Xô! Vai embora!

Xô daqui tristeza! Xô!
Xô sentimento de perda, de término, de final.
Finalmente o pano caiu, a peça acabou, e pra nós actores, a adrenalina manteve-se.
Mas o público e o Autor da peça não gostaram…são uns chatos. Quiseram um final diferente, um final sem drama. Seca. Gente banal. Como nós.
Só correu bem pra um dos lados. Ou se calhar foi mesmo p’ros dois. Sei lá eu…
O Senhor que comanda as marionetas trocou os fios, puxou os cordéis todos a seu belo prazer, e eu tenho as pernas e os brazos cruzados, e fios entrelaçados por cima do coração.
Mas olha, até gostei. Foi giro, o argumento era engraçado.
Que se fodam os que não gostaram, eu gostei.
Mas agora acabou. Não há aqui CATS com mais de 20 anos em cena!
Há a vida, que continua. Sem mim. Sem ti. Sem um nós.
Seres independentes, por fim.
O Rui Veloso explica e eu assino por baixo.

Não queiras saber de mim.

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Estranha forma de vida

Foste, és, serás, estranho. Corpo não identificado que aterrou na minha vida e a alterou para sempre.
Por ti acreditei, em ti: deixei de acreditar.
Estranho este sentimento que não é paixão nem amor, apenas uma sensação de longevidade, como se sempre assim tivesse sido, como se estivessemos juntos desde tempos infindos e impossíveis de contabilizar.
Novamente a vida dá uma reviravolta, e o que nunca foi continua a nunca o ser, e nunca o poder ser. Ou talvez sim…ou talvez não.
O que é o destino? Como é que interferimos no mesmo? Haverá realmente linhas traçadas?
Sonhos de acordar lado a lado e sentirmos que somos felizes e ao mesmo tempo uma incapacidade extrema de levar avante algo que sabemos desde sempre que não é concretizável.
Conheço-te demais, conheces-me demais, é como se fossemos casados há anos e fossemos já um casal em extinção: pelo bom, e pelo mau.
Lembramos séries americanas, que fazem rir pelo mais incrédulo, pela capacidade de fazermos, adaptarmo-nos e sermos aquilo que é considerado o amor na sua monotonia de casal ideal.
Futuro, que nos reservas? Tudo, ou nada.
Quero-te? Acho que não. Sei que não. Pelo menos não hoje.
Há muito que aprender ainda.
Mas não consigo deixar de pensar que a história se repete e sem ser tida nem achada, novamente fiquei sem direito de optar porque a vida já optou por mim.
E agora? Voltar atrás? Fazer o que não fiz há 5 anos atrás? Ter “tomates” p’ra tomar uma decisão que não tomei? Decidir de forma diferente? Terei essa opção desta vez? Deixar-me-ão tomar essa decisão desta vez? Não me parece. Mas novamente: talvez quem sabe um dia. Ou talvez não.
Se calhar, não quero tomar decisão nenhuma. Apenas deixar que a vida transcorra no seu curso, e que seja o que Deus quiser. Pelo menos hoje mantive-me calma, continuo calma, estranhamente calma. Estranha, tal como a tua presença na minha vida, presença essa que continuo a não entender mas que desisti de querer entender.
Já cá estás, já cá estavas, estás, vais continuar a estar. Atado a mim por um cordão umbilical estranho que não me sufoca e não me faz entrar em trabalho de parto sofrido.
Estranho, mas conhecido.
Assim seja.

Bom ano!

Para mim o ano começa no dia do meu aniversário que foi em Novembro. É nesse dia que eu faço o balanço do que foi o meu ano de vida e do que quero que seja o seguinte.
De qualquer forma, devido a esta bodega ter virado beta contra minha vontade, não consegui por posts durante imenso tempo e não consegui desejar a todos aqueles que acreditam que um novo ano começa dia 1 de Janeiro, um óptimo ano de 2007, e que a vida vos surpreenda, mas apenas pela positiva!!
Um beijo enorme de saudades,
Sofia

Sonho

Os meus sonhos e fantasias são construídos tão depressa quanto abalados.
Ontem sonhei, hoje acordei. Foi tão sentido que doeu.
Senti o peito a explodir de ilusão.
Pena tenho de não ter sido real.
Queria muito, gostava muito.
Mas não é possível.
Talvez por isso tenha sido…sonho.
Será sempre: sonho.

8 ou 80

Já a minha Mãe dizia que eu não tenho meio-termo.
O que eu odiava ouvi-la dizer aquelas palavras!
Trinta anos depois engulo em seco e digo: ela tem mais que razão.
Comigo é sempre assim: ou tudo, ou nada.
Ou dou tudo, ou não dou nada.
Ou gosto do que estou a fazer e as coisas ficam fantásticas, ou não gosto e no máximo sou suficiente, não passo daí.
Na Faculdade ou tinha 15 ou tinha 10. Nunca fui aluna de 12 ou 13.
Ou gosto das pessoas e dou … o mais que consigo dar, se possível tudo. Ou não gosto e ignoro-as absolutamente. Ou pior…odeio-as e não consigo ser imparcial.
Ou sonho alto, bem alto. Ou sou tão terra-a-terra que chego a ser pessimista.
Ou rio, ou choro.
Ou estou bem disposta, ou tenho um mau-feitio do qual fogem até os mais corajosos!
Ou estou completamente eléctrica, ou há vontade de me darem pares de estalos pra me tirar do estado catatónico no qual me refugio.
Não consigo nunca o estado Zen. Aquele estado em que me sinto em paz e estou calma.
Não admira que ande sempre cansada. Passo do 8 ao 80. Sempre.
É hora de mudar…mas como é que se consegue mudar a personalidade à qual nos agarramos durante anos?! Como é que se deixa de ser quem é, porque ser assim está-nos a fazer mal?
É a emoção contra a razão o tempo todo. Sempre zangadas, de costas voltadas e sem chegar a um acordo.
Como é que se controla emoções sobre as quais não se tem capacidade de controlo?
Quererei eu realmente controlar algo que levei tanto tempo a libertar?
Serei eu como o Amor descrito por Camões?

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Para o pessoal começar a entrar no espírito da quadra…

O menino escreve uma carta ao Pai Natal, onde diz:
– Ó seu barrigudo do caralho, seu cegueta, todos os anos te escrevo uma
carta a dizer que quero um camião dos bombeiros e tu ofereces meias e
cuecas…Vou-te foder quando passares à frente da minha porta com as renas,
vou foder-te à pedrada…
O Pai Natal manda-lhe então uma carta onde diz:
– Meu filho, este Natal vou-te compensar. Vou-te pôr fogo à casa,
filho-da-puta, não te vão faltar é camiões dos bombeiros…

(não resisti…sorry! Espero q não haja criancinhas a ler este blog :S)

Formação de Clown

O ano passado fiz esta formação e além de ter feito amigos, explorei imenso um campo do qual nós temos muito medo habitualmente: as emoções.
Não é suposto aprender-se a ser palhaço, mas sim a explorar a emoção que brota cá de dentro e no dia a dia enterramos em pensamentos.
Deixo-vos com a informação necessária e esperando que se inscrevam!

ATLA – Associação de Tempos Livres de Alfama

CURSO DE FORMAÇÃO CLOWN – DESENVOLVIMENTO PESSOAL

Este curso está vocacionado para grupos até 16 participantes (mínimo de 10). O trabalho principal será a procura do palhaço de cada um, mediante exercícios de improvisação e jogos específicos da técnica de clown. A aprendizagem passa por se sentir confortável em cena, comunicar com o público através do olhar e usar as formas de ser e a parte ridícula de cada um para provocar o riso. Para se fazer um curso de clown tem de se estar disponível interiormente para tal e, por isso, tem de haver vontade de dar e receber, de ser honesto, de ser vulnerável e frágil como forma de partilha com os outros, de pôr de lado as máscaras do quotidiano e sentir. Acima de tudo, aprender a sentir, para que esse sentir nos devolva aquilo que realmente somos!

Temas abordados:
1. Contacto com o palco, trabalho de relaxamento e de confiança
2. Honestidade (ser um palhaço, não fazer de palhaço)
3. A comunicação com o público (trabalho de desinibição através do olhar)
4. A vulnerabilidade
5. A estupidez
6. O fracasso e o sucesso, o que são e como lidar
7. Níveis de emoções
8. O exagero
9. O ridículo
10. O improviso
11. Expressão corporal, como forma de comunicação não-verbal
12. Malabarismo, Equilibrismo e Escultura de Balões como técnicas de apoio ao trabalho de clown
13. Construção de um espectáculo de Clown para posterior apresentação ao público (a ver)
Destinatários: Todos aqueles que tenham interesse nesta área, para a sua prática profissional ou para o seu desenvolvimento pessoal
Duração:
3 meses (com início em Janeiro de 2007)

Formador:
José Sebastião
Palhaço, Animador e Músico

Calendarização:
Quartas-feiras, das 19h30 às 22h

Local:
Associação de Tempos Livres de Alfama
Beco de Santa Helena, n° 9, Alfama

Inscrições:
– Preço: 90€ (30€ por mês)
– A inscrição deverá ser efectuada até dia 29 de Dezembro (limite de vagas 18 participantes);
– Pagamento de 15 € no acto de inscrição:

1. Pode fazer o seu pagamento através de pagamento directo na sede da ATLA.
2. Pode fazer o seu pagamento, depois de confirmar a existência de vagas e fazer a sua pré-reserva por e-mail ou por telefone, através de depósito ou transferência bancária para o NIB 003500410000157233019 (conserve o comprovativo). O montante em falta será pago no primeiro dia da formação.

Certificado:
Os participantes receberão um certificado de participação, desde que frequentem o curso na sua totalidade.

Para mais informações ou inscrições, contactar:

Tel. 21 8879739 (das 9.30h às 12.30h)

E – mail: cfac-atla@sapo.pt

ATLA – Beco de Santa Helena nº 9 Alfama (9.30h às 12.30h)

Abraços!

Arrenbentadinha de todo!

Esta frase começa bem….opssss!
Onde é que ando…a bulir que nem uma cavala! (ora cá está mais uma frase que não soa nada bem…)
Tive uma semana de festa de aniversário, que mais parecia um casamento de ciganos (não que me queixe, MUITO PELO CONTRÁRIO!!), seguida de semanas consecutivas de trabalho a dar com um pau, e é pá…já num aguento mais! Tou mesmo arrebentadinha de todo!
Já sei que há por aí muitos como eu, aliás, acredito que todos vós!
Mas o que eu queria mesmo contar não era isto, que queixar-me no es mucho lo mio!

O giro foi eu ter descoberto que uma das características da minha magnífica personalidade que toda a gente abomina (sou chata e insistente p’a caraças quando quero alguma coisa!), tornou-se uma brilhante arma de trabalho e dão-me valor por isso!!
Resumindo, a minha profissão é ser: PICA-MIOLOS!
Ora eu a pensar que era uma profissional, e tal e tal, e afinal sou… PICA-MIOLOS!
Coisa em que pelos vistos sou expert (nada que eu já não soubesses e de que vocês já não se queixassem!), mas não deixa de ser extremamente engraçado e caricato!
Realmente, há mesmo uma pessoa ideal para cada lugar, e eu cada vez gosto mais do meu e me sinto mais à vontade…é que isto pra mim: É FÁCIL!

Perfeito!!!

A seca é que sempre que fazes uma coisa bem, para além da bela da palmadinha nas costas (blearghhh), dão-te logo mais 3 p’ra fazeres tão magnificamente como a outra,( sem remuneração em contrapartida, não é!!), e isso no meu caso significa, ter que resolver mais 3 problemas em cuja a minha função é dar cabo da cabeça ao pessoal, e por tanto ser carrapato, conseguir levar a minha (e dos outros) avante!!

Mas mais curioso ainda, com semelhante profissão,seria de esperar que o pessoal não me gramasse, mas o pessoal até me curte!Eu até peço desculpas por ser mazinha, mas eles dizem que eu sou boazinha…há aqui qualquer coisa que não tá lá muito certo, não acham?
A frase normal é: Ó Sofia, a gente gosta muito de ti, mas não vens cá pra nos dar trabalho pois não? ……… Eh paaaaaa, ouve a sério, és uma querida, mas és chata comó raio-que-ta-parta!!!

O meu coração

O meu coração…é meu.
Não é de ninguém, não tem dono.
Tem ocupantes, muitos. Daqueles que enchem uma sala por meia hora comigo em troca dum beijo e um abraço. Mas são os meus AMIGOS, de quem gosto e que gostam de mim. Tem também quem longe estava, mas perto senti. Tem obviamente os meus Pais e o meu irmão.
Esse espaço é deles. E no dia que o meu coração for de alguém, quem mo roubar, nem sabe o tesouro que leva! Porque sem saber, leva também estes habitantes todos.
Mas hoje, neste momento, não pertence a ninguém, senão a mim.
E tenho pena de não o poder oferecer a quem realmente merece.
Esse sim tem o coração de ouro.
E eu, de pedra.