Antes de mais quero agradecer do fundo do coração a todas as pessoas que partilharam a experiência delas com a máquina de fazer pão. Nunca me passou pela cabeça que fosse um assunto querido de tanta gente!
Cheguei então às seguintes conclusões:
– Salvo raras excepções, as pessoas que mais valor dão à máquina são as que vivem fora de Portugal. Quem vive na Holanda normalmente tem uma. Isto tem uma lógica muito simples que nada tem a ver com o facto de gostarem de coisas mais biológicas ou não. A lógica é que muitos de nós nos habituamos a comer sandes ao almoço e como tal o pão passou a ser uma componente mais essencial do nosso dia a dia. Logo ter pãozinho do bom pra almoçar (e para o pequeno almoço) faz uma diferença enorme. Se eu vivesse em Portugal não comprava uma máquina de certeza. A necessidade faz o engenho.
– A qualidade e durabilidade do pão depende mesmo muito das farinhas que se usam. Na Holanda compensa mais usar farinhas biológicas, pese embora sejam mais caras. O meu desafio vai ser começar a saber os nomes dos cereais em Holandês. Isso é que vai ser!
– Acordar de manhã com cheirinho a pão acabadinho de fazer deve ser uma verdadeira delícia, e como trabalho muito a partir de casa posso perfeitamente por a máquina a trabalhar várias vezes por semana e congelar o pão durante uns dias pra torradas.
– A marca não interessa muito, mas há umas máquinas que permitem fazer vários tipos de crosta e outras que só permitem uma ou duas opções e segundo a qualidade da máquina as pessoas usam-nas mais ou menos. Fiquei com a ideia de que quem tem uma do Lidl não está satisfeito por aí além.
– O formato do pão continua a ser pão de forma :)) a não ser que ponha a massa no forno, o que é uma opção bastante válida pra mim.
– Há várias receitas nos comentários pra se fazer “pão de água” em 5 minutos e sem amassar, mas tenho que ter espaço no frigorífico pra guardar a massa depois de levedada e isso não se verifica…. além disso teria que esperar uma meia hora de manhã pra que o pão coza no forno e tenho que comprar uma cena chamada “dutch oven”.
Posto isto:
Este fim de semana vou-me enfiar numa loja biológica e com as dicas que me deram vou tentar comprar os ingredientes pra fazer o dito pão de água “à manápula”. Se me correr bem, se eu tiver paciência e gosto nas farinhas e afins, passo pra máquina de pão. Assim que comprar uma publico e peço-vos as receitas todas que me prometeram que eu quero dar uso à bicha!
Já agora, ficam a saber que no copo de milkshake da blender se faz uma maionese de truz com um ovo, sal e óleo. Se lhe juntarem uns dentes de alho previamente cozidos em azeite no forno, ficam com alioli de chorar por mais. E diabos me levem se não vou espremer o robot de cozinha que tenho cá em casa até ao limite.
Tudo depende do nosso nível de preguiça, não da qualidade da máquina.

A minha experiência é a seguinte: quando há pão bom em abundância ele desaparece rapidamente e isso, por mais biológico que seja, tem as suas desvantagens.
Andorinha, no frigorifico nao! Pelo contrario, a massa deve levedar num lugar morninho, longe das correntes de ar. Um truque que eu uso eh ligar o forno no maximo durante 1 minuto, desligar e colocar a massa la dentro.
E quanto aos ingredientes, nao stresses muito. Vais ver os milagres que fazes com agua, sal, farinha e fermento.
Nos compramos uma a semana passada,mas eu tenho aqui um moinho onde compro as farinhas!!estou a adorar, ja fazia pão mtas vezes a mão,mas o nosso forno nao presta,por isso comprei a maquina!
Bjs Mariana
Engorda? 😉
Nao e' pra levedar, e' pra guardar durante os 12 dias q dura aquela massa q nao e' preciso amassar! 🙂 Mas ja aprendi alguma coisa e ha q levedar no quentinho, got it!
E fazias que receita? Compras farinha de que tipo?