Tenho andado a magicar nisto:
- os amigos de sempre, não são necessariamente “para sempre”, mas quem nos atura há muitos anos sabe perfeitamente quando dizemos algo por maldade, ou algo por mau feitio e cansaço. Ou é capaz de relevar dias piores, ou saídas mais infelizes. Sem deixarem de gostar de nós, sem deixarem de nos ligar pra jantar, pra nos visitar, pra ir a um espectáculo ou apenas para perguntar como estão os nossos Pais e a nossa pessoa e respectiva integridade física (não vamos nós ter partido uma perna, sei lá).
- no entanto, aquelas pessoas que saíram das nossas vidas por motivos ruins, quando tínhamos suponhamos, uns 20 anos, e que 15 anos depois aparecem saídas do nada, como se nada se tivesse passado, eu acho que mais tarde ou mais cedo, o que nos fez zangar 15 anos antes, é o que nos vai fazer zangar 16 anos depois (demos um ano de amizade naquela da alegria do reencontro que depois passa).
- Sobram portanto os amigos de sempre e que nunca saíram propriamente das nossas vidas, mas que não estão dispostos a aturar-nos na mó de baixo. A estes eu chamo-lhes “amigos de copos” ou até de circunstância, passem lá quantos anos passarem desde o primeiro dia em que cruzamos a testa.
- Depois há aqueles amigos que fazemos com muita substância quando vivemos completamente fora da nossa zona de conforto, seja noutra cidade ou noutro País. Esses viram família. No bom e no mau. Estão lá quando é preciso, ajudam-nos quando nos sentimos sozinhos, seja a mudar de casa ou a jantar. São companheiros, são gozões, são chatos, e por vezes, raras vezes, mas também acontece, breves. Mas na sua grande maioria permanecem e instalam-se alegremente nas nossas vidas, mesmo que só os vejamos no Natal e nos anos, e aí pela Páscoa … como a família.
Estes amigos bons cheiram a quentinho, sabem ao aperto dum abraço, tocam-nos como a música de natal do Sinatra, no coração e vêem-nos em gargalhadas consecutivas que largamos nos dias mais cansativos. E são estes que povoam os meus dias, são estes que são tão ou mais família que a minha própria família. A eles o meu bem-hajam.


Amigos tipo 1 – poucos, mas bons.
Amigos tipo 2 – confere, não vale a pena, se não resultou não vai resultar outra vez 😛
Amigos de copos não tenho, que não bebo ahahah.
Gosto muito dos meus amigos “fora da zona de conforto”, podemos não nos falar muitas vezes mas quando falamos conseguimos pegar na conversa anterior como se tivesse acabado há 5 minutos atrás. E estão sempre lá!Tal como os amigos tipo 1 😉
Tens amigos de copos pois, nem que seja aquela gaja que conheces com quem só vais às compras, a parte copos é uma expressão 😉
Eu tenho mto e bons amigos, sou uma gaja cheia de sorte!
És sim senhora 😉