Esta semana estou em Amesterdão e o consenso é total: estás diferente! Não é só o cabelo, é a tua cara, deixaste de estar cinzenta!
Comé qué? Come again?
Pois aparentemente, antes de ir de férias em Maio, estava tão mal que de pálida passei a cinzenta. Tinha um ar doente (tive um ataque de asma, por isso confere!) e infeliz (juro que não percebi) e estava uma pilha de stress.
O extreme make over que prometi comecou, primeiro pelas sobrancelhas (Yoggi, és a maior!), depois pelas roupas e acto seguido, pelo cabelo que sofreu uma mudanca radical. Além disso apanhei sol na rua (juro que ainda não fui à praia!), perdi 4 kilos (mas já recuperei 2!), e … já não pareco o monstro das bolachas à beira dum colapso!!
Por isso mandaram-me ficar em Portugal quanto tempo for preciso porque dá gosto ver-me tão bem!
Já vos disse que adoro os meus chefes? 😉
O certo é que me sinto excelente, embora esta semana esteja um bocadinho rabujenta por ter que vir a Amesterdão…não é que eu não goste de cá vir de visita, mas sinto-me como se me tivessem tirado um chupa da boca! Agora que eu estava a desbundar Lisboa, tive que cá dar um salto, pra mais pra embalar a casa (tou farta de mudancas!), e pronto… foi mesmo a coisa de “a la menina mimada”: não me apetecia!
Mas não tenho nada de que me queixar! Até tem estado bom tempo e tudo, lucky me 😉
Ah, já agora uma nota, hoje descobri que na Holanda também há betos! Acho que se diz kakers…se alguém souber como se escreve que se acuse, por favor.
Eu sabia que havia zonas melhores e mais chiques pra viver, aliás, a minha antiga casa aqui em Amesterdão era numa zona super-in, como me disse uma vizinha uma vez: the new Paris of Amsterdam! Wuuuhuuuhuu :))
Mas não sabia que também se identificavam uns aos outros pela roupa (aqui os miúdos também vestem Abercrombie & Fitch e Sport qualquer coisa que agora não me lembro), se jogam hóquei e/ou ténis, mas muito menos imaginei que separassem betos de não betos, por quem foi e não foi pra Universidade.
Quando de repente penso que são parecidos connosco em algumas coisas, de repente deparo-me com uma diferenca abismal: pouca gente vai pra Universidade na Holanda.
Como diria o Fernando Pessa: e esta, hem?
PS: levei o meu secador pra Portugal e os meninos cá de casa não têm secador… O meu cabelo está mais giro que na foto, made by Mummy, mas não há como ultrapassar a falta dum bom secador 😉



Lisboa faz-te bem, pá! 🙂
Coisa estranha esta… Sinto-te mais próxima quando estás aí na Holanda…. 🙁
Por um lado gosto que estejas por cá, feliz e a aproveitar cada minutinho dos que não servem para trabalhar, mas apesar de mais perto pareces-me mais longe, sempre que andas por cá. 🙂
Um beijo
Ah, e já agora, melhor que as sobrancelhas, ou o cabelo é o brilho no olhar. 🙂 Estás linda! 🙂
Obrigada 😀
Isso é pq em Portugal ando mais ocupada 😀 e pareço mais longe pq escrevo menos 😉 O que por acaso só é verdade pq em PT ando tão ocupada nas mudanças que mal tenho tempo pra me coçar…. mas vai melhorar!!
E muito obrigada!!! Grande beijinho
Conheço relativamente bem a Holanda , como viajante, pois morar lá já foi há 45 anos quando o meu marido recém formado fez uns 3 meses de estágio em Gellen, mt perto de Maastrich. Portanto não conheço os holandeses, só a terra deles. Assim sendo fiquei admirada qd diz que poucos holandeses vão para a Universidade!
Pois é Dalma, mas é verdade. Este País tem 17 milhões de habitantes, pelo que até nos pode parecer a nós que há muitos que vão pra Universidade, mas em termos de proporção, há mto mais licenciados per capita em Portugal que na Holanda.
Veja aqui que 50% dos Portugueses vão pra Universidade, e 55% dos Holandeses também: http://www.nationmaster.com/country-info/stats/Education/Tertiary-enrollment
Há muitos estrangeiros a estudar na Holanda: http://www.eurogates.nl/en_study_abroad_education_in_holland_netherlands/
Pra mim seria de esperar que na Holanda a percentagem fosse dos 70% pra cima pra poder dizer que há mais holandeses a irem pra universidade que Portugueses. E isto são valores de 2000, hoje em dia a % de estudantes universitários em Portugal ultrapassa com certeza os 50%.
Obrigada pelos links, como ex-prof de Geografia interesso-me pelas estatísticas como meio de comparação. Sim talvez hoje a % de portugueses a frequentar a Universidade seja um pouco mais elevada embora não o saiba ao certo. O que sei, por ter ouvido nas anteontem nas notícias é que no ano letivo que findou se formaram 3 500 enfermeiros!! Onde Portugal tem capacidade para absorver este nº todos os anos? Estamos pois a gastar do erário público para os "oferecer" a CUSTO ZERO a essa Europa com capacidade financeira muito superior à nossa!
By the way, vivi um ano em Itália e outro no Canadá, posso dizer que fui uma breve imigrante de luxo dadas as funções do meu marido e por isso interesso-me mt pelo que se passa por esses países do 1º mundo ( que muitas vezes não são mt diferentes de nós!) e foi assim que passei a ser assídua da "Andorinha (des)norteada" que pelos vistos rumou agora ao Sul!
Pois é, temos licenciados a mais. Um dos motivos é que as empresas em Portugal agora não aceitam pessoas que não tenham um canudo. Por isso toda a gente se forma, e sempre no que gostam nem que o Papá esteja a pagar a privada (sou totalmente contra as universidades privadas – excepto a Católica), a parte do erário público é reduzida…. Assim, claramente, há um overflow de gente no mercado, que o mercado não consegue absorver.
Na Holanda é raro olharem pra licenciatura, olham apenas pra experiência.
Quando vim não tinha ideia que as coisas eram tão diferentes nesse campo, nem que eu sou uma ave rara no meu departamento. Somos 25, e até há 6 meses atrás eu era a única licenciada, agora somos duas.
Itália e Canadá são talvez dos países mais diametralmente opostos que conheço, um é caótico, o outro ultra-organizado. Deve ter sido uma experiência e pêras, pra mais há tantos anos, que sorte que teve Dalma!
A Andorinha foi pra Sul, mas tem um pé no Norte. É uma desnorteada, esta Andorinha ;))
Beijinhos pra si, obrigada por me visitar 🙂
Não Andorinha, a minha experiência é relativamente recente, 2004-2005 em Itália e 2010-2011 em Montreal (Quebec). Na Itália poucas coisas me admiraram se exceptuarmos que por várias vezes o carro da polícia NÃO me deu prioridade na passadeira, sim a polícia!
No Canadá encontrei situações que não era suposto, muitos, muitos sem abrigo mendigando mesmo debaixo de temperaturas de -15°-20º e lixo, muito lixo em certas áreas da cidade entre outras outras coisas que não é suposto num país do 1º mundo!
Estas experiências fizeram-me gostar mais de Portugal e valorizar aquilo que temos realmente de bom!
olá andorinha. excelente diálogo, para quem, como eu, gosta de fazer comparações. nunca trabalhei no estrangeiro, mas relativizo mais ou menos defeitos e virtudes. eu continuo a gostar mais dos países que preferem a experiência ao canudo. quanto aos "betos" as peneiras não são exclusivo português, penso eu! mas pronto. tirando isso, está com um belíssimo aspeto e esse ar é mesmo saudável! beijinhos. bom fim de semana. Mia
Pois, há tanta crítica à nossa etiqueta, só falta a muita gente dizer que foram os portugueses a inventar o título de Conde ou de Visconde ou o uso constante do "Sr DR". Não acho esses hábitos, nem feios, nem bonitos mas cresci a ouvir que "é mesmo à tuga" dar importância a títulos. Wahtever… Sou tão humilde que nem reconheço aos tugas o apanágio de exacerbarem títalos 😉
DALMA: Obrigada, já que faço minhas as tuas palavras. É aberrante vêr em reportagem no JN e outras publicações, um rezar de terço e depoimentos tristíssimos de jovens licenciados em cursos sobrelotados – Enfermagem Olé! – a dizer que só os espera a imigração… como se isso fosse mau!? Inscrevem-se num curso, repito, sobrelotado, com plena consciência de que o mercado nacional não os absorve. Propõem-se a lugares no estrangeiro, com o privilégio de exercer as suas competências e ganhar mais, de modo a compensar. Depois ainda oiço gente a ter pena?! Pois eu penso como tu, o grande perdedor é o Estado. Se abrisse números decentes de vagas, em Unis públicas ou em privadas, o lamento desses jovens seria bem diferente. Enfim, coisas.