Não quero fazer um sumário do meu 2012, até porque ainda não acabou, mas foi muitíssimo melhor que 2011.
Qualquer ano foi melhor que 2011.
Mas 2012 foi um ano excelente em que viajei com grandes amigos numa das que foi a viagem da minha vida, fiz projectos que há muito queria fazer na IBM e ganhei uma bagagem incomensurável, certifiquei-me como Auditora e só Deus sabe o que me custou, perdi botas, casacos, rodapés e sofás, mas ganhei a felicidade que só três bombocas me podem dar e aprendi que treiná-los é divertido, descobri muito sobre mim mesma e sobre a extrema dificuldade que tenho hoje em dia em abrir o meu coração a estranhos. No entanto fiz amigos novos e cultivei como pude as amizades antigas.
Fui muito pouco a Portugal e sempre de fugida, mas quem deu de frosques foram os meus amigos que estavam em Portugal. Nunca me interessei tanto por Política como este ano, porque de repente vi o futuro dos meus em risco, e o meu próprio também. Não acho que seja má esta minha consciencialização, acho que me torna mais previdente, ou até mesmo, vidente. Quando fui aproveitei ao máximo e fiz amigas novas, pessoas que me conhecem mais que muitos, embora me vejam tanto ao vivo como eu vejo o Brad Pitt.
Sinto uma necessidade enorme no entanto de me voltar para mim mesma novamente, explorar melhor o meu positivismo e a forma como encaro o meu dia-a-dia. Tenho mesmo que deixar de tentar equilibrar 10 bolas no ar e de estar ocupada constantemente, stressada, preciso de voltar a meditar, de voltar a fazer exercício três vezes por semana e acima de tudo, mesmo acima de tudo, preciso de deixar de me queixar.
Não tenho motivos alguns pra me queixar.
Tenho saúde, a minha família também, tenho 3 cães deliciosos, uma casa portentosa, consegui uma nova por quase metade do preço, tenho amigos, grandes amigos que tomam conta de mim e me mimam, tenho dinheiro no banco (coisa que poucos temos), comida no frigorífico (coisa que muita gente não tem), carro e gasolina (há quem tenha um, mas não o outro), roupinha quente, uma Mãe chatinha e um Pai que está a ficar marreta, mas que finalmente se operou à anca, um irmão que está mais elegante e mais responsável e mais próximo, o que é óptimo. Tenho um bom emprego, chefes impecáveis e humanos como há muito não tinha, li bons livros, vi boas séries, aprendo algo todos os dias, tenho cães mais bem comportados e menos mijões, tenho tudo tudo tudo aquilo que sempre quis. Tenho é de agradecer mais vezes e lembrar-me sempre mais do que foi bom, em vez daquilo que é menos positivo.
Era isto.

Um post bem real!
Gostei imenso destas tuas palavras… entram pela alma quando andamos "numa" de avaliar o que se passa dentro e fora de nós!
Gosto sempre de passar por aqui… Obrigado!
🙂 obrigada eu, bem hajas 🙂
Subscrevo a ultima frase. Tambem eu tenho que me lembrar disso mais vezes. Obrigada pelo lembrete.
Lendo o que escreveste, concordo, tens o que hoje em dia muitos gostariam de ter. Mas também se percebe que mesmo tendo isto tudo, o que te leva a queixar é algo importante para a tua vida. Quanto ao queixar, eu penso que é normal, se ja conseguiste as coisas que referes, é normal que queiras ter outras que te façam mais feliz. Penso que será o teu inconformismo a falar.
Um abraço
Pedro Ferreira.