Quando ouço o meu Pai ao telefone com a TV Cabo lembro-me sempre disto.

Falam os clientes da ZON:

*- ” A minha mulher não saiu de casa à espera que a viessem montar!”*
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*
**- “O senhor tem computador?”
– “Tenho sim…  tá ao fundo da escada!   É o da água ou o da luz?”
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*”Boa tarde! Era para activar o meu desqualificador.”
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*”Bom dia! Eu quero ter o canal sexual em minha casa…”
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* “Era para saber se já tinham motivado a minha tvbox!”
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*Uma cliente: “Atão vieram cá montar a minha vizinha de cima e não me
montaram a mim porquê ?!”
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*”Era só para dar o número do pib para descontar no banco.”
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*Uma cliente: “Era só para dizer que já me montaram… Aliás, acabaram mesmo
agora de me montar, e por acaso fiquei muito satisfeita… fiquei mesmo, o
que é foram-se logo embora sem me sintonizar os canais…”
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* “Era só para activar a TVSporting…”
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*Uma cliente: “Pois … realmente montaram-me lá em cima e depois
montaram-me em baixo e quanto a isso tudo bem. Só não gostei foi que me
riscassem o chão todo!!!”
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*”Tenho a Superbox ligada”
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*”Queria desistir da playbox”
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*Despiste técnico:
Assistente: “Desligue e ligue a powerbox e já deve ficar a funcionar “
Cliente:  “Já fiz e não dá nada !”
Assistente : “Depois de ligar a powerbox, que luzes é que tem acesas ?”
Cliente:  A da sala e a da cozinha, porquê, faz interferência?”*
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*Assistência Técnica rede móvel:
– O Sr. quer que eu tire o chispe?
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*Olhe, queria saber se já tenho o room service activado.
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*Olhe, só liguei para dizer que se alguém me ligar pode deixar mensagem,
porque agora vou desligar o telemóvel.
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*Não tenho fax, eu quero é que me envie um fax por carta.
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*Menina, queria que o meu número não aparecesse nos retrovisores dos outros
telemóveis.
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*Cliente: Olhe, queria alterar o meu tarifário para Hamburger Life.
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*Cliente: Fiz uma chamada para outra pessoa e tiraram-me dinheiro do
telemóvel. Mas então sou eu que pago?
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*Assistente: A senhora deverá ligar o número do serviço para ouvir as suas
mensagens .
Cliente:  Ligo para esse número e peço para falar com quem?
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*[dificuldade em captar rede]
Assistente:   Experimente retirar a antena e voltar a colocá-la.
Cliente: Nem pensar! A antena vem agarrada e depois parto isto tudo…  Dava
cabo da minha vida.
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*Cliente brasileira: Ponham um sambinha na música de espera!  Estes fados
são horriveis!
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*Cliente: Queria saber se o meu número está conferencial ou não…
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*[indicação de teclado bloqueado e de rede disponível]
Cliente: O meu telemóvel tem um garfo e uma colher no visor…
Assistente: Qual é a marca e o modelo do seu equipamento?
Cliente: É um Inox 510.
_____________________*
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*Cliente: Que quer dizer isto… chamadas de emergência?
Assistente: Significa que o telemóvel da senhora não tem rede neste momento
e só pode fazer chamadas de emergência.
Cliente:  Ai, que alívio! Pensei que era para ligar para o Hospital. Estava
aflita a pensar quem é que estaria nas emergências.
____________________*
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*Cliente: Estou aqui com um problema no meu telemóvel…
Assistente: Qual é exactamente a situação?
Cliente:  É que não me lembro do ping e o que é pior é que perdi o pum…
_____________________*  ****.

Odeio pobre!

Lembram-se do Miguel Falabella no Sai de baixo?

(recebido por email, não sei a procedência)
 

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos

Nossa convidada de hoje da seção Mulheres no Mundo é Adriana Setti.

No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que
decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e
saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto,
diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro
nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na
mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para
uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento
agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do
tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a
limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca
cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou
jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade:
shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também
viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes,
na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram
incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que
beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para
viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam
para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando
(por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em
apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a
maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos
filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”,
me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de
lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para
adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo –
da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em
dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram
em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média
europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se
preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a
padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina
com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo
totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo
social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer
necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles
reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo
contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina,
a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria
roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a
levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os
cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram
assim os custos fixos e, mais leves,  tornaram-se mais portáteis (este
ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda
mais simples). Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado
desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta
de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros:
o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta
brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de
princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como
efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio
(essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de
marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem
sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas
coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar
essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba
fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a
“vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer
contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens
que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é
claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me
perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda
Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano
(enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para
manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não
estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá
baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não
traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição
que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são
mestres na arte do savoir vivre e sabem muito bem como pilotar um
fogão e uma vassoura.
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que
precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando
que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de
felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma
parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a
sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé
da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente
que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema”
que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor.
Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida
sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as
elites mal-acostumadas no Brasil.

Rir é o melhor remédio II

A Revendedora Avon foi entregar seus produtos a uma cliente. No elevador, entre um andar e outro, sentiu uma necessidade horrível de soltar um. Como estava sozinha, soltou o danado:
— Pfffffff… Que alívio!
Mal terminou, o elevador diminuiu a velocidade e parou num andar. Rapidamente, ela pegou na bolsa o spray “Avon Aroma de Pinho” e borrifou todo o elevador. A porta se abriu e entrou um sujeito, que
fez uma cara feia e perguntou:
— Que diabo de cheiro é esse?
A mulher, com cara de inocência, disse:
— Não sei, senhor. Não sinto cheiro algum. Que cheiro o senhor está sentindo?
Ele:
— Não sei bem… É como se alguém tivesse cagado na floresta…

Rir é o melhor remédio

Um camionista está a conduzir à noite pela estrada, morrendo de vontade de encontrar uma mulher.

Ao passar por uma plantação de abóboras, ele pensa consigo mesmo:

– Uma abóbora é macia, é húmida por dentro… Hmmmmm…

Sem ver ninguém por perto, ele pára o camião, escolhe a abóbora mais bonita, corta um buraco do tamanho apropriado e começa a divertir-se com ela. Fica tão empolgado, que nem se apercebe da chegada de uma viatura da polícia.

– Desculpe-me, caro senhor! – interrompe o polícia. – Posso saber o que é que o meu amigo  faz nesses modos, atracado a uma abóbora?

O camionista olha assustado para o polícia e exclama, exaltado:

– Uma abóbora ??? Porra! Ó Cinderela, já é meia-noite !!!

Senhor Guarda, já botaba escrita!

 Recebido por email.


(excertos de autos elaborados pela GNR e PSP, peças processuais e diligências)


– Um agente da PSP desloca-se à residência de um casal que anda desavindo e escreve no auto de notícia que: “o sr. x anda muito frustrado porque pagou cerca de 5 mil euros pelos implantes mamários da sua mulher e suspeita que outro cidadão está a usufruir desses dividendos”.

– Escrevia um GNR num auto de notícia:”Numa acção de fiscalização, estando eu de arvorado ao carro patrulha, mandei parar o veículo supra identificado e pedi ao condutor os documentos pessoais e da viatura. Em resposta, disse-me aquele que se o autuasse me iria ao cú, o que fez três vezes.”

– A GNR participa acidente e explica que “naquele local o asfalto da estrada era de terra batida”.

– O gatuno era “herdeiro e vozeiro naquele tipo de condutas”.

– Auto de notícia em que se diz que a ofendida foi encontrada em “lã-jeri”.

– O arguido era “de raça nómada”.

– O arguido resolve acabar o seu requerimento de uma forma cordial: ” Pede deferimento” e logo a seguir … “As minhas sinceras condolências”.

– “O denunciado proferiu vários impropérios na Língua de Camões e também em língua francesa”

-“O individuo trazia o produto estupefaciente junto do órgão genital masculino vulgo pénis”

– Diligência de inquérito: “Solicite à PSP que, em 48h, diligencie por identificar o denunciado que se sabe ter cerca de 16 anos e usar boné”

– Quem comete o crime de “borla” é um “borlista” profissional.

– Auto de denúncia: “enquanto proferiam tais ameaças permitiam-se ainda chamar nomes ofensivos tais como “puta, vaca, jornalista, advogada, ladra, que era boa era para ir para a Ordem dos Advogados”.

– Um arguido antes de bater no ofendido atirou-lhe com uma caixa em plástico, “nomeadamente um tampa-roer”.

– “O arguido atirou um paralelo-ipípado”.

– “O arguido trazia uma techerte azul às riscas”.

– “Os meliantes colocaram-se em fuga, ao volante de uma Picap”

– Na sequência de uma queixa por crime de furto de um veículo a GNR informa que recuperou a dita viatura no entanto a mesma vinha cheia de moças.

– Caso de uma averiguação de causa de morte em que foi determinada a “autópsia parcial” do cadáver.

– Auto de notícia em que a GNR denuncia o furto de 24 galinhas das quais uma era galo.