In the mood for love

Ah, o cheirinho do primeiro amor… deixa-me sempre bem disposta.
(Michael)
You’re a part time lover and a full time friend
The monkey on you’re back is the latest trend
I don’t see what anyone can see, in anyone else
But you

(Ellen)
Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don’t see what anyone can see, in anyone else
But you

(Michael)
We both have shiny happy fits of rage
I want more fans, You want more stage
I don’t see what anyone can see, in anyone else
But you

(Ellen)
You are always trying to keep it real
Now I’m in love with how you feel
I don’t see what anyone can see, in anyone else
But you

(Michael)
I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body swings from side to side
I don’t see what anyone can see, in anyone else
But you

(Ellen)
The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can’t, you forgive me?
I don’t see what anyone can see, in anyone else
But you

(Michael)
Du du du du du du dudu

(Both)
Du du du du du du dudu
I don’t see what anyone can see, in anyone else…
But you

Vai cantarolar pro raio que te parta

Gosto de saber cantarolar músicas de cor, mas tenho uma memória da treta, nunca me lembro das letras, excepto dos Xutos, do Rui Veloso ou do Abrunhosa (este último fruto duma “coça” que levei duma amiga que no primeiro ano da faculdade me obrigou a decorar as letras todas pra irmos ao concerto do homem na Latada).
E as músicas que sei, canto cheia de alma e pujança, desafinada como tudo porque eu canto mal comó raio, e assusto a cadela coitada, mas ela atura-me.
Já não é a primeira vez que de phones nas orelhas me entusiasmo no escritório e tenho os meus colegas a franzir o sobrolho e a mandar-me, literalmente, calar.
Mas não suporto o pessoal que vai comigo no carro e cantarola as músicas toooodas. Pah, uma por outra, tal como eu, é fixe. Agora todas? Porra, isso é um eco e é uma seca porque eu gosto mesmo é de ouvir os gajos que estão a cantar, não é a pessoa que vai ao meu lado. Não preciso de extra-sound. Por isso canto em casa enquanto trabalho que é pra não chatear ninguém. E hoje acordei a cantar o Por quem não esqueci, e cá estou eu, contentinha e a cantarolar só pra Petzi.
E lembrem-se, se forem comigo no carro, agradeço que não cantem as músicas todas qual gruppie, é algo que me tira do sério e não, não é giro. A sério. Não tem graça. Just don’t do it.

Por Quem Não Esqueci

Xutos & Pontapés

Há uma voz de sempre

Que chama por mim

Para que eu lembre

Que a noite tem fim

Ainda procuro,

Por quem ñ esqueci

Em nome de um sonho,

Em nome de ti

Refrão

Procuro à noite, um sinal de ti

Espero à noite, por quem não esqueci

Eu peço à noite, um sinal de ti

Por quem eu não esqueci

Por sinais perdidos

Espero envão

Por tempos antigos, por uma canção

Ainda procuro, por quem não esqueci

Por quem já não volta, por quem eu perdi

Gosto disto

Clã, os embeiçados, é … giro. Gosto da parte em que eles cantam “o amor descobre o lado melhor do que parece defeito” porque gostar-se dos defeitos é o que verdadeiramente faz a diferença. Se gostarmos deles, gostamos de tudo.
Dava o cuzinho pra estar apaixonada (salvo seja).

Fonix, que marasmo, que tédio. Que saudades de gostar de alguém.

Ela tem boca torta
Nariz grande
Cabelo mal cortado
Rói as unhas
Usa cunhas
Mas eu estou apaixonado

Ele tem as suas sardas
Pontos negros
Uma boca exagerada
Desafina e desatina
Mas eu estou apaixonada

Ela é ciumenta, rabugenta
Embirrenta e tagarela
intriguista e moralista
Mas eu estou louco por ela

Ele faz cenas gagas, altas fitas
Não tem confiança em mim
faz-se caro, faz-me trombas
Mas eu gosto dele assim

Diz-se que o amor é cego
Deforma tudo a seu jeito
Mas eu acho que o amor descobre
O lado melhor do que parece defeito
(5X)

Porque eu gosto, gosto dele
E ela gosta, gosta de gostar de mim

Vemos filmes e achamos que é lá longe, nos States que isto acontece

e não é. A Carla (chamemos-lhe assim) não fazia Candeia mas vivia numa das Instituições onde viviam algumas participantes dos nossos Campos. Não sei o que aconteceu aos Pais dela, nunca entendi muito bem, mas sei que ela tinha uma irmã que vivia em Braga. A Carla também era de Braga mas vivia em Lisboa. Ela não gostava de ter 16, dizia sempre que tinha quase 18 e reforçava que só lhe faltava um ano e meio. Como muitas adolescentes queria crescer muito depressa. Gostava de sair à noite e ir às compras. Dormia muito. Não gostava das aulas, achava que era betinha e que não precisava de estudar pra nada. Tudo era uma seca, os Profs eram todos uns idiotas, ela gostava era de sair até às tantas, se a deixassem, até às quatro. E queria ter só roupa de marca porque senão era pelintra, e ela não era uma qualquer. Nem sequer lavava a loiça e não sabia cozinhar porque ia ter uma empregada.
Passado um ano a Carla fugiu da Instituição e foi viver pra casa da irmã. Como o cunhado estava desempregado e a irmã tinha um bébé pequeno e a única coisa que a Carla fazia era roçar o rabo pelos sofás da casa e sair à noite, como é óbvio, passado muito poucos meses foi posta fora de casa. Voltou pra Lisboa. Foi viver com uma uma amiga. A Mãe da amiga despachou a Carla passado 15 dias. Foi viver com outra amiga. Foi despachada novamente. Não tinha emprego nem fazia esforço para arranjar. O dinheiro? Pedia-se emprestado. Ela era “in/cool” porque saía à noite e porque consumia cocaína e aproveitava uma noite inteirinha, non-stop. Já tinha 18 anos e podia ser dona do nariz dela! Foi posta fora pela outra amiga. E pela outra. Acabou a dormir na rua. Mas precisava de coca. E de um tecto. E era bonita. E não podia trabalhar porque o dia era para dormir. E não tinha quem a ajudasse, e não queria sequer saber de estudar porque ela era bonita, e tinha estilo. Ia arranjar um tipo com papel que a sustentasse. Mas o tipo não aparecia, eram todos uns escroques, e precisava de dinheiro … por isso começou a prostituir-se. E até hoje.

Não sei se a vou reconhecer quando passar por ela, mas não deve andar longe da zona de Santos e do Cais do Sodré. Lembrei-me dela quando vi este vídeo. Tudo tão real, e tão perto.

Bilhete de avião pro Natal comprado: check!!

Tenho as minhas desavenças com a TAP (várias), mas sempre que ouço esta música na altura da aterragem do avião no Porto, o meu coração fica a bater de contente e sinto-me em casa. Vim ontem de férias, ainda não regressei propriamente a casa (Portugal), mas quando cheguei de carro a Amesterdão fez-me falta ouvir esta música porque me senti da mesma forma quando a oiço: