Cenas de um casamento

Na sexta ao jantar o namorado americano da Ni disse que se estava a preparar pro próximo casamento em Portugal. Duas semanas antes ia começar a comer gradualmente mais e mais pra alargar o estômago. Assim ia poder acomodar a quantidade absurda de comida que há nos casamentos Portugueses e que ele adora.
Já aqui há uns tempos tinha dado umas dicas à minha “bizinha” Grega que também vai a casamentos Tugas.
Há certas coisas que é fundamental saber, e atendendo a que tenho uma boda dia 19 duma grande amiga, decidi postar aqui a sabedoria de La Palisse de Sofs Maria sobre:

COMO SOBREVIVER A UM CASAMENTO PORTUGUÊS

– Chegar à Igreja a tempo de ver a noiva entrar, mas sentar o mais próximo possível da porta. De preferência, não sentar. Passados os 10 minutos iniciais e de avaliada a qualidade do coro (se tiver uma bateria e muitas violas, vale a pena), pisguem-se de mansinho pro barzinho mais próximo e comecem a dar-lhe nos martinis.

– Após aproximadamente hora e 20, voltem à porta da Igreja e juntem-se à malta do arroz que está à porta. É favor atirar o arroz pro ar e não pro cabelo da noiva ou pras mamas da dita. Se bem que esta última fica sempre por conta das criancinhas de 2 anos que querem ser felizes.

– Abracem a noiva e o noivo e pirem-se o mais rapidamente possível. Não fiquem à espera que os outros convidados se dirijam à quinta. Ah, a quinta. Quanto mais difícil for de encontrar, maior o casamento.

– Chegados à quinta, as meninas tiram os sapatos usados durante a cerimónia e trocam por uns ligeiramente mais baixos, e NUNCA por uns de salto agulha. Salto agulha é sinónimo de fazer figura de ursa de 2 em 2 metros porque ficarão sempre enterrados na erva. É infalível.

– Preparem-se para umas 3 horas de espera. Pra sobreviver a estas, o vinho branco e os gins tónicos são a melhor opção. Geladinhos de preferência.
Para não apanharem seca, fujam da terceira idade, mas coloquem-se debaixo duma árvore à sombra. Uma que esteja perto da saída dos empregados da cozinha e perto (não muito) da mesa das bebidas. Comam croquetes e pastéis de bacalhau que forram o estômago. O resto regra geral dá azia se misturado com álcool.

– Ao almoço/jantar: se a sopa não for de peixe, ou sopa fria de melão com presunto: esqueçam. Enche lugar e não dá alegria.

– Não tentem comer 2 pratos ( carne e peixe) fica-te por um e guarda a pança pro marisco.

– Depois de almoçar/jantar, venham até cá fora dar um passeio nos jardins da quinta. Ajuda a digerir, dá pra fumar um cigarrinho longe da tia, do primo e da Mãe.

– Vão até ao carro e troquem pelo terceiro par de sapatos: umas sabrinas ou uns sapatinhos rasos, mas com estilo. Nada de Havaianas. Não é uma questão de estética, é uma questão de sobrevivência: a probabilidade de serem pisadas por um bêbado a estas horas são altamente elevadas, e os vossos dedinhos não merecem!

– Levem sempre de casa as chaves suplentes do carro pra evitar as fitas do costume com o namorado ou marido sobre quem vai levar o chiante pra casa.

E se tiverem mais dúvidas, estou às ordens de suas excelências!

Despeço-me com Amizade, Sofia Vá Com os Casamentos

Só podem tar a gozar!!!

Shaking up the sanitation sector, TeleBrands introduced the extension arm and holder to help individuals spooked by coming into contact with a soiled piece. The clean tissue attached itself to a wand that added up to 18 inches of reach, and a release button at the end of the handle took care of the rest. Apparently, the ad’s “don’t be embarrassed” tag applied more to TeleBrands than consumers, as the company discontinued the product in June 2009, before it was ever brought onto the market. Wipe, flush, match — toilet paper.

:)

Miquelina conduzia o carro, stressadíssima, porque tinha uma reunião importante e não conseguia lugar para estacionar.
Olhando para o céu, implora: “Meu Deus! Se me arranjares um lugar, passarei a ir à missa todos os Domingos, não farei mais sexo fora do casamento, nem beberei álcool em excesso.”
De súbito, vê um lugar para estacionar, ali bem perto.
Olha de novo para o céu e diz:
– “Esquece! Já encontrei um!”

Em Portugal, é assim…

Rir, pra não chorar! O resto aqui

Mário Lino, em Junho de 2007: “Na margem Sul jamais, jamais [em francês]”

O ministro da Obras Públicas recusou mudar o novo aeroporto da OTA para Alcochete. Mas a realidade desmentiu-o pouco depois

Manuela Ferreira Leite, Setembro de 2009: “É como o filho que mata o pai e a mãe para dizer que é órfão”

Citicando a vitimização de José Sócrates

Cavaco Silva, em Dezembro de 2007: “O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?”

Quando falava sobre a baixa natalidade

Porque no Norte é mesmo assim…riam, que hoje é sexta!

Carlos Barreira da Costa, médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro A Medicina na Voz do Povo, com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina. E dele não resisti a extrair verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico que decidi compartilhar convosco.

O DIÁLOGO COM UM PACIENTE COM PATOLOGIA DA BOCA, OLHOS, OUVIDOS, NARIZ E GARGANTA É SEMPRE UM DESAFIO PARA O CLÍNICO

– A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece, com sua licença, espermatozóides.

– Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa.

– Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho.

– Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido.

– Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída.

– Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saíam.

– Tenho a língua cheia de Áfricas.

– Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor.

– O dente arrecolhia pus, e na altura em que arrecolhia às imidulas, infeccionava-as.

– A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor.

AS PERTURBAÇÕES DA FALA IMPACIENTAM O DOENTE

– Na voz sinto aquilo tudo embuzinado.

– Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta.

– Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais.

– O meu pai morreu de tísica na laringe.

OS PROBLEMAS DA CABEÇA SÃO MUITO FREQUENTES

– Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João.

– Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é….

– Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós.

– Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima….

– A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar.

– Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal.

OS APARELHOS GENITAL E URINÁRIO SÃO OBJECTO DE QUEIXAS SUI GENERIS

– Venho aqui mostrar a parreca.

– A minha pardalona está a mudar de cor.

– Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas.

– Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza.

– Fazem aqui o Papa Micau (Papanicolau)?

– Quantos filhos tiveram? – Pergunta o médico.

Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três.

– Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada.

– Tenho de ser operado ao stick. Já fui operado aos estículos.

– Quando estou de pau feito… a puta verga.

– O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã.

AS DORES DA COLUNA E DO APARELHO MUSCULAR E ESQUELÉTICO SÃO DIFÍCEIS DE SUPORTAR

– Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta.

– O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura.

– Já tenho os ossos desclassificados.

– Além das itroses tenho classificação ossal.

– O meu reumatismo é climático.

– É uma dor insepulcrável.

– Tenho artroses remodeladas e de densidade forte.

– Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala.

O PORTUGUÊS BEBE E FUMA MUITO E DESCULPA-SE COM FREQUÊNCIA

– Tomo um vinho que não me assobe à cabeça.

– Eu abuso um pouco da água do Luso.

– Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool.

– Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem.

– Eu sou um fumador invertebrado.

O APARELHO DIGESTIVO ORIGINA SEMPRE MUITAS QUEIXAS

– Fui operado ao panquecas.

– Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina.

– Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo.

– Eu era muito encharcado a essa coisa da azia.

– Senhor Doutor, a minha mulher tem umas almorródias que, com a sua licença, nem dá um peido.

– Tenho pedra na basílica.

– O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás.

– Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa.

– Fiz uma mamografia ao intestino.

– O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenós (drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda).

OS MEDICAMENTOS E OS SEUS EFEITOS PRESTAM-SE ÀS MAIORES CONFUSÕES

– Ando a tomar o Esperma Canulado – Espasmo Canulase.

– Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião – Sermion.

– Andei a tomar umas injecções de Esferovite – Parenterovit.

– Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada – Piprilim,

– Agora estou melhor, tomo o Bate Certo – Betaserc,

– Tomo o Sigerom e o Chico Bem – Stugeron e Gincoben.

– Ando a tomar o Castro Leão – Castilium.

– Tomei Sexovir – Isovir.

– Tomo uma cábulas à noite.

– Tomei uns comprimidos jaunes, assim amarelados.

– Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas.

– Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha.

– Estava a ficar com os abéticos no sangue.

– Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações.

– Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor.

– Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua.

– Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas.

O QUE OS DOENTES PENSAM DO MÉDICO

– Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns.

– Especialista, médico, mas entendido!

– Não sou muito afluente de vir aos médicos.

– Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores.

– Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém.

– Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer.

EM RELAÇÃO AO DOENTE O HUMOR DEVE SEMPRE PREVALECER SOBRE A SISUDEZ E O DISTANCIAMENTO.

Senão, atentem neste clássico

– Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?

Ao que o médico retorque:

– Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor.