Hey, que exagero, era agora o Afeganistão!

Dedicado a todos aqueles que viram o meu post a queixar-me das bombas na passagem d’ano na Holanda e aos ouvidos da Luna que deve ter sofrido bem mais que eu já que eu vivo no terceiro andar e passei o ano num 11° com vista sobre a cidade de 360 graus. Os fogos de artifício em Amesterdão são qualquer coisa de extraordinário, mas o resto do povo atira com bombas e petardos. Fazem competição entre vizinhos e chegam a gastar entre 300 e mil euros só nestas coisas.
Esta foto é da autoria dum amigo meu e não é permitido re-publicá-la.
Foi tirada no dia 1 de Janeiro à porta de casa dele.
Um metro quadrado de bombas…. puseram uma corda com 30 metros a rebentar com rastilho uma bomba de meio metro em meio metro.
Eu vi um animal dum vizinho meu a lançar um foguete com outro amigo e com os respectivos filhos com 2 e 3 anos a UM metro do foguete.
Todos os anos estes pirómanos têm queimaduras de primeiro grau, ficam sem mãos, sem dedos, cegos, é um pavor. Ao ponto de terem proibido a venda de foguetes e terem voltado a permitir apenas no dia anterior à passagem do ano. E eles vão à Bélgica buscá-los. É o Texas. É algo que me ultrapassa.
E um amigo meu Holandês comentou no meu FB: “if it’s too loud is because you are too old”.
E se fosses apanhar num sítio que eu cá sei?

4 comments:

  1. Sem contar que quando refilei com os putos a estoirar coisas à porta de minha casa, me começaram a mandar as "bombinhas" para os meus pés, enquanto carregava a bicicleta com coisas para levar para o jantar. :/

  2. Eu li, mas não percebi que te estavas a montar na bicicleta. Também não é relevante. Putos estúpidos.
    Sabes que eles estão proibidos de comprar se forem menores de 16? E de os arrebentar. Se a polícia os apanha, os Pais apanham uma multa e uma raspa que nem sabem de que terra vêm.

  3. Deixa lá, que eu ja´vi melhor…. Um italiano, geneticamente modificado, versão "galã de urinol", tenta impressionar uma outra italiana, vestida tipo gala de bombeiros da Brandoa, lançando uns foguetitos. Rafeiros, é certo, mas pronto. A cada lançamento, olha para a dita rapariga, com ar ufano. Esta do ar ufano é para os dois. O 4º ou 5º foguete não dispara. Aguenta 2 ou 3 segundos. Still nothing. Troca de olhares. Ainda nada.

    Tem, então, um gesto fabuloso. Vira a ponta do foguete para ele prºoprio, abana-o e olha directamente lá para dentro. Devíamos ser umas 15 pessoas a ver. Ninguém disse nada por uns breves instantes. Não por desinteresse. Estava tudo siderado! E, de repente, desatou tudo aos berros, em várias línguas. Vire isso para lá, sua besta, cretino, con, imbéciloide, idiot, asshole…. O parvalhão, surpreendido com tanto berreiro, olha para nós, vira o foguete na nossa direcção e diz qq coisa. Só percebeu qd viu toda a gente a baixar-se, a sair da frente, a proteger as crianças.

    Encolheu os ombros, virou-se de costas, voltou a mirar para dentro do foguete – once an idiot, always an idiot – e o foguete dispara. Por milagre – juro que teve de ser o milagre – o foguete estava virado para o ar.

    Eu sei q, dito assim, parece q foi muito tempo. Devem ter-se tudo passado em 10 a 15 segundos, que pareceram uma eternidade. Ou é a memória q funciona em câmara lenta….

    Eduarda Vaz-Mourão, Bruxelas

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