O One Day http://www.imdb.com/title/tt1563738/ e o Sliding Doors http://www.imdb.com/title/tt0120148/ sāo filmes “what if”. Sāo filmes que nos mostram o quão fácil é mudar a nossa vida num “split second”. E por isso são filmes de Gaja. Porque, regra geral, só as mulheres se detêm no que poderia ter sido. Os homens são os que olham em frente. Como ouvi algures, também é verdade, que aquando uma separação, aquele que acaba com o outro, é aquele que segue em frente. Aquele que levou com os patins é o que fica pra trás, agarrado ao passado. Ora assim sendo, tanto homens como mulheres podem gostar destes filmes, basta que tenham sido eles a levar com o dito par de patins. São eles os fiéis detentores dos what ifs desta vida.
Eu gosto destes filmes, a diferença é que com a idade, os what ifs deixaram de existir. Também eu levei com os patins, mas já não tenho tempo pra olhar pro passado. Até porque não costumam fazer filmes destes pra malta com what ifs já quase nos 40.

olá andorinha, boa noite. isso de ficar a olhar agarrado ao que podia ter sido e não foi, acontece mesmo a quem não levou com os patins. há situações em que na realidade se arrependimento matasse. eu, que já fiz mais de 40, tenho dias, que acho que falecia duas ou três vezes por cada 24 horas de cada vez que me ponho com reflexões…parece que há sempre algo que podíamos ou devíamos ter feito de outra maneira. 🙂
Gostei dessa tirada dos "what if" para pessoas de quarenta anos…mas olha, eu não gostei nada do One Day, achei que a Anne Hathaway era tolinha por ter mantido aquela amizade que claramente não a beneficiava nada. Aliás, já no livro tinha ficado com a sensação de que ela era um bocado pateta por se contentar em ser, no fundo, a última escolha do tipo (que era giro que se fartava, vá).
Pra mim o que tá feito, feito está. Se me arrependi? Então, não?! De que maneira! Mas eu acredito que apesar de podermos ter feito coisas de modo diferente, de alguma maneira serve pra duas coisas: 1) nao cometer o mesmo erro novamente 2) acreditar que foi tudo por um bem maior. E nisso tenho mais fé que em tudo o mais. E o que é mais importante, compreender que não foi uma decisão única e exclusivamente nossa, foi do outro também. Mesmo que a decisão dele tenha sido não fazer nada.
Li algures algo como: Deus põe-nos muros altos para podemos escalá-los, sem esforço nunca vamos saber o que está do outro lado do muro e sermos maiores e melhores.
Saozinha, cá vai uma partilha: eu já fui uma Anne Hathaway. Às vezes nao se é a última escolha, só não somos a escolha acertada praquele momento da vida.
No entanto concordo contigo quando dizes que preferes ser a primeira escolha, eu certamente prefiro, que ficar com sobras no es lo mio. Mas tb aprendi que às vezes não é tudo preto e branco e tem nuances de cinzento degradé.. fiz sentido? 😉