Sou uma crente ou fui ver o The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 1

E ninguém arranca de lá aquele estropício com cara de quem está com as dores do período, pa?! Não há forma, jeito, maneira de eu gostar da Kristen Stewart. Não há possibilidade nenhuma de eu achar que aquela tipa com cara de monga é actriz. Ri-me o tempo todo, e nem sequer foi na base do “é tão mau que é bom”. Mas é que não há cena dramática em que não pareça que a mulher está com cólicas e assim eu não consigo. Assim não dá. Não-dá!
E mandei uma gargalhada das minhas com direito a ronco e tudo quanto o Robert Pattinson começou a falar Português. Foi um bocado mau, porque estava tudo muito compenetrado na cena horrível em que a criança/monstro se começa a mexer na barriga da monga, e vai o gajo e fala em Português do Brasiu, e coitadinho, ele esforçou-se, mas aquilo foi mais forte que eu e desatei a rir sozinha em plena sala do cinema. A cena é hilariante.
E depois deixam a moça cadavérica, tipo esqueleto, chupadinha de todo (a caracterização está bem feita e ela continua com cara de quem está prestes a borrar-se toda, mas a maquilhagem é tão boa que até disfarça) e fazem uns efeitos especiais que tiram toda a magia à iniciação da vampiragem.
Mas o filme tem 3 coisas muito boas, a saber:
1) banda sonora nota dez
2) guarda-roupa fantástico que só apetece tê-lo em casa, até a lingerie. Com classe, muito bonito, absolutamente espectacular.
3) as cenas de sexo que ainda por cima foram cortadas na maioria, mas que foram muito bem feitinhas e dão uma dor de cotovelo da monga que não vos digo nem vos conto.
Por incrível que pareça este é o melhor filme dos quatro. Sim, que eu vi os quatro e li os livros todos, e não sou fã da vampirada nem dos lobisomens, mas sou fã da paixão “juvenil”. Eu também já gostei de alguém assim quando era miúda, foi o meu primeiro amor. E por isso é que aquilo vende que nem pãezinhos quentes, porque todas nós gostamos dum Edward (ou as que tiveram muita sorte, tiveram o seu Edward) e algumas de nós tiveram um Jacob (aquele miúdo, se não fosse pedofilia, eu chamava-lhe um figo, tá cada vez melhor. Se bem que a quem eu dava uma trinca com gosto era ao moço que faz de Pai da Bela (que é o Billy Burke), era só tirar aquele bigodinho à Quim Barreiros e iam ver!). Mas dizia eu que foi por isso que fui e vou ver os filmes, para sentir o frisson e a ternura e a doçura e isso está muito bem feito na cena do casamento e da lua de mel no Brasil. E oh senhores, aquela ilha, aquela casa no Brasil, aquele spot é divino! Eu quero passar uns dias bem acompanhada numa casa daquelas. Q-U-E-R-O. E a casa dos vampiros todos nos States? Wooow! Aquilo é que é uma casa. Quando for rica e tiver muito papel quero viver numa casa assim. Q-U-E-R-O.
Nem vale a pena dizer que isto tem spoilers, está tudo nos livros. Se estiverem no hospital, em casa doentes, aborrecidas que nem umas ostras, leiam, leiam a saga que aquilo é melhor que comer pipocas, ao menos não engorda.
(Fui ver o quarto filme a pensar: pode ser que a trenga tenha melhorado. Sou mesmo crente. Mas fui ver porque quis e não choro o dinheiro. Pelo menos sempre me diverti mais que a ver o Tintin. Juro.)

Eu sei que sou uma bacoca…

Finalmente percebo porque é que o mundo se divide em dois: aqueles que gostam de Monty Phyton e os que não.
Eu sei que é uma vergonha, mas eu nunca tinha visto os “Monty Phyton and the Holy Grail”, e vi hoje pela primeira vez.
Se vocês soubessem quantas vezes, sem sequer ter visto o filme, já fiz o mesmo que eles… ai as saudades que eu tenho da Candeia…
Enfim, fiquei mais que fã. Vou comprar o filme pra não me esquecer de como pode ser tão simples curtirmos o dia-a-dia. É só imaginar.

Thor

Escrever um post quando ainda se tem o pito aos saltos nunca foi boa ideia.
Fui ver o Thor em 3D e saí da sala de cinema fã do belíssimo produto Australiano que é o Chris Hemsworth, senhores que isto é que é um homem dos Deuses!
Visto em 3D então, senhores! A Natalie Portman é sempre a mesma porca de sorte, raios a partam! Por Thor que aquilo é material de luxo!
Eu pensava que ia ver um filme p’ra pilinhas por causa do trailer. Para não parecer enjoadinha acedi a ir ver o que esperava ser um amontoado de efeitos especiais futuristas, daqueles em que o mundo é invadido novamente e lá vai o “mecinho” salvar toda a gente. Além disso era a terceira vez que recusava o convite do mê amigo e já parecia mal.
Não fui contrariada, mas não fui propriamente entusiasmada.
Sim, eu admito que o facto do belo do Chris ser um monumento à humanidade ajudou bastante, mas o facto é que o filme é uma boa surpresa de entretenimento. Não é um filme para relembrar, mas é com certeza uma noite bem passada e valeu o dinheiro do bilhete.
Gostei e recomendo uma ida ao cinema para ver em 3D.
E para rematar e justificar, aqui fica uma foto do elemento em questão. 
Por Thor!

A Single Man

Pra início de conversa, os primeiros 10 minutos do filme valem mais que 6 horas de outro filme qualquer que tenha visto nos últimos tempos, inclusivamente o The King’s Speech.
A Single Man é dos melhores filmes que vi nos últimos anos. O argumento é brilhante. Eu QUERO comprar o livro só pra poder ler, rever, re-pensar, re-mastigar, regurgitar as palavras que ouvi.
Foi a primeira vez que vi um filme sobre amor real entre homossexuais que está tão bem feito, tão bem construído, que eu senti amor, entendi a dor, entendi a ausência, o sofrimento, a angústia, compreendi a beleza de recuperar dum buraco do qual pensamos jamais poder sair, eu identifiquei-me com as emoções dos actores, não com um personagem em si, mas com os sentimentos de cada um.
Dizer que adorei é pouco.
Como é que eu ainda não tinha visto este filme?! Recomendo claramente que o absorvam num Domingo à noite e que se preparem para muita “food for thoughts”.

Guilty pleasures

Já sei que me vão gozar até à medula, mas eu tenho um fraquinho por comédias românticas. É como gostar de telenovelas, no fundo. Esvaziam o cérebro e durante hora e meia só vemos aquilo. Atenção que apesar de as papar todas, só gosto de alguns e o When Harry met Sally não é incluído nesta categoria de pastelada romântica, embora o seja em bom da verdade. Mas gosto do filme por outros motivos.
Adiante.
Este fim de semana vi o No Strings Attached e gostei muito. Fora dois ou três clichés que se lhes perdoa bem, o filme é diferente do habitual. Se calhar é por ser interpretado pela Natalie Portman que foi incapaz de me sacar uma gargalhada que fosse, pelo contrário. She is good. Há que dizer que a mulher é mesmo boa actriz. Emprestar carga dramática não falsificada a um filme romântico não é fácil. Por exemplo, a Anne Hathway foi buscar uma moça com Parkinson para poder fazer um papel parecido com o da Charlize Theron no Sweet November. É que esquece amiga, tás longe. Aliás, coitada, a culpa foi do argumentista que era coxo.
Já o no strings attached pode fazer companhia a um How to lose a guy in 10 days. Bons actores, um argumento diferente e pouca lamechice.
Gostei muito e recomendo. Ah, e claro, o Ashton Kutcher é pra comer bem passado, assim tipo torradinha, às trinquinhas, as bad as this might sound.