Ontem tomei café com um amigo que é da opinião que, para que uma amizade seja consistente, deverá ser cultivada numa base, pelo menos semanal. Já tinhamos falado sobre este assunto, e confesso-me desorganizada neste sentido. Há quem diga que os amigos que tem se conta pelos dedos de uma mão, eu não quero parecer soberba na minha afirmação, mas a verdade é que para contar os meus não me chegam os dois pés e as duas mãos!
E não, não é pura ilusão, é verdade. E tenho muito gosto e muito orgulho em poder dizê-lo.
E quando falamos de há quanto tempo conhecemos as pessoas, a minha contagem é quase sempre com base em vários anos. Também há os recentes (Yoggi, tás lá!), mas esses vão-se adicionando sem qualquer problema ao longo da vida.
A única coisa, é que o meu relógio não tem tantas horas quantas as que eu gostaria de dispor para estar com todos eles. E então a triagem daqueles que ficam e que não me chegam as mãos e pés, é feita naturalmente: quem me aceita e sabe que os aceito como são, são os que ficam. Não interpretam a minha ausência como um afastamento ou negligência, mas sim como natural, posta a vida agitada que tenho e que eles têm, com as mil actividades extra trabalho que faço, com os bons amigos e viagens constantes, com o facto de eu ser de Braga e de muito de vez em quando por lá estar, e a minha necessidade de estar só às vezes, e sentir-me bem assim.
Até porque, se não fosse por esta vida que adoro e por eles, não conseguiria ser quem sou, e o meu sorriso não seria tão enorme.
E como quem gosta de alguém, gosta de ver os outros felizes, então: quem gosta de mim, respeita estas minhas ausências físicas, mas…..
Não gosto de clichés, mas às vezes uso alguns como todos, e agora vou usar um, mas muito sentido: não faço ideia da quantidade de amigos meus que lêem o meu blog, mas espero sinceramente, que eles saibam que, embora pouco presente por vezes, no meu coração nada mudou, e o espaço que eles lá tinham, continuam a tê-lo, e será mantido tanto tempo quanto a vida me conceder.
Extraordinariamente, hoje recuperei contacto com uma amiga espanhola com quem não falava há 4 anos, e … daí este post.
Este fim de semana tinha dito ao Mário e ao Nuno que era uma afortunada porque os meus amigos de erasmus me contactam imenso e vice-versa. No mínimo uma vez por ano, e ao fim de oito anos, continuam a vir a minha casa e eu à deles, e pelo menos um email de quando em quando com um “te quiero mucho, y te echo de menos” sentido. Só tinha pena de ter perdido o rastro a uma das melhores amigas que lá fiz: a Linda.
Pois hoje recebi um email da Linda, caidinho do céu, e falamos ao telefone e…a Mãe dela continua a ter uma liga feita em bilros que fez só para mim, para me oferecer no dia do meu casamento.
E no dia em que eu me casar, tanto a Linda como a Mãe hão-de estar presentes, e será a senhora a colocar-ma.
A mis amigos compañeros de tanta alegria: os quiero. Os echo de menos. Que siga la vida y las low costs para que os pueda visitar tan a menudo como ultimamente. Y Sapna: this is for you – Venezuela is too far and expensive honey! But Caracas might be one of next year destiny! 😉
Or who knows… it might just be that in two years you all have to be here…know you wil!! 😉


