O cão

Na segunda-feira de manhã tocaram à campainha. Era uma Senhora de idade. Disse que era da Geemente (Câmara Municipal).
Mandei-a subir.
Veio pelas escadas.
A Petzi decidiu vir à porta cumprimentar a malta como sempre, até porque esta cadela gosta muito de gente, assim tipo eu, tão a ver?
Quando a velhota recuperou o fôlego e conseguiu falar, no meu parco holandês entendi: hond e belasting.

Merda, já foste! Cão e imposto.

Aqui paga-se imposto por causa do cão, ao qual eu escapei durante mais de um ano. Ao que parece a Senhora tocou às campainhas todas e vinha-me perguntar se eu tinha cão ou não. Como não percebi o que ela disse ao interlocutor, ela subiu.
Como a “artista” Petzi saiu disparada pra dizer olá, ela viu o cão.
Dizer à Senhora que o cão era emprestado não me pareceu boa ideia.
A resposta tava dada.
Assine aí o papelinho, e pague 110 euros anuais, sim? Obrigadinha sim? Pegue lá um autocolante com um cãozinho.
Mas então este dinheiro é pra quê? Parques pra cães? Apanham o cócó se eu não apanhar? Pra que serve?
Ai minha menina, isso já não sei. Assine aí sim? Sim sim, aí onde está o seu nome.
Muito obrigada, passar bem. Bonito cãozinho. Passar bem, passar bem.
É cadela!!! Rais parta a alegria da bicha!

10 comments:

  1. Eu ando muito encolhida aqui no meu canto… quero ver se me livro dessa, ainda por cima pagar por uma caganita destas 110€! Ainda se fosse um pastor alemão.

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