rir com a genialidade do senhor, e sabendo eu o dificil que é conseguir ter um cão tão quieto com óculos de sol e boné tive que retratar o casal pra posteridade.

Se casa Laura y Xavi

Amanhã vou-me meter num avião rumo a Barcelona para assistir ao casamento da Laura y do Xavi.
Somos todo um agrupamento de 50 pessoas, família incluída. Adoro!
Sou a única Portuguesa. Sou a única que no parlo Catalan. Sou a única que vai do cú do mundo pra assistir ao casamento de uma das minhas melhores amigas há quase oito anos. O casamento vai ser em Outubro e não em Setembro porque La Sofi se iba de vacaciones en Septiembre y lo pasamos a Octubre.
Quanto mais conheço a Laura e o Xavi mais me cai o queixo com o nível de amizade que o ser humano é capaz de atingir. Conheci a Laura num veleiro em 2003 nas Ilhas Gregas. Íamos em barcos diferentes e três dias antes da viagem acabar trocamos uns CDs de lounge, blues e Tribalistas, e no fim da viagem achamos que era uma pena não nos conhecermos mais e convidei-a pra vir a Portugal quando quisesse. Em Outubro a Laura apareceu em Lisboa. Tirei uma semana de férias e fui-lhe mostrar Portugal de Melgaço até Lisboa. Parecia que fazíamos férias juntas há anos. Ficamos amigas até hoje.
A Laura é oito ou nove anos mais velha que eu. Aos 37 quando já tinha praticamente desistido de aturar elementos, encontrou o Xavi, o seu São Bernardo porque o moço é o que chamamos em Português, um pacholas.
Quando fiz 30 anos estava muito deprimida, achava que o mundo ia acabar com a idade. Falei com a Laura que me tentou explicar que o melhor vinha agora. Os 30 é que eram a loucura e que eu ia perceber depois. Não acreditei nela. Por isso no dia dos meus anos mandou-me entregar na minha casa em Lisboa um ramo enorme de flores lindo de morrer. Ia ser um aniversário inesquecível porque ela tinha decidido que me ia mostrar “a luz”. Eles já namoravam há uns tempos mas eu ainda não conhecia o Xavi. A Laura matou dois coelhos duma cajadada só e além do ramo, amandou-se a ela mesma, ao Xavi e ao Iñaki para Lisboa para garantir que eu percebia que os 30 iam ser a melhor década da minha vida e apresentar-.me o moço. E eu gostei muito do pacholas. E ele gostou muito de mim. E praticamente adoptaram-me. E ofereceram-me como prenda uma viagem de avião a Barcelona, válida durante 6 meses, para garantir que não passavam muito mais tempo sem me ver. E em Março do ano seguinte lá fui eu velejar com os amigos deles pela Costa Brava. E foi mais espectacular do que possam imaginar. No ano seguinte fui eu a Barcelona nos anos da Laura e preguei-lhe uma surpresa daquelas com a ajuda do par. E depois emigrei. E em 2009, como já fazia mais de 2 anos que não nos víamos, o Xavi ofereceu como prenda de anos à Laura uma viagem a Amesterdão, onde ambos já tinham estado, só para poderem estar comigo. E eu voltei a ficar sem palavras. E agora vão casar e eu estou muito feliz porque duas das melhores almas que conheço se vão unir oficialmente e eu vou lá estar. Perdida no Catalão mas “encontrada” por eles. E como o casamento é mesmo familiar, vão-me buscar ao aeroporto, vamos jantar, sábado vou ao cabeleireiro com a Laurita, depois há almoço num restaurante seguido de festa em casa deles em Sigs, uma aldeia perdida a norte de BCN, e no Domingo trazem-me de novo ao avião, mas só depois de almoçar com a família toda outra vez. A Petzi está enorme por isso não pode ir, mas estiveram dispostos a dispensar o gato deles durante uns dias pra eu poder lá estar com ela sem problemas. A sério, afinal quem casa? Casamos os 3? :))) Onde é que acaba a minha festa para começar a deles? Sou tão mimada por estes dois caramelos que um dia destes ponho-me na alheta pra Barcelona só pra poder ser adoptada definitivamente!
E lá vou eu, sem Petzi, mas de alma e coração cheios, prontinhos para a voltar à Holanda a transbordar de alegria! Vivam a minha Laurinha e o seu Xavi!!

É assim que eles me ganham….

Enviado pela minha querida amiga Mercedes que é uma fofa muito fofa e que vi naquele fim de semana péssimo p’ra aviação. Estar com ela e com o marido e mais dois casais amigos, valeu a viagem. Esta mulher faz-me rir sem sequer tentar. É um espectáculo.
E eu não odeio todos os espanhóis! Só os broncos, os arrogantes, prepotentes e mal educados. E os meus amigos que têm de diferente?
Os meus amigos continuam a sê-lo mesmo quando lhes digo que os Espanhóis são tudo o que nomeei, e ainda me dizem por cima coisas lindas destas:

Un beso grande preciosa, que eres un sol y te llevamos en el cuore
qué tia más grande con lo chica que pareces!!!!!!!!!!!!!
No te preocupes que Portugal es un grande en el futbol y lo demostrará, ahora estan en una racha mala y todo pasará…

Me ha encantado verte de nuevo!!!!!!!!!!!!!!

Vêm? E eram todos casais! E eu não tive que levar ninguém……! Percebem?!?!?

A purga

Este blog serve pra muitas coisas, e uma delas é pra poder destilar o fel que há em mim para que depois de escrito já não more no meu ser.
Eu não queria ir a Espanha, estou cansada de tanto avião. Há 15 dias vim de Portugal, logo fazer as malas e voltar ao aeroporto não era de todo um plano que me suscitasse qualquer simpatia.
Como me pagaram o bilhete, e afinal de contas ia ver grandes amigos que há 3 ou 5 anos que não via, lá fui, eu e a Petzi.
Foi a viagem mais horrorosa que já tive, tanto na ida, como na volta.

Na ida: chego ao aeroporto e dizem-me que na viagem de volta com a KLM já não havia lugar pra cadela. A reserva que eu tinha pedido por email não tinha sido feita. Fiquei logo com a neura, porque como raio ia eu trocar o bilhete e não tinha vontade nenhuma de ficar mais tempo em Espanha.
Entramos no avião às 16:40, hora que deviamos estar a descolar. Depois de meia hora de espera, comunicam-nos que temos mais uma hora de stand-by à nossa frente.
O avião chegou às 9 da noite, em vez das 7 da tarde previstas. Perdi o último comboio de ligação pra Valladolid e tive que ficar a dormir em Madrid.
Valeu-me a Carmen em Madrid que foi um anjo e foi à estação trocar o bilhete pro dia seguinte.
Ou seja, em vez de chegar ao meu destino sexta às 22, cheguei no sábado às 12. Foram só 22 horas em viagem.

Na volta: a Cuca que é mais que um anjo, saca de mais milhas e compra-me um bilhete de volta (o da KLM ficou inutilizado) pras 19:20 de ontem, com a Iberia.
Vim de comboio pra Madrid porque era mais rápido, e chego ao aeroporto às 17:15. Tudo perfeito até que cheguei ao check-in. Tinha, sem exagero, perto de 150 pessoas à minha frente. Tinha muito tempo, por isso decidi respirar fundo e esperar. Fui atendida 30 minutos depois. Não tá mal, pensei eu. Faço check-in e há que ir aos pontos de “atención al cliente” pagar o valor de bagagem extra da Petzi.
Os pontos de atención ao cliente tinham mais filas, uma coisa horrorosa que nunca tinha visto, davam a volta a duas filas de check-ins. Pus-me numa fila mais pequena e quando sou atendida 45 minutos depois o senhor diz-me que não podia pagar ali, tinha de ir pras outras filas que tinha a dita extensão. Tempo previsto de espera: 4 a 5 horas. Tento convencer as pessoas da fila a deixar-me pagar. Os da frente dizem-me que sim. Vem de lá uma p@ta duma mexicana, colombiana, peruana, o raio que a parta e faz um escarcéu, puxa-me pelo braço e começa aos berros comigo, que eu tinha que ir pro fim da fila. Eu detesto escândalos e nunca tento dar o golpe nas filas.
Fritei.
Fui ter com a Menina que me tinha feito o check-in e com a carga de nervos que tinha desato a chorar (eu NUNCA choro, mesmo quando perco a calma) e digo-lhe: pelo amor de Deus, ajude-me que eu só quero pagar a cadela e ir-me embora. As filas são de 4 horas, eu não posso perder outro vôo. Eu só me quero ir embora…
A dita Menina foi absolutamente espectacular. Este é o único motivo pelo qual não apresento queixa escrita. Foi ao balcão, passou pra parte detrás, a p@ta da gaja passa-se, continua aos berros, eu ignoro-a, entrego o meu cartão de crédito a tremer, e em 10 minutos a coisa resolveu-se. Nisto tudo tinha 45 minutos pra fazer o puto do T4 que é enorme pra chegar ao avião. Passei nos controles, e chego à porta de embarque no minuto em que o embarque começou. Sou chamada pela Senhora que faz a recepção de pessoas. Tinha-me esquecido dos passaportes no check-in. Olho pra Senhora com ar de quem está perto da loucura e digo: tenho mesmo que ir lá baixo e passar por isto tudo de novo? A mulher deve-me ter visto tão alterada que imediatamente pediu à colega pra mos trazer à porta. Foi isso e o facto de ver que lhe ia atrasar o vôo todo.
Passados 5 minutos aparece a colega da Menina do andar debaixo com os passaportes e diz-me: Señora, está usted muy nerviosa. Relajase ahora, ya está en el avión.
Deus lhe pague, a sério. Se não fossem elas ainda hoje estava lá, juntamente com a quantidade enorme de pessoas que viu os vôos cancelados no dia anterior e que empandeiraram o já por si, muito fraco sistema da merda da Iberia.

A Petzi esperava pacientemente dentro da malinha dela, foi impecável, não ladrou, não chorou, não tentou sair da bolsa nem por um segundo.

Quando me vi dentro do avião pensei que era mentira. A carga de nervos foi tão grande que me doíam todos os músculos das costas da descompressão.

Apertei o cinto enquanto jurava a mim mesma que nos próximos 5 anos não voltava a por os pés em solo Espanhol.

PS: Excepção feita a Barcelona, que pra mim não é Espanha.

Vou ali a Valladolid e já volto

Pagaram-me o bilhete de avião. Quando chegar a Madrid uma amiga vai-me buscar ao aeroporto e vai-me levar à estação de comboios.
Pagaram-me o bilhete de comboio pra mim e pra Petzi.
Quando chegar a Valladolid vão-me buscar ao comboio.
Vamos (eu e a Mari Petzi) ficar na casa dos meus amigos, num quarto só pra nós.
A casa tem piscina e é linda, toda XPTO.
Há uma festa no sábado e vão lá estar 50 espanhóis e eu.

Sou tão mimada, tão bem tratada por eles que agora digam-me: como é que eu vou rebater o golo fora de jogo, o arbitro amigo do peito, e as faltas não marcadas com má cara, ah? Ah?

Como é que posso ser uma perfeita cabra quando eles são uns perfeitos amores comigo?

Mas são só estes…os outros: xau aí!

Pra próxima sou eu que lhe dou um biqueiro no cú


Ontem quando passeava a Petzi encontrei o marido da dona da cadela que ladra muito, pelos vistos a Fox Terrier chama-se Zara (sim, muito original…).
A minha quando a viu, como boa gaja que é, mandou-lhe uns berros. Cadelas não suportam cadelas.
A dada altura, enquanto falo com o moço sobre o prédio, a Zara tenta morder a Petzi e o fulano dá um chuto à Zara. Fiquei branca. “No hagas eso!”
O rapaz (que até é simpático) diz-me: na Holanda são todos a favor de nunca se tocar num animal, mas nós fomos a um veterinário treinador de cães em Espanha que nos disse que se algum dia o cão tentasse morder uma pessoa ou outro animal, que lhe dessemos uma cacetada.
Quem te enfiasse um pontapé no cú a ti ó cabrão é que era!
A cadela encolheu-se logo, deitou-se no chão, submissão completa e ele fez-lhe uma festa.
Diz-me ele: ela tem muita personalidade, e com o passar dos anos vai ficando pior. Tem que ser assim.
Eu continuava branca.
Ele disse onde vivia, que tinha de ir tomar café com eles e eu nem ouvi. Branca. Cabrão, isso não se faz. Tens um cão minúsculo, pegas nele debaixo do braço como eu! Não estamos a falar dum Rottweiler ó minha besta. E mesmo que assim fosse. Um chuto?!
O pontapé foi levezinho, a cadela não voou, mas aquilo foi um chuto mesmo.
E eu pergunto, porque é que esta gente estúpida tem animais? Porquê é que não há um formulário a preencher antes de os deixar comprar ou adoptar um animal?
A cadela ladra porque não vê nem brinca com outros cães. Berra que nem uma desalmada porque não tem actividade. Um cão não é um bibelô ó filho da p@ta!