
Isto no seguimento (not) de que não sou uma pessoa romântica, vai correr muito bem pros comments, mas adiante!
Ora “atonces”, a modos que, a coisa passou-se assim: corria o ano de 1998 e eis que Sofs Maria ganha uma bolsa pra ir fazer Erasmus pra Valladolid city. Quando lá chega encontra outra Tuga. Na primeira semana insultamo-nos de puta pra baixo. Foi ódio à primeira vista. Achava-mos que a outra era absolutamente insuportável, uma betinha nojente e arrogante. Ao fim da primeira semana decidimos ter a nossa primeira conversa porque havia mais gente à volta e parecia mal (not).
Eis pois que ganho uma das minhas melhores Amigas de por vida. Desde o dia 25 de Outubro de 1998 até hoje, a M. fez parte da minha vida e eu da dela. Já nos zangamos, já fizemos as pazes, já berramos uma com a outra, já choramos de felicidade abraçadas, já nos voltamos a insultar, e já voltamos a dizer continuamente uma à outra que nos adoramos. Estilo casamento, tem sido, na saúde, na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe.
No decorrer desse maravilhoso ano de Erasmus ela conheceu a sua meia-dose, um Italiano (baixinho pra condizer connosco – quando ele ler isto vai-me bater).
Uma das mais gratas recordações que temos as duas foi do dia em que, depois duma festa temática de Portugal que nós as duas organizamos, lhe pedimos que trouxesse a mochila da M. até à residência onde vivíamos as duas.
Mas em Valladolid tava um frio do car***, de tal modo, que quando a encomenda chegou ao nosso quarto, despachamos o mensageiro em 3 tempos, corremos ao quarto do Gigo pra pedir um saca-rolhas, despachamos o Gigo, metemo-nos no quarto nós, e UMA GELADA GARRAFA DE ALVARINHO SOALHEIRO. Eram 8 da noite, mas ainda não tínhamos jantado, logo, ao segundo copo já estávamos…alteradas, vá. Como tínhamos que “bajar al comedor a cenar” decidimos tentar disfarçar a bebedeira e vá de comer tostas com chouriço (que também vinha na mochila). Não surtiu muito efeito. A cena acabou comigo e com ela a tentar andar em linha recta seguindo as linhas da tijoleira no chão. NOT.
Quando o R. descobriu que na mochila ia vinho Alvarinho, quase que o namoro dos dois vai pro maneta e eu levo na tromba. Afinal tinhamo-lo deixado de fora, e isso não se faz a quem de nós tanto gosta!
Passado o eramus, a M. e o R. tentam continuar o namoro, mas a malta é jovem, intempestiva, e tal, e pronto, a coisa não correu bem e acabou-se a história, mas continuamos todos amigos.
Ele continuou no entanto a dizer que ela era a mulher da vida dele, e 10 anos passados conseguiu finalmente voltar a Portugal com o consentimento da M. (que dizia sempre que ele vivia no passado e era tolinho, que ela era agora a mulher da vida dele! Se ele já não era o homem da vida dela, que mania a dele! Que melga! Que gajo insistente!)
Tinham passado aí uns …. 10 minutos depois de ele sair do avião quando caíram novamente nos braços um do outro, e já na sanidade mental dos 30 e picos, decidem que são:
– parvos, por ter desperdiçado 10 anos.
– que sim, são a mulher e o homem da vida um do outro.
– CASAR.
E eu dei comigo histérica de contente, feliz de sorriso de orelha a orelha, porque afinal, o amor vence, e é poderosa, e a história deles continua a fazer-me acreditar que sim, há almas gémeas. Pelo menos, as deles.
PARABÉNS AMIGA!!! AUGURI CARIÑO MIO!!!
As cenas do próximo capítulo dar-se-ão quando eu emborrachar noivo e noiva no dia do casório em registo civil e capela incógnita no meio do Alentejo ou da Calábria, com Alvarinho, pois então!

Estava a pensar em comentar a parte do "romantismo"… Mas deixo só os parabéns aos "parvos" 😉
E já vi que tu também estas EUFÓRICA e é bom ver-te assim 😉
Besos
Coelho
é porreiro ser insultada num bilog da primeira à última linha com tanto carinho. TQM!
Besitos
Os SENHORES "parvos", se não te importas!
Mary!! Num foste assim tãoooo insultada, foi tudo MIMINHOS BONS!!!
TQMMMMM!
Beijos!
adorei o teu blog 🙂
aDorei est post 🙂
Vou seguir-te bjo*