Estado de espirito
Perdoem-me a falta de acentos e cedilhas mas a preguica atirou-me pro telemovel em vez do portatil.
Amanha vou viajar, vou 11 dias para Nova Iorque porque tenho o privilegio de ter amigos americanos na Big Apple e que vivem na East Village.
Sao sortes e eu tenho muita sorte.
Podia ter escolhido um destino com sol e no qual nunca tivesse estado, de repente lembro-me do Dubai. Tambem la tenho amigos. Alias, eu tenho amigos espalhados pelo mundo inteiro, consequencias de se ser “como o Ze dos Plasticos” e nao fazer amigos de copos mas sim estender a mao sempre que e’ preciso. Ha quem lhe chame “good karma”.
A escolha foi feita por razoes financeiras ja que basicamente so vou gastar dinheiro no bilhete de aviao e em comida. Nao pago as entradas nos museus (beneficios da empresa para que trabalho), a casa e’ minuscula mas e’ ‘a palex, pelo que sobra resistir ‘a tentacao dos outlets e das compras desenfreadas.
Quem me conhece bem sabe que tenho pouquissima pachorra pra ir ‘as compras e embora seja atractivo comprar Levis a 20 euros, eu nao preciso de mais e prefiro largamente passar um dia no Metropolitan que na Fifth Avenue.
Em 2009 concretizei o meu sonho de consumismo e vim de la com 2 malas cheias de roupa, malas, sapatos e cremes. Acho que apanhei um enjoo tao grande que me passou as ganas.
Mas ha uma coisa ha qual sou extremamente susceptivel e que e’ o motivo pelo qual escrevo… Eu sou doida por lojas de comida, mais especificamente lojas de delicatessen, daquelas pequenas e antigas e super tradicionais que vendem cha, produtos naturais, enchidos, queijos, pasta, enfim, coisas boas e deliciosas, unicas no mundo, que espelham o melhor que ha de cada Pais (Italia, por exemplo) e em frente ‘as quais se baba extensamente enquanto se come com os olhos.
Agradecia imenso se me pudessem recomendar zonas, moradas, nomes, lojas magnificas que achem que eu nao posso deixar de visitar e nas quais seja um “must do” alambazar-me como se nao houvesse amanha.
Vai estar frio e eu vou precisar de me lambuzar em sitios giros, cheios de madeira antiga e cheiros inesqueciveis.
Muito grata desde ja 🙂
E’ tambem amanha que vou entregar as 3 criaturas mais importantes da minha vida nas maos de outrem durante 15 dias. As saudades que vou ter de 12 patas a passear por uma casa tem de ser superada por momentos unicos em Nova Iorque city. A vossa ajuda e’ preciosa.
Nao estou ansiosa, estou estranhamente calma e sei que vao ser 11 dias fabulosos mas que vao passar a voar. E mal posso esperar por ir a Haarlem inspirar-me na Abyssian Church enquanto danco ao som do Gospel. Eu vou mandando umas postas se puder. Mas com certeza que vos vou continuar a acompanhar.
Ate ja!
Sofia, Petzi, Juicy e Bitoque
Click. Easy right?
Marshall Davis Jones : “Touchscreen”
Prefiro parecer um bagulho
Eu tenho a sorte imensa de ter herdado da minha Mãe uma cara de vinte e picos aos trinta e seis.
Já não herdei o gosto dela por maquilhagem.
Devo ser das poucas pessoas que aos 15 anos ouvia a Mãe dizer: põe só um batonzinho pra não ficares tão pálida.
Os meus ouvidinhos foram tão massacrados que comecei a usar eyeliner aos 15 e não falhei quase dia nenhum até aos 23/24. Por essa altura ganhei uma alergia enorme a todo o tipo de maquilhagem, nem a anti-alérgica me valia. E hoje em dia só me maquilho quando estou muito (mesmo muito) bem disposta e em eventos ou casamentos e baptizados. E se puder e encontrar, pago pra que me maquilhem à maneira e pra não ter de o fazer. Há uma moça em Entrecampos que faz maravilhas. Da última vez que lá fui saí de lá a sentir-me uma estrela de Hollywood, é magnífica.
Resultado, a Luna quase caiu de costas quando fomos a Nova York e pra matar tempo nos metemos numa loja de produtos de beleza e me viu a pôr lápis preto dentro dos olhos só com uma mão e em segundos, sem ficar com um olho à Belenenses. Foram anos e anos de prática, mas ela nunca me tinha visto “recauchutada”.
Eu não sei o que fazem os mil produtos que há à venda e valem balúrdios, excepto o anti-olheiras, a base, os lápis, as sombras, blush, batom e eyeliner. Não ligo nenhuma e não sei os nomes. Também não sei os preços.
Quando vi hoje o post da Julia Petit e vi que a maioria das mulheres Inglesas anda com 200 euros em maquilhagem na carteira e que as Brasileiras, as Americanas e as Japonesas ainda as batem aos pontos, fiquei burra pra minha vida. É que nem quero imaginar quanto terá uma Espanhola!
E pensei que ter alergias é uma coisa maravilhosa pra minha carteira.
E não é que encontrei o controle remoto da garagem?
Num bolso dum casaco que não tinha usado desde aquele dia, e YES! Lá estava o infame! O que eu procurei pelo desgramado. Afinal, o pensamento positivo compensa ou não? ehehehe
125 euros cash in!!!
Isto é tão verdade!
Já ouvi tanta gaja dizer isto e eu mesma já o disse também. Seremos nós as mulheres tão básicas e tãoooo chatas?
Resultado final
Nada mau, ah?
A massa esta a levedar
Pra despedida
Mas será possível que o Hugo Chavez ainda não empacotou? Já desamparava a loja, não? Livra, nem o Pai morre, nem a gente almoça!









