Era só isto.
Estou com tanta vontade de trabalhar como de arrancar dois olhos à colherada.
Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa, cabe o meu amor, cabem 3 vidas inteiras…
Oração, a banda maiS bonita da cidade
Quando estou com o “tau” preciso de coisas que me animem e roubei isto ao Waterfall. Obrigada 🙂
Mondays
Esta cena das hormonas é muito giro para regular o organismo e tal, e dizem também que para ter filhos, mas enquanto se está a borrifar pra ambos, é uma grande merda. Dói-me o corpo todo, principalmente o abdómen e tou com uma p@ta duma telha que nem explicação tem. Não me apetece blogar hoje. Não me apetece trabalhar. Não me apetece dormir. Só me apetece dar porrada num saco de boxe até à exaustão e nem sei bem porquê. Não me apetece falar com pessoas, não me apetece que pessoas falem comigo. Hoje quero ser eu sozinha e a minha Petzi. E não pode ser porque tenho que trabalhar. Fucking mondays.
Este foi o melhor diálogo até agora
O que eu me ri com isto! Estes dois são do melhor, e eu nem era fã do Bruno Nogueira! Estes tipos são os reis da improvisação!
Começa-me a escapar tipo sardinha?
A Gorda leva-te pra outro imaginário, dá-te a ideia de serem muitas?
Estes tipos são uns Senhores!
O Bruno Ferreira é o meu novo herói
Cliquem, é absolutamente genial!
http://maiortv.com.pt/entretenimento/imitacao/entretenimento048.php
Falta saber de onde vem a força
Hoje encontrei na rua uma das minhas amigas de infância. A Mãe dela tinha um olhar divertido, meio envergonhado, meio ausente e não me reconheceu. Conhecia-me há 28 anos. A Mãe da minha amiga está muito doente e eu percebi imediatamente pelo olhar. Tinha uns olhos traquinas, envergonhados. Sorriu muito quando eu lhe disse que ela estava muito bonita e não percebeu que eu comecei a tremer.
Não sei bem como é que se chama a doença, mas é um tipo de esclerose que avança muito rapidamente e causa inclusivamente demência.
A minha querida amiga terá de ver a Mãe passar por uma espécie de Benjamin Button. Nos próximos meses vai deixar de andar, perde a coordenação motora completamente e aos poucos a consciência. É como “morrer em vida” pensei eu.
Quis entender como é possível querer-se continuar a viver, que sentido faz neste caso o que disse no outro dia sobre o impacto na vida dos outros. Pus-me no lugar da minha amiga. A Mãe vai perder toda a independência, vai ter uma morte lenta, mas vai poder continuar a ouvir os sons dos netos, vai poder usufruir do imenso amor e carinho que os filhos lhe dedicam, do toque dos que a amam, vai conscientemente continuar a sentir que a amam e a ser amada. E não há mais que isto. Isto é tudo e é muito.
Novamente pensei nas queixas comezinhas do dia-a-dia e na sorte que tenho. E pensei na força que tem de ter a família dela para conseguir vê-la desaparecer tão rapidamente e tão impotentemente. E tentei mesmo fazer o esforço de me ver em situação idêntica e fritei.
Sem ter pensado ainda em tudo isto entrei na loja onde ia buscar os sapatos e tremia que nem varas verdes. Tinha uma tristeza no peito do tamanho do mundo e telefonei-lhe à minha amiga umas horas mais tarde. Tudo o que tu precisares, disse. E ela é que me disse a mim: não te preocupes, já estou habituada. Não estás nada, ninguém se habitua a isto. E pensei que há forças infindáveis que nem sabemos onde vamos buscar, mas que aparecem na hora necessária e que faz com que algumas mulheres sejam caracterizadas pelo ênfase na frase: Ah Mulher ! Mostra o que vales!
Eu costumo dizer que não tenho amigas do frasco de verniz. E não tenho. Porque não as admiro. Tenho amigas valentes, determinadas, carinhosas, fortes e cheias de garra. E essas não são a barda do frasco de verniz, mesmo quando são iguais à Julia Roberts.
A crise do Herman, ah saudades!
O mestre
O amigo Tolan esmera-se tanto que merece toda a publicidade que se lhe possa dar nos seus textos mais insanos:


