Dois filmes com o Humphrey Bogart que eu nunca tinha visto, oh alma inculta e adormecida, que andava a perder estas maravilhas e não sabia. Clássicos como:
É engraçadíssimo reparar nas inconsistências cinematográficas da altura, como por exemplo:
– Eles não comem o filme inteiro, só na primeira refeição para efeitos de cena. Passam o filme todo a cigarros, gin, cházinho e água benta.
– Há uma altura em que aparece uma bandeira feita à mão, vá-se lá saber com que tintas, aquele barco é “canito”, mas cabe lá tudo aparentemente e está tremendamente bem escondido e seco, mesmo depois de passarem cascatas.
– A cena qual MacGyver (eu acho mesmo que o MacGyver foi criado depois do realizador ter visto o African Queen – ai ele consegue construir um leme assim do nada? Então o meu herói pode fazer bombas com pastilha elástica!) em que ele faz uma forja com a ajuda duma fogueira banal e faz um leme novo.
Aparte estas coisas, que são o que são porque obviamente na altura não contavam com o batalhão de informadores cibernáuticos e cheios de wikipédias, nem com quinhentas melgas picuinhas, ah e tal, porque este filme é uma banhada porque as sanguessugas não saem com sal assim!, dizia eu, que aparte estas coisas, este filme é uma representação fantástica do Humphrey Bogart e da Katherine Hepburn (que senhora!). Mesmo que não pinem o filme todo e o mais nú que vemos do Bogart seja as costinhas, há que dizem que foram ganhos Oscáres por este filme, com todo o mérito.
Vejam, é entretenimento puro e está tão bem feito pra época que até é crime eu estar aqui a dizer estas barbaridades. E o Bogart mereceu mesmo o Óscar, encarnou o marujo e o bronco na perfeição. Se tivesse coçado os tomates e cuspido pro chão, tinha saído da tela e era uma personagem real!
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Ontem limpei o “The Maltese Falcon“, num registo de policial e detective, e tenho a confessar que o argumento é tão bom, mas tão bom, que eu vou ter que voltar a rever os últimos 20 minutos de filme porque não consegui perceber muito muito bem tudo o que se passou e se revela, com certeza, no final. Mais do que a representação neste caso, embora o Bogart esteja novamente muito bem, é mesmo o enredo. Qual Tia Agatha, estive até ao fim pra entender quem matou quem, quem roubou quem, quem é verdadeiro e quem é falso. Recomendadíssimo também, com certeza.
E hoje vou ver “What Ever happened to Baby Jane“. E assim se passam dias sem vos responder ao comentários ou escrever posts decentes, mas perdoem-me sim, que estes filmes é a única coisa de jeito que tenho feito diariamente, o resto é só trabalho, uma seca.





E "12 angry Men"? Já viste? Se ainda não viste aconselho vivamente. É muito bom o raio do filme.
A Rainha Africana é top, e o baby Jane idem 😉
Ainda nao, tá na lista!
Até sonhei com a Bette Davis hoje. Já tinha visto o Now, Voyager e comecei esta saga com o All About Eve, mas a Senhora supera-se é no Baby Jane. Já escrevo um post sobre isso que bem merece.