Cansada

…de notícias da treta na TV que só demonstra o quão pobres, principalmente de espírito, somos o povo português;
…de trabalhar muito mais que a conta e não receber senão as belas das palmadinhas nas costas;
…de ter que aturar jogos de sedução para os quais já não tenho paciência;
…de aturar ex-aventuras que não se tocam: BAZEM!
…de correr todo o dia de um lado p’ro outro e chegar ao fim do dia e ter a sensação que não fiz nada do que queria.
…de ensinar a gente graúda o que é ser amigo, ter-se um amigo, respeitar-se um amigo, ser verdadeiro com um amigo, ser-se:gente.

República e a vergonha de ser TUGA


As férias na República Dominicana foram excelentes, e há que dizê-lo com imensa frontalidade, surpreenderam-me imenso. Odeio viagens empacotadas, estar num hotel “enfiada” uma semana de papo p’ro ar não é nada o meu estilo, mas…gostei!
Talvez pelo facto de a companhia ter sido como esperado: excelente! Belinha, és um must! Mas também porque conheci gente extremamente interessante, de quem gostei bastante, e com quem espero manter contacto: Sílvia, Ritinha (mãe e filha que parecem irmãs, de tão jovem que é Mãe, e espevitada que é a filha); a Marta, a João, a Li, o Abel e a Catarina que formam um grupo de amigos fantástico, sempre de bom humor, sempre bem dispostos, muito respeitadores do espaço uns dos outros; a Marina e a Patrícia, simpatiquíssimas e também sempre boa onda; o Joaquim que é um autêntico cromo de colecção, com quem ri imenso e que demonstrou por várias vezes ter um coração de ouro; a Vanessa e o marido que são um fartote de boa disposição e um casal de fazer inveja a muitos, a castiça da Patricia e do Cyrill franceses…and so on, and so on!
As praias que vi são realmente uma maravilha, descansei (pelos vistos não o suficiente), tenho uma corzinha de cara muito mais saudável, morri de pena da pobreza que impera naquele país, mas acabei por aproveitar para aprender a apreciar a doçura dos dominicanos que quando lhes damos as “gracias”, nos responder: un placer mi amor!

Mas não posso deixar de falar na vergonha que passei por ser TUGA. Não, não tenho vergonha de ser portuguesa, muito pelo contrário, tenho até MUITO orgulho! Agora ser TUGA é bem diferente. Houve uma intoxicação alimentar que afectou 10 portugueses num grupo de 250. É verdade, houve algum produto que estava estragado (supomos que marisco), mas as pessoas que foram internadas saíram dois dias depois já muito melhores e continuaram a gozar as férias, aproveitando ao máximo, e curiosamente, não foram os que armaram o berreiro.
Tínhamos logo de aparecer na TVI e na SIC por causa duma PEIXEIRA e respectiva filha.
O português quando chega a um buffet de self-service serve-se logo como se não houvesse amanhã. Entulha o prato com comida até desbordar o prato, mistura peixe com carne, molhos, fruta, salada, só de olhar até dá vómitos.
Vai viajar sem o mínimo de preparação, não se informa de clima, doenças típicas, NADA.
Vai pra dizer aos vizinhos que foi à REPÚBLICA! Toma lá ó invejosa, que eu cá não sou de modas, e só viajo com classe!!!
Vão na promoção (também eu fui, mas com consciência que o preço faz jus ao resto…) dos 600 euros, a pensar que é tudo de primeira classe. Viajam em segunda (mas não dizem a ninguém!!), o Hotel era bom (há que dizer que há melhores, mas este era bem fixe) e há que tirar é muitas fotos pra mostrar o luxo, querem é ficar bem bronzeados pra deixar roxos os parolos que cá ficaram (aqui não há praias…enfim, sabem como é…tristes de nós), e deixaram por uns dias a roullote que têm alugada o ano todo ali na Costa da Caparica.
Cambada de anormais! Então não sabiam que na República a água não é potável, que os alimentos têm que ser todos lavados com água tratada cheia de químicos aos quais o nosso estômago não está habituado, e que levar primperan, ultra-levur, phosphalugel, e remédios que previnam as dores de estômago e as caganeiras é PRIMORDIAL?!?!?
Serei eu (e os outros 240) tão avançados em inteligência, ou são os outros todos que são burros?!
Pelos vistos, só são mesmo anormais aqueles que fizeram a triste figura de quererem, não só aparecer na TV, como ganhar mais umas férias à borla que o hotel ofereceu, e ainda se queixaram que, muito obrigadinha, mas ninguém lhe pagava o avião!
Não cabia em mim de revolta. Controlei-me por duas vezes pra não ir à tromba à velha, mas à terceira foi mais forte que eu, e acabei por descer do salto e em alto e bom som chamar-lhe doida! Se não sabe viajar minha senhora, fique em casa!!!
E foi assim que cheguei ao aeroporto, juntamente com os meus colegas de viagem que saíram, tal como eu, todos de fininho pela descida do lado direito das chegadas, a fugir às câmaras e à vergonha de se ser TUGA!

Me voy! Fechado para férias!


É para aqui que vou fugir….
Vou apanhar banhos de sol, comer bem, beber melhor, esquecer que o mundo existe, e rebolar nesta areia, banhar-me neste mar imenso e pensar que não vou sentir a tua falta num por do sol… às vezes sabia tão bem ter O ser que queremos ao lado para ser estilo filme romântico pastelada, e correr na areia, andar a cavalo, e sentir-me única! E fazer-te sentir único, o meu rei.
A companhia é excelente, a Belinha é um must de “gaija” e eu vou-me divertir até cair!!!!! Mas ela também é da minha opinião: ó filha, a gente curte a companhia, mas um gajo dava jeitinho, oh se dava!!

Esta foto pra meter “inbejinhas” foi retirado da Vagamundos.net

Verdades de 41M

Metáforas que nos traduzem sentimentos e estados de espírito.
Gostei especialmente deste post que transcrevo na integra, com autorização do Autor.

Sou um carpinteiro. Ou pelo menos sinto-me um. E tenho uma mesa para consertar!

A nossa vida é isso mesmo. Uma mesa. A minha com 4 pernas. Cada uma das pernas é um pilar da minha existência. Seja alguém, algo ou um determinado objectivo.

Em cima da mesa tenho tudo o resto que é importante.

Se alguma das pernas da mesa se parte, tudo o que está em cima fica desequilibrado e vacilante.

Há que parar e pensar na melhor forma de tudo voltar à normalidade.

Há 3 opções:

1. Reorganizar as pernas da mesa;
2. Substituir a perna estragada;
3. Redistribuir o peso em cima da mesa.

A primeira opção implica um reestruturação das bases sagradas. Mesmo os cães urinam com 3 patas e não caem!
A segunda, é uma fuga. Infelizmente, não há insubstituíveis.
A terceira é uma nova definição de prioridades.

Independetemente da opção escolhida, há que encarar a situação de conserto, como um crescimento interior. Bem sei que todos os crescimentos, mesmo os físicos, doem. E muito! Mas é a oportunidade de uma vida.

Nada disto faz sentido agora, porque a mesa está tombada e tudo o que estava em cima dela está espalhado pelo chão. Mas passinho a passinho, de forma natural, tudo volta ao equilíbrio.

Quando? Ninguém sabe. Há que esperar…

Se tudo o que for sagrado e verdadeiro, o for de facto, será universal e intemporal. Reparem num copo de água e um pouco de azeite. Agitem intensamente. Passado algum tempo o azeite vem sempre à superfície.

Obrigado Vasco.

REVOLTA

Hoje fui ver os “meus meninos”. Voltaram das férias com os…Pais…
Chegaram 5 crianças novas e outros 5 tinham voltado para as casas paternas ou maternas. Fiquei contente pelas que voltaram p’ra casa, e preocupada, e tenho imensas saudades delas, mas sei que estão onde querem estar. Se voltaram também é porque foi avaliado que era viável…
A Instituição promove a re-inserção nas famílias.
Não há nada que aquelas crianças mais anseiem que voltar para o pé da mãe. Geralmente nunca mencionam o Pai. Não quero ser discriminatória, apenas factual. É mesmo assim.
Entram assustados numa casa que chamam colégio, onde encontram mais 20 crianças. Normalmente entram “em pacotes” de irmãos.
Isso dá-lhes um certo apoio, principalmente se o irmão ou irmã são mais velhinhos..10, 12 anos. Neste caso uma tem 2, outra tem 3 e o rapaz tem 6.
Sabem que não podem ver os Pais.
Mas agora expliquem-me: COMO É QUE SE EXPLICA A UMA CRIANÇA DE TRÊS ANOS QUE NÃO VAI PODER VER PAI OU MÃE?

ONDE RAIO ESTÃO OS FILHOS DA PUTA DOS AVÓS, TIOS, PRIMOS, PARENTES DE ALGUMA RAÇA?!?!

FODA-SE!!!

A maior parte são de famílias desfavorecidas, mas outras nota-se que são crianças bem tratadas, classe média!!!

NÃO ENTENDO, NÃO ACEITO, NÃO COMPREENDO!!!

ALGUÉM É CAPAZ DE ME EXPLICAR?! ALGUÉM POR FAVOR?!

A Maria chorou no meu colo, assustadíssima, e espera-a carinho e educação por partes das pessoas DESTA instituição em causa (porque em outras há cada vaca que não há explicação). Mas espera-a a lei da selva: aprender a sobreviver no meio de outras crianças, que de doces passaram a revoltadas por estarem lá enfiadas e sem os Pais. E como revoltadas que são, tornam-se agressivas. E há um ciclo vicioso de destorcimento.
Logo no primeiro dia, antes de jantar, levou um banano doutro que estava ao lado, desatou num pranto silencioso e agarrou-se a mim em fuga. Encostou a cabecinha no meu ombro, agarrou-me com força e chorou.
– Isso é mimo!! É uma mimalha, também! Isso passa-lhe!!
Diz um de 15 anos que ainda lá vive.

– Ouve lá ó palerma, tu com quantos anos entraste praqui?

– Sete, e logo no segundo dia levei duas lambadas e aprendi a defender-me! Deixei-me logo de coisas!

– A Maria tem TRÊS ANOS!! Consegues perceber isso?! TRÊS ANOS! Acabou de chegar e está tão aterrada como tu no primeiro dia. Por isso deixa-te de merdas, e a miúda fica no meu colo até se acalmar.

Vamos lavar as mãozinhas? Pronto, chega aqui, eu ajudo. Tens fome? Sim. Agora vamos pro chão e vens pela minha mão. Linda! Tens aqui a tua cadeirinha. Um beijo.

Eu volto.

FODA-SE!!

Páginas da vida

Friozinho na barriga…
Sempre alerta…
Estás por cá?
Carta pra cá, carta pra lá
Mensagens de telemóvel
Não, não pode ser…
Tenho 17 anos novamente.
Era assim que iniciava cada verão e encerrava as férias.
Saudades da vida inocente.
Do calor do abraço, da ternura e do não-ingénuo toque que deixava os pelos dos braços arrepiados.
Discussões, ninguém dá o braço a torcer.
Não, não pode ser…
Foi giro…foi.É.
Welcome back, isto tem piada.
Tinha saudades.

Marisa Monte

Porque é sexta-feira e há que aligeirar para poder viver o fim de semana em grande!
E começa já hoje com O concerto: uma amiga fantástica (obrigado coisa mai linda!) do Schmeichel ofereceu-me o bilhete p’ra ir ver Marisa Monte! Weeeeee!! E lá terei que ir, ó pois é! Continuando a minha vida social que foi interrompida quarta e quinta para descanso da presente!

Foto: Mário Luiz Thompson


Rir é o melhor remédio (I)

Uma mulher entra num stand novo da BMW, vê um automóvel que lhe parece perfeito e dirige-se imediatamente para ele para o observar melhor.

Ao agachar-se para lhe tocar no interior, escapa-lhe um sonoro peido.

Muito preocupada esperando que ninguém tivesse dado conta do seu pequeno acidente, volta-se, nervosa, para ver se não havia nenhum vendedor por perto, quando para seu espanto, mesmo ao lado dela se encontrava um, que prontamente lhe perguntou:
– Bom dia. Em que posso ajudá-la, minha senhora?

Embaraçada, pergunta ao vendedor:
– Quanto custa este precioso automóvel?

Ao que lhe responde o vendedor:
– Minha senhora, se lhe escapou um peido ao tocar-lhe, de certeza que se vai cagar toda quando lhe disser o preço !!!