Melaka e eu

A vaca não nos larga e nós adoramos que ela esteja connosco.

Toda a gente me disse que Melaka nao valia um palito, mas nós adoramos.

Chegamos e entramos num restaurante com aspecto muito local (gostamos de eufemismos! Era um pardieiro com o aspecto mais chunga, mas estava cheio de gente!) onde devoramos uma data de cenas que não sabíamos o que eram. Isto porque a Tuxa decidiu que em roma sê romano e pôs-se atrás das pessoas numa fila de aparente self-service e mandamos tudo pra dentro do prato excepto o que tinhamos visto e curtido: caranguejo a la “Anthony Bourdain” com alto aspecto.
Sentamo-nos, tudo a comer a comida com a manápula, assim amassadinho no prato, e nós de garfo. Ainda estavamos armadas em finas. Lá apareceu um senhor a servir à mesa, pedimos o caranguejo e ele avisou “that’s expensive!” “How much?” 15 ringuits cada dois ou seja, 5 euros :))) VENHA! Apareceu-nos com dois bichos mergulhados em gengibre e leite de coco, lima e açafrão.. Don’t try that at home! Nunca vai ficar igual!!

A rebolar de comida e com a boca em chamas do picante, fomos conhecer a cidade. Entramos num barco hop-on hop-off e vimos uma zona junto ao rio que é uma autêntica obra de arte. Saimos ali e encontramos uma guest house. Tanto Gonçalo Cadilhe eu li, que embiquei que queria experimentar lá ficar. Todos uns 10 euros por pessoa e conseguimos a candidata a noite mais mal passada da viagem: os colchões tinham bossas e a Chinatown acontecia encostada a nossa janela.

Mas muito antes disso batemos a Chinatown de Melaka e os bairros adjacentes. Ambas adoramos. Eu pessoalmente até fiquei com vontade de ir à China. Mas em Melaka o que achei verdadeiramente espectacular foi a confluência de culturas e a harmonia com que se juntam Chineses com Muçulmanos, Malayos e até Portugueses. A cidade é pequena mas muito rica em detalhes. Cheira mal, há zonas onde cheira a esgoto e embrulha o estômago, mas tudo o resto compensa as arcadas ocasionais.

Estes Senhores bombam música aos gritos enquanto passeiam romanticamente os turistas. Tenho um video que posto depois só pra terem noção do maravilhoso (not!) que era. O carro, quanto mais folclórico, melhor.

Joana, este é pra ti!

É de pequenino que se torce o pepino!

É de pequenino que se torce o pepino!

Uma Igreja dos “trezentos”

Cada um tem o direito de sonhar o que quer e como quer!

Estavam todos a dançar ao compasso e só podia entrar pra dança quem tivesse a camisola do clube. A sério.

O melhor restaurante em Melaka (Joncker88)

Garanto que tinha melhor aspecto que na foto e que estava uma delícia! Foi comer até rebolar!

Era feriado na cidade porque tinha havido 3 feriados: um chinês, um muçulmano, e outro que não entendi e que deu origem a este “puxar” de carroça. Estavam todos contentes, isso é o que interessa!

4 comments:

  1. Pedro, durian é o que os brasileiros chamam de Jaca.
    No dia em que fomos da Malásia pra Bali estivemos tanto tempo no aeroporto que nos lembramos de ir a uma banquinha de frutas e experimentar tudo o que lá havia. Cuspimos fora mais de 50% pq eram frutas avinagradas e intragáveis. Pelo meio comemos durian, e tanto quanto me lembro, ambas gostamos.
    (eu já tinha experimentado e gosto, mas fica-se todo lambuzado, e depois cheira-se mal pra burro)

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