Clima na Holanda

Quando as pessoas que querem emigrar pra Holanda me dizem que não têm problemas com o clima e que aguentam bem a chuva, digo sempre: vocês não sabem o que dizem! Não é a chuva! É que não se vê o céu durante dias! E como raramente compreendo o que quero dizer com isso, fica aqui uma amostra pra posteridade.

É isto, senhores:

Uma hora de RELAXING DOG MUSIC! Music for dogs; stop barking, crying, melhora separation anxiety e tudo, melhor só a banha da cobra ;)

Música pra relaxar cães. Piano, sons relaxantes, melhor que os panpipes que põem nas massagens!

Vejam lá se funciona e digam-me.

Eu estou a experimentar com os meus, mas eles já dormem o dia todo, não sei se realmente funciona ou não 🙂

Mas a partir de agora quando sair de casa vou-lhes deixar esta musiquinha em loop, oh se vou!

PS: com o mar de fundo, acho que até eu adormeço, isto é realmente bom, oiçam!

18 de Outubro

E eu esticada na areia na praia de bikini e  toalha.

Algo que não me sucedia há muitos e bons anos.

Tenho andado a, finalmente, combinar com os amigos um jantar que permita por alguma da conversa em dia.
Surpreendo-me sempre com o facto de me parecer que estamos todos na mesma. Os anos passam, entramos nos entas, e contrariamente ao que era visível na geração dos meus Pais, temos um aspecto extremamente jovem.
Somos, obviamente, muito mais saudáveis do que eles eram: comemos melhor, fazemos mais desporto, vamos mais ao médico preventivamente do que reactivamente, viajamos mais, temos menos preocupações, digo eu.
Aspecto à parte, perdi a conta já de quantos amigos meus removeram carcinomas e fizeram radioterapias e quimioterapias antes dos 40. Felizmente ainda consigo contabilizar quantos se divorciaram, mas não sei durante quanto tempo vai ser assim. A grande maioria ainda tem Pai e Mãe, coisa que não acontecia na geração anterior. Tanta coisa que evoluiu e tanta coisa que permanece idêntica, chora-se pelos mesmos motivos, ri-se pelos mesmos motivos, muda-se de vida por motivos diferentes, de País, de cidade. 
Mas o Tuga, arreigado à necessidade de ser o eterno sofredor, o eterno coitadinho e perene fadista, insiste em contar a história de como a vida lhe corre mal e como é obrigado a mudar, quando o que deveras lhe sucede é que a vida lhe acontece tão facilmente comparada com a dos seus Pais, que se aborrece. Vive mais, mas não sabe viver. Que tristes.
Eu não hei-de morrer sem saber viver tudo o que puder. Por isso dia 18 de Outubro vim pra praia.

E depois há o reverso da medalha

Chegar a casa e ter o jantar feito e a mesa posta pelo Chefe Ivo, com direito a queijos franceses e rosbife, bom vinho, e belíssima companhia numa noite de chuva e morrinha. O cúmulo foi os meninos arrumarem a mesa tão rapidamente, que eu nem o meu prato consegui levantar. Que luxo de vida! Que luxo de colegas de casa!